Boys, boys, boys (ou uma bola para salvar o corredor)

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Adoro ser mãe de rapazes. Sempre me imaginei mais mãe de rapazes do que de raparigas.Adoro a relação que têm comigo, um com o outro e, principalmente com as irmãs mais novas. Que sorte (ou azar…) que elas têm de ter dois irmãos mais velhos, vão ser sempre super protegidas com estes dois guarda-costas.
Mas, para além de ser mãe de rapazes, sou mãe de futebolistas. Desde sempre. O Jacinto ainda não falava já sabia o nome de toda a equipa do Benfica. Quando brincava ao faz de conta não era um super herói nem um ninja, mas sim o Cardozo e o Ramirez. Os nossos amigos lembram-se bem do minúsculo Jacinto sempre sempre  vestido à Benfica. Ora, os anos passam, e só muda o tamanho, dele e do equipamento. Continua a viver para o jogar futebol e, com o passar dos anos conseguiu que o seu irmão Benjamim, mais intelectual e mais dado aos legos e livros ficasse também ele com a mania do futebol. E que descansada que eu vivo por saber que eles gostam de jogar à bola. Nunca até ao ano passado tinha pensado ou tomado consciência da importância de gostar de futebol para os rapazes. Na escola vivem a jogar futebol, pelo que, estão bem integrados desde o primeiro dia (ainda por cima jogam bem…). Sempre no campo, sempre a jogar, têm amigos de todas as salas e de todas as idades pois o que os une é … gostarem de futebol.
Mas nem tudo são rosas. As professoras queixam-se de eles só terem a cabeça na bola. A mãe queixa-se porque quer  ver os filhos arranjadinhos e não vestidos de futebol e fato de treino TODOS OS DIAS. A casa queixa-se porque já não é nova e,  apesar de termos um jardim onde eles podem jogar futebol, há sempre o Inverno, a noite e momentos em que por qualquer razão não podem ir lá para fora. E então há o corredor… e o corredor está a começar a resentir-se de tantos jogos de futebol. O rodapé que era preto está branco, as madeiras das portas estão a desfazer-se e os candeeiros e quadros estão sempre a caír. Ora bem, proibir dois rapazes  de 5 e 8 anos de jogar à bola num corredor de 10 metros parece-me qualquer coisa parecida com crime punível por lei, pelo que optei por fazer uma bola de tecido para minimizar os danos causados pelas boladas.
A ideia é tirada da revista Marie Claire Ideés, uma edição de 2010 que tenho guardada, como guardo todas (é uma boa revista, embora esteja um bocadinho exagerada na publicidade com o passar dos anos). Aproveitei restos de tecido que tinha e o destas camisas que lhes fiz o ano passado – e que adoro e fiz uma bola.
Cortei 12 pentágonos iguais (na verdade cortei muito mais porque ia fazer uma bola para cada, mas depois achei que uma era suficiente, hei de os aproveitar para outra coisa qualquer concerteza). Cosemos os pentágonos como no esquema. 5 em volta de um, direito contra direito, ficando a parecer uma flor.Depois unimos todos. Fazemos duas vezes este esquema e depois é só unir uma “flor” contra a outra, encher com o que sem quiser, sejam restos de tecido ou lã ou outra coisa qualquer. Vamos lá ver assim consigo salvar o corredor…

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4 thoughts on “Boys, boys, boys (ou uma bola para salvar o corredor)

  1. Boa noite Maria!!! adorei ler este post porque ninguém acha piada aos rapazes eu adoro não fosse eu mãe de 1! Todassss as grávidas querem meninas, também são lindas mas os rapazes têm realmente uma magia. Mil beijinhos e obrigada pela partilha.

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