Esta semana… (ou o meu primeiro post ilustrado por emojis)


O sentimento:

Estou a sentir que o cansaço já foi embora só de sentir as férias tão próximas! Recuperei toda a energia só com o countdown. 💪

O falhanço :

Estou arrependida de ter falhado as corridas matinais estes últimos meses. Vou de férias tão mas tão  redondinha este ano (😩para não dizer outra coisa…)

Do verbo abnegar:

Estou orgulhosa de perceber que não comprei nem UMA peça de roupa para mim nestes saldos. Não precisava, não me tentei, não comprei. 🤗

As rastas:

Estou feliz por ter percebido que a vida é curta e que lá porque tenho um emprego respeitável posso usar o cabelo como eu quero e pôr metade do cabelo em rastas mal amanhadas mas que me fazem feliz. (a ver quanto tempo aguento até ter o cabelo todo outra vez, como tive aos 20 anos…) 😁

A decisão:

Estou a decidir que livros hei de levar para férias. Sugestões? 🤔

O som:

Estou a ouvir este e este disco quase em repeat. Quem se lembra que era um dos meus desejos para 2017 um novo disco da Feist? E quem está comigo na sensação que a música portuguesa está melhor que nunca? 👌

Porque afinal vejo TV:

Estou contente que a Guerra dos Tronos ontem foi espectacular e não a molenguice dos três primeiros episódios desta temporada …🙈

E até sou mesmo viciada:

Estou a tentar perceber como vou fazer para ver os episódios 4,5,6 e 7 pois não vamos estar cá e não temos gravador de televisão (ou lá o que é)😬

A dúvida:

Estou indecisa se publico este post ridículo.. 😕

A Sessão e as férias que não chegam – dois posts num só

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A Sessão:

É sem dúvida o post com mais fotografias de sempre.

(Estas lindas fotos foram tiradas pela querida e mega artista Lu Valles, num dos nossos finais de tarde deste Verão (que já vai longo) e mostram um bocadinho a rotina que temos quando chegamos todos a casa depois de um  dia de trabalho  longe uns dos outros.)

Nunca tinha feito uma sessão fotográfica familiar (tirando as fotos que a Joana tirou para o livro). Nenhum de nós gosta de fotografias pensadas,  planeadas ou de estar em pose e, por isso, nunca nos tínhamos aventurado a investir em fotografias de alta qualidade para a posteridade. Mas depois apareceu a Lu, e o seu jeito incrível e simpático de nos fazer sentir à vontade e estar como se nada fosse enquanto temos uma câmara a acompanhar-nos a andar por ali. E por isso (e também porque é craque) ela consegue captar aquilo que é mais importante. A essência real de uma família com tudo o que isso traz com ela: Birras, mimos, brincadeiras e  discussões, o ataque ao frasco de Nutella (que ainda tentei esconder mas não fui a tempo, ahahah), desarrumação, cansaço e diversão. Ficaram lindas demais as fotos e vamos ficar para sempre com um registo  incrível de como eram os nossos finais do dia no Verão de 2017. Quando, apesar do cansaço e da vontade de ir de férias ainda conseguiamos  ter um dia a dia divertido!

As férias que não chegam:
Este ano as férias estão a tardar. Mais do que nunca. Tenho comigo um cansaço que está a ser difícil de curar. Tento dormir mas não chega. Tento ter rotinas mas não quero. Tento fazer programas e só me canso ainda mais. Acordo de manhã. Arranjo-me de manhã. Vou trabalhar de manhã. Acordo-os de manhã. Não os quero acordar de manhã. Quero dormir. Quero estar com eles todo o dia. Todos os dias. Sem horas. Sem preocupações. Sem cidade.
Mas o countdown  começou  e já estamos a uma semana da partida. E não nos podemos queixar. Vamos por um mês. Um mês inteiro fora. Um mês inteiro sem trabalhar. Um mês inteiro o dia inteiro.
À semelhança do ano passado, vão desaparecer do meu telefone, Instagram, Whatsapp, Email,  Pinterest e o monstruoso Facebook (que já desapareceu há mais de um mês que tem sido maravilhoso – aproveito para justificar a não resposta a eventuais conversas ou comentários).
Porque só assim tenho a certeza que desligo completamente. Porque só assim tenho a certeza qu estou completamente e a cem porcento entregue aos meus, à natureza, ao mar ao sol e aos livros. Tenho pena de  perder algumas coisas. Vou ter saudades de partilhar alguns momentos do nosso dia.  Vou ter saudades de acompanhar momentos bonitos das férias dos meus amigos e daqueles que sigo mais ao longe.
Mas a recompensa é enorme. É desligar à grande e à francesa.
Em Setembro, quando voltar prometo partilhar os melhores momentos e contar como foi viver um mês inteiro descalça, sem horas, sem rotinas sem wi-fi e sem saudades.

porque se calhar eu não sou quem devia ser

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Com 18 anos ainda não sabia o que é que queria ser mas já sabia quem é que eu queria ser. E queria ser exactamente a mesma pessoa que já era. Já sabia o que tinha de fazer. Já sabia quem era o homem da minha vida. Já sabia que ia para sempre ouvir a minha música. Já sabia que não ia gostar de publicidade, capitalismo, de política,  de TV nem de centros comerciais.
E estava certa. Mas depois fiz um blog. E do blog surgiu um livro. E do blog e do livro saíram mensagens incríveis de pessoas que me lêem. E com o livro conheci tantas pessoas, e com o livro fiz novas amizades. E com o livro surgiram novos projectos. E com o livro um empenho ainda maior de remar contra a corrente, contra o sistema (com toda a incoerência que esta frase traz em si mesmo). E com o livro um enorme acreditar em mim e um optimismo cada vez maior. Acreditar na mudança. Pensar grande.
Mas depois… o que é “pensar grande”? De repente percebi que as chamadas oportunidades, para mim, são diferentes do que para a maioria das pessoas. E aí é que a coisa começa a correr menos bem.
Vender mais livros. Ter mais leitores. Fazer publicidade em troco de uma vida mais confortável. Aqui é que estraguei tudo. Não consigo pensar a parte comercial disto tudo. Que pessoa estranha sou eu que não quer ir ao programa da TV com a minha família para “passar a mensagem” para “chegar a mais gente”, para vender mais livros, para ter mais audiência. Que pessoa estranha sou eu que não quero vender aquilo que tenho para dizer.
Na verdade, não quero ser invisível (claro, senão este blog não existia).
Mas quero chegar a quem me quer receber. Quero chegar a quem eu faço sentido. Não quero a segunda edição. Quero cada livro vendido à pessoa certa. Não quero mais leitores. Quero os meus leitores. Quero manter-me firme a quem eu sou, e a quem sei que sou, e fiel a quem vocês sabem que eu sou. Não tenho estratégia. Mas tenho ambição, já o disse aqui. A minha ambição é viver como penso e como sinto. E ter nesse meu viver tudo o que faço e tudo  que escrevo. Porque não tenho partido politico nem religião mas tenho muita convicção. Sei bem quem sou e quem quero ser. Sei que acredito no amor. Acredito na dignidade. Acredito em mim. Acredito em vocês.

Uma pequena dissertação sobre as desventuras de uma horta

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Ter uma horta num prédio no meio da cidade é um dos grandes privilégios que temos (e temos vários) na nossa vida. Mas é um privilégio que nos tira tempo, programas, paciência e que muitas vezes nos traz grandes desilusões. A renitência em comprar seja o que for que lá não exista também não ajuda e resulta muitas vezes na taça da salada mais pobre ou num bacalhau à brás sem salsa.

Por isso, ao longo dos anos, temos feito um trabalho interno de relaxar relativamente ao assunto “Horta”. No meio de tanta coisa para fazer e a querer, cada vez mais Viver devagar não podemos sentir este “trabalho” como uma pressão gigante, mas sim gerir isto de forma calma e, sobretudo, sem stress.

Se dá dá se não dá, não acaba o mundo por causa isso. E se, às vezes tivermos de comprar uma alface, que assim seja. E se, às vezes olharmos para a nossa horta privilegiada e, em vez de couve houver um selva temos de pensar que é sinal de um dia-a-dia cheio de vida.

E foi o caso dos meses de Abril, Maio e Junho.

Foram uns meses incríveis intensos, cheios de mudanças e de alegria nas nossas vidas. Livros. Programas. Amigos.

Horta, nem vê-la.

Ou melhor horta era olhar para ela, dar-lhe uma regadela rápida, respirar fundo e pensar que, em breve iríamos ter um fim de semana que lhe pudéssemos dedicar.

Valeu-nos este com dois dias de não-praia dedicados à horta, a podar o que estava a mais, semear para o outono, arrumar canteiros, pôr composto e no meio ainda aproveitámos para nos dedicar também a um dos desejos da Luz: ter mais flores e plantas ornamentais. E lá fomos todos a um garden center, que é igual a ir às compras ao mesmo tempo que se dá um passeio. Este ainda por cima com um parque infantil para os meninos se divertirem enquanto os pais andam a escolher flores… que mais se pode pedir num Sábado chocho de Julho?

E, a verdade é que temos muita coisa a dar e apesar do seu aspecto desarrumado, as coisas lá foram crescendo nestes meses. Embora a um ritmo estranhamente lento para Primavera e sem a mesma vivacidade dos outros anos. Tudo a dar sim, mas sem grande espanto.

Não percebíamos muito bem até que o hortelão lá de casa fez o diagnóstico: falta sol.

Como falta sol? – pensámos nós. Simples, ao longo dos últimos 3 anos na árvore do quintal vizinho foi crescendo  um ramo gigante cada vez mais em cima do nosso jardim e esta Primavera cobria de sombra a nossa horta – óptimo aspecto para passar uma tarde de calor mas péssimo para as plantas e legumes crescerem.

O Francisco decidiu desafiar o nosso vizinho para esta semana fazerem os dois uma poda acrobática – só que, entre falar e não falar, no final da tarde de Domingo o braço da árvore caiu inteiro sobre o nosso jardim mas com tanta sorte que nem uma malagueta se perdeu, nem a barraca/atelier do Francisco se desfez e, mais importante de tudo, ninguém se magoou (já tínhamos subido para banhos e jantares). Cereja em cima do bolo: como caíu, em vez da tal poda acrobática e arriscada a coisa foi bem simples de fazer e com a ajuda da moto-serra do Sr. Mário numa hora e meia estava desfeita a árvore (cá está a sorte que nos acompanha…).

Ok, mas posto isto quem limpa o xinfrim de ramos e troncos e folhas espalhadas por todo um jardim acabadinho de arranjar? E quando? se já este tempo para cuidar da horta foi tirado a ferros…

Simples. Quando uma coisa tem que ser feita, faz-se. E logo no dia seguinte os homens cá de casa desceram só para limpar um bocadinho, como quem começa uma grande empreitada, e nem duas horas depois voltavam com o trabalho todo feito.

Orgulho nos meus dois rapazes, que se queixam queixam, mas que fizeram este trabalho – a adorar e com uma perna às costas – enquanto o pai tratava dos troncos grandes. Partiram e serraram ramos, tiraram folhas, separaram os troncos das folhas e limparam cada recantinho.

Agora o nosso jardim está lindo, tratado e, sem a sombra a impedir os nossos tomates, beringelas e pimentos de crescerem em grande – como sempre acontece nesta altura do ano.

Desafio #viverdevagar


Ainda não tenho a certeza que “viver devagar” tenha sido um título bem escolhido para o livro que escrevi. Porque, na verdade paro pouco e faço coisas a mais para o tempo que tenho. 

Mas, apesar de tudo, sei que quero viver com intensidade, presença e atenção todos os minutos do dia (e da noite, claro!). Quero pôr todo o coração em tudo, tudo o que faço. 

E viver devagar não é acerca de um ritmo, é não querer deixar que os minutos da vida nos passem ao lado, não querer cá estar sem estar cá. É acerca de querer manter o foco e a concentração no que realmente importa e perceber o que pode passar para segundo plano.

Nem sempre o consigo. Mas quando percebo que não estou a conseguir sei que está na altura de por um travão e reduzir a velocidade. Viver mais devagar.

Na verdade acho que todos devíamos parar de vez em quando, abrandar o ritmo e definir prioridades. Perceber qual é o plano principal: do que é que nos queremos lembrar quando tudo isto terminar.

Escreveu isso tão bem a Filipa – como todas as coisas fantásticas que ela escreve – no prefácio do meu livro, respondendo às minhas dúvidas sobre o que é isto de “viver devagar”. 

Surgiu-nos entretanto a ideia de lançar o desafio/projecto #viverdevagar no Instagram. Queríamos convidar todos vocês a registar, coleccionar e partilhar esses momentos através de fotografias com este hashtag. Gostávamos de perceber o que é, para vocês, viver devagar (e ajudarem-nos também a inspirar-nos e a não perder o foco)

O desafio arranca já hoje e a ideia é, ao longo de todo o ano cada uma de nós fazer uma selecção das fotografias #viverdevagar que depois partilharemos nos nossos blogues. 

Ajudam-nos neste desafio?