Seis meses quatro

  

      

Hoje faz seis meses que somos pais de quatro. Ter um quarto filho é muito diferente de ter um primeiro ou um segundo mas nunca pensei que fosse tão diferente de ter um terceiro.

As pessoas na rua arregalam os olhos: “quarto?!?” – dizem uns, “Tão novinha.. ” –  dizem outros, abanando a cabeça, como se fosse uma fatalidade que me aconteceu por não ter tomado as devidas precauções.
Os amigos dizem que somos uns corajosos, a família diz que somos loucos, os médicos e enfermeiras acham que já não têm de nos explicar nada pois já sabemos, concerteza, tudo sobre gravidez, parto e puerpério (“ainda por cima  a mãe é psicóloga…”)
Existe de facto alguma descontração num quarto filho, embora nunca tivéssemos sido uns pais muito stressados (lembro me bem de mentir  à enfermeiras relativamente ao tempo de amamentação do nosso primeiro filho quando percebi que elas achavam que 3 minutos era pouco mas eu tinha a certeza que ele estava bem…)
Num quarto filho ninguém nos fala sobre como se deve amamentar, ninguém pergunta sobre os nossos receios e ansiedades, ninguém nos quer ensinar a dar o banho – tive de explicar que não era brincadeira que não me lembrava  MESMO como se dava banho a um recém nascido.
Enfim, percebi que ser mãe de quatro é uma condição diferente. Para o bem e para o mal. Às vezes perguntam-me como é ter quatro filhos, à espera que responda “é muito cansativo.. ”  e se eu responder isto oiço  um “pois, imagino…” Mas se eu disser ” bem é muito, muito bom! ” vão achar que eu não bato bem da cabeça “lá está ela, eu sempre achei que ela era meia doida” (Ok talvez tenha exagerado em ter ido à festa de aniversário do Lux na véspera da Jasmim ter nascido…)
Mas claro que é cansativo, só que às vezes sinto que o cansaço está muito sobrevalorizado. Não lhe podemos dar muita importância, senão não fazemos nada. A vida não é para ser simples, é para ser intensa e para ser intensa claro que vai trabalho.
 Desde o dia em que me aparecem 3 cabecinhas loiras pelo hospital adentro, de olhos brilhantes a verem a irmã mais nova pela primeira vez, percebi que lhes estou a dar das melhores coisas que eles podem ter, amor de irmãos e uma casa cheia.  Não me importo de ficar cansada no fim do dia, de não lhes poder proporcionar uma universidade no estrangeiro, férias na eurodisney ou todos os brinquedos que eles gostariam de ter.
Hoje, seis meses passados com 4 filhos tenho a certeza que foi isto que imaginei para a minha família, que é com muito amor e orgulho que estamos a ver crescer quatro irmãos que se adoram, que se odeiam, que brincam juntos, que riem juntos, que têm ciúmes uns dos outros,  que discutem, que se atropelam para ser os primeiros a fazer xixi, que ficam a conversar até adormecer, que pegam a mana ao colo sem jeito nenhum, que vibram como nós com as conquistas uns dos outros, que falam todos ao mesmo tempo.
Não sei se estou a dar a atenção que queria a cada um deles, não tenho o tempo que queria para me sentar a construir legos com um deles como tinha com um só, muitas vezes o mais velho faz os trabalhos de casa sem nós o conseguirmos ajudar, às vezes não sei se lavaram os dentes, se as meias estão certas, às vezes sinto que dei mais atenção a um do que a outro e fico desfeita, tento compensar, às vezes tentar compensar ainda é pior, às vezes não tenho a certeza se puseram bem as cuecas, se a mochila foi pronta para a escola. Mas sei que quero mimá-los, quero enchê-los de amor a cada um como se fosse o único. Sei que provavelmente não os estou a preparar para uma carreira de sucesso, serem lideres ou génios, mas tenho a certeza que os estou a preparar para o amor.
Hoje os parabéns são para eles os quatro.
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89 thoughts on “Seis meses quatro

  1. oh maria… com isto apetece a qualquer uma ter quatro filhos! é mesmo isso, não é possível dar tudo a um ou a quatro filhos, mas quando damos é sempre o nosso melhor, neste caso deste mais um mano, uma mana e uma filha, quem há de melhor. essa relação fica para a vida… mesmo não tendo tempo para os legos ou a eurodisney… parabéns maria gosto muito de te ler.

    1. ´´é arrepiante e impressionante, principalmente quando é a minha filha mais velha que nos nos revê neste texto..e nos envia…O melhor de tudo é a união,a amizade e a solidariedade que se cria entre eles e com os outros…

  2. Como eu te compreendo. Nós somos 6 desde 26 de setembro. E sim sinto que nós acham meio extra terrestres por termos 4. E sim as vezes tenho as mesmas dúvidas que tu. Mas no fim do dia vale tudo a pena. Muitos parabéns aos seis dos seis. 😉

  3. Há um ano que somos 6! O meu marido e eu fartamo-nos de rir por termos exatamente as situações cá em casa. Adorei e confirmo a corrida para o xixi 😂! Também nos acham doidos, mas, como diz, vale muito a pena! A minha família não podia ser de outra maneira! E viva os 6!!!!

  4. Somos 6 cá em casa faz amanhã 7 meses. Identifico-me com cada palavra… até fiquei emocionada. Acho que o melhor de tudo e ter a certeza que são felizes e isso não tenho duvidas! Beijinho

  5. Obrigada Maria por conseguires expressar tão bem , através da escrita, todas estas vivências, experiências e sensações!
    Admiro muito quem consegue mostrar ao Mundo a alegria de viver numa família grande, sem esconder a realidade de uma vida intensa, barulhenta, cansativa , mas muito muito … vida!
    Parabéns !

  6. Descobri o blog esta semana e estou encantada com tudo.
    A Maria é uma inspiração e um exemplo a seguir (estou já a recolher as suas dicas para a horta que quero iniciar e algumas receitas – para mim, para o meu “mais que tudo” e para o Francisco que está na minha barriga)!
    Obrigada pela partilha da sua vida, dos seus hábitos e do seu amor.

  7. Adorei Maria! Quando vejo famílias assim acho que têm a “obrigação” de ter mais uns quantos!! Miúdos giros, saudáveis e cheios de amor é o que este mundo está a precisar! Continua! Beijinhos

  8. maria, também tenho quatro, mas comecei há mais tempo (na vida e na maternidade. a minha quarta já tem seis). mas com este post decidi tentar não dar tanta atenção ao cansaço. e ver as coisas com mais otimismo (com acordo ortográfico, devido ao hábito… profissional) 🙂

  9. Isto hoje para mim foi “em cheio”. Adorei a sua maneira de escrever e como se percebe que a sua felicidade vem de (e apesar de) tantas coisas que este mundo considera evitaveis (cansaço, muitos filhos, falta de tempo para eles, para si…) . Tambem estou neste momento meia a dormir, atirada para o sofa, exausta com os meus 2 (a mais nova da idade do seu mais novo), exausta com a “lida da casa”, a pensar que bom que isto é, mais feliz q nunca.

  10. parabens maria bem preciso é que se desmitifique o cansaço dos filhos pelo amor que se vive em famílias com mais de três! Não é preciso dar lhes o que não tivemos ! O importante é darmos o que recebemos-AMOR E FAMÍLIA
    Tenho seis ( só é concebivel de diferentes pais !!!!) e posso dizer que ,hoje olhando para trás, valeu bem a pena os sacrifícios que se viveram (porque felizmente se vivem) em comum . A partilha do dia a dia é enriquecedora e aprendem a olhar para e pelo ‘o outro’!
    É um orgulho enorme ter uma família grande!
    Continue a dar o seu testemunho pois,ter um ou o casal (por opção!)dá muito mais ttrabalho e um enorme vazio quando saem

  11. Que bom saber que não ter a certeza se os dentes foram bem, ou mal lavados, se as mochilas têm tudo para a escola, ou se os tpc que fizeram sozinhos, cumprem os minimos, são também questões de outros pais com quatro filhos..
    Maria

    1. Às vezes há coisas que achamos que somos só nós e depois, na verdade, é igual em todas as famílias. É de facto, reconfortante pensar que os nossos filhos não vão ser os únicos a ter cáries 😂😂😂

  12. Adorei!! Estava mesmo a precisar de uma inspiração assim, pois estou quase quase a ter o terceiro filho e ao mesmo tempo q estou muito feliz, estou assustada😊😊 só com três já nos acham corajosos e malucos, então se fossemos ao quarto… Mas na verdade é isso mesmo! A nossa riqueza (da família toda) é termo-nos uns aos outros, amizade, “brigas”, conversas, brincadeiras, competições. Tudo isto é no fundo o Amor! E isso Maria, prepara-os para uma vida, melhor do q qualquer colégio caro 😜 acredite!

  13. Olá Maria, foi com um sorriso nos lábios que li o seu texto. No meu caso o drama é estar nos 32 e ainda não ter filhos. O “já está na altura” ou o arregalo de olhos são comuns. Mas, e já que não tenho filhos pra puder dar o meu testemunho, decidi deixar o testemunho de irmã. Lá em casa éramos 3 meninas, com um ano de diferença apenas (!!), depois chegou o 4o (rapaz), e por fim a 5a menina!! E ter irmãos é delicioso! Uma rebaldaria, mas muito gratificante, são amores para a vida que nos permitem caminhar com companhia:-D
    Muita saúde e alegrias para a vossa numerosa, mas feliz, família. Beijinho

  14. Somos 4 ha 2 semanas e tirou me as palavras da boca… Não podia concordar mais com o que escreveu. Felicidades! PS. Os meus tambem têm cabeças loiras!

  15. Não sou de frequentar blogs Maria, mas algo fez-me entrar neste hoje e pela primeira vez colocar o meu testemunho!
    Apenas quero partilhar que tenho 31 anos e todos dias valorizo as minhas 4 filhas, sendo as mais novas gémeas (de 2 anos), uma de 4 e a mais velha entrou este ano na primária! Realmente pensamos que vamos falhar em algo importante com elas por todos os dias serem agitados, por sermos solicitados sempre ao mesmo tempo com diferentes necessidades, por o tempo parecer sempre curto para tudo o que temos para fazer 🙂 mas o que é certo é que elas AMAM SER 4 e já me aconteceu mais do que uma vez e com diferentes educadores/professores vir SEMPRE referenciado nas avaliações/reuniões das escolas que são crianças alegres e bem-dispostas 🙂 é a melhor coisa que se pode ouvir como Pais 🙂 Assim sentimos que afinal, apesar do caos diário estamos a passar a mensagem de Amor e Felicidade que queremos transmitir aos nossos filhos.
    Sim e como muitas Mães já referiram passamos por “loucos”, ou “coitados 4…!”, “imagino o trabalho…”, “o seu marido deve ganhar muito bem para ter tantos filhos…(isto no meu trabalho porque sabem o meu ordenado)”, mas quem realmente me conhece sabe que sempre quis ter 4 filhos e que amo tê-las! Mesmo quando passam um fim-de-semana nos avós fico com saudades, dá um aperto e um vazio quando passo no quarto delas e não estão lá… Nem quero imaginar quando saírem de casa…! Mas, cada coisa a seu tempo! Aproveitar e viver o Presente que é cansativo mas animado e o futuro logo chegará a seu tempo 😉 Muitas Felicidades para todas, aproveitem bem as poucas horas disponíveis para fazerem algo por vocês (nem que seja dormir 🙂 ), e apreciem a quadruplicar cada sorriso, beijo, abraço e frases como “gosto muito de ti mamã”, “tive saudades tuas mamã”, “também quero colo” (chega a um ponto que estão as 4 no colo, ou eu a repetir a mesma brincadeira pelo menos 4 vezes) 🙂 … É simplesmente maravilhoso…!

  16. Cá em casa somos 5, em breve seremos 6 🙂 tenho 3 meninas e em principio virá aí um rapaz 🙂
    Sim…a mim também me olham como uma extraterrestre. ..revi- me em casa palavra sua! Bem haja 🙂

  17. Só vi o seu blog hoje e vi porque reconheci um dos seus filhos na foto… os meus mais velhos andam na mesma escola :-). Adorei ler o que escreveu, tive agora o terceiro e revi-me em muitas das suas palavras pois apesar de ser o terceiro já ouvi muitas barbaridades. E muitas vezes a minha resposta é mesmo que prefiro dar-lhes irmãos do que viagens e outras coisas, amar e partilhar é muito mais importante.
    Obrigada pela partilha de palavras
    Maria

  18. Que texto tão bom! Nós também somos seis, mas aqui temos 3+1 porque há uma diferença de 10 anos entre as 3 miúdas e o mini rapazinho 🙂 Eu estou a adorar esta experiência e na verdade adorava ter um quinto filho em breve. Chamam-nos muita coisa, desde loucos a corajosos, inconscientes, etc… pouco importa. Somos famílias cheias de Amor, alegria e… filhos! 🙂
    Obrigada pela partilha!
    Abraço, Alexandra
    vivertodososdiasaqui.blogspot.pt

  19. Identifico-me com o seu texto.. Também sou mãe de quatro e tenho apenas 32 anos. Muita gente me dizia que era maluca e outras que era uma corajosa… O que as pessoas diziam não me diz respeito. A vontade de ter uma familia grande foi mútua e agora sou feliz com as minhas três princesas e o meu principe..
    Obrigada por partilhar esta história magnifica.

  20. Eu sou mãe de 3 e quero muito ser mãe de 4 – estamos a tentar – mas como precisamos de ajuda médica para este 4º está a ser mais dificil – e o mais dificil ainda é lidar com as pessoas que acham que é estranho querer ter um 4º filho.

  21. Antes demais parabéns pela linda família!bem podia diZer que o que está a descrever é a minha vida a única diferença é que sou mãe de 5 e por também ser nova também me consideram essas coisas todas louca ou corajosa ou acharem que já sabemos tudo e na rua ou mesmo em restaurantes somos observados como animais no zoo ao ponto de já encomodar as minhas filhas que já se começam aperceber!o que interessa é que somos felizes assim !
    Beijinhos e muitas felicidades para a família e força para o dia a dia que fica sempre muito por fazer ou dizer!😊

  22. Uma delicia o que escreve, as fotos! Só “descobri” o seu blog hoje. No primeiro “é cedo”, no segundo “2? nao tinhas ja nada para fazer?” e quando digo “sim, quero ter 3 filhos” chamam-se louca! E sim, vou concretizar. Ando ansiosissima!!! Desejosa que um dia destes tenha novamente uma noticia assim 🙂 Só quem nao os tem, só quem nao cresceu com irmãos, é que nao sabe dar valor ao amor que se vive 🙂 e faz comentarios infelizes. Sou a mais velha de 3 irmãos. Quando nasceu o meu irmão mais novo, eu ja tinha 14 anos e foi das melhores prendas que me deram, numa altura em que achava que bebés, só um dia… os meus. O meu filho mais velho, agora com 7 anos delicia-se com bebés, pede manos…nao pede mais um, pede simplesmente mais “mãe é tão bom ter manos”. O mais pequenito com 3 anos é louco pelo idolo mano mais velho. Receber aqueles abraços, aqueles sorrisos ao fim de um dia estoirante de trabalho… vale o universo. Revejo-me numa serie de coisas que descreve, nem sempre é facil…mas a maternidade é mesmo isso: um turbilhao imenso de coisas maravilhosas que nos fazem ser capazes de ultrapassar qualquer “contratempo”. Um beijinho

  23. Lindo! Amei e identifiquei a minha família em imensas situações (acho que no texto inteiro!), embora tenhamos só 3 meninos, mas de idades muito próximas. Desejo muitas felicidades e muita saúde! Ana Luísa

  24. Revejo-me em muito do que escreveu, também tenho 4 filhos, embora com idades mais espaçadas entre si. Fui mãe 10 dias antes de completar 17 anos, na altura, pensei em deixar de estudar, mas o apoio dos meus pais e namorado, hoje meu marido há 18 anos, e de todos os professores, foi muito importante e concluí o 11.º ano grávida. Pessoas que não me conheciam, aproximavam-se para perguntar qual era a sensação e pediam para sentir a bebé mexer, outras que eu tinha como minhas amigas atravessavam para o outro lado do passeio só para não se cruzarem comigo, algumas cuspiam no chão. Houve mães que proibiram as filhas de falar comigo por eu não ser uma boa influência para as suas filhas…o dia em que a Vânia nasceu foi maravilhoso! Foi o começo de uma fase deliciosa. O Diogo nasceu 26 meses depois e foi lindo ver a cumplicidade que eles tinham, ainda ele não tinha nascido e já a mana o enchia de miminhos, contava histórias à barriga e cantava para o mano bebé. Foi muito giro ver a reação de um bebé de dias à voz da irmã! 7 anos depois, nasceu o Gonçalo e a confusão aumentou, mas também o amor, a cumplicidade e todas as coisas boas que uma criança traz a uma casa, a uma família. Sem ninguém esperar, passados outros 7 anos, recebo a notícia de que estou grávida de quase 15 semanas. O meu primeiro pensamento foi: e agora? Se já é tão complicado sustentar 3, como vai ser com 4? Não é justo, prejudicar os outros 3, privá-los ainda mais, um bebé dá muitas despesas…receei que não reagissem bem ao contar-lhes a novidade, mas a reação deles foi o oposto do que eu esperava. Da mais velha recebi uma lição de moral, do tipo: – quando engravidaste de mim tinhas 16 anos, nunca puseste a hipótese de não me ter e saíste-te muito bem e agora já estamos todos crescidos e podemos ajudar e onde comem 5 comem 6…os rapazes ficaram radiantes, o Gonçalo porque finalmente ia ter em quem mandar, isto porque ser o irmão mais novo e ter toda a gente a dizer-lhe o que fazer não é fácil! A Yasmin fez ontem 14 meses e é a luz dos nossos olhos. Veio trazer tantas coisas boas a esta família que é difícil enumerá-las. Às vezes, oiço coisas do género:-Ai coitada, tem 4 filhos! E a mim só me apetece bater-lhes quando oiço uma barbaridade destas. Um filho é uma dádiva, a maior benção que qualquer pessoa pode desejar! Quando, à noite os vejo a todos deitados nas suas camas sinto o coração cheio, sinto que sou a pessoa mais sortuda do mundo. Nem me lembro do cansaço! Também sou louca, para alguns, corajosa para outros…mas o mais importante é que sou mãe e adoro sê.lo.

  25. Maria, encantada com o teu testemunho inspirador e tão verdadeiro. A sua família é linda, uma verdadeira bênção. Conheci o seu blog ontem e já me viciou com tamanha verdade e simplicidade e com a sua filosofia. Você é uma mulher extraordinária. Tudo de bom parar vocês e continuem com essa Luz.

  26. Olá Maria, o meu nome é Sandra e tenho 38 anos,
    Ontem ao ler o seu post fiquei bastante emocionada, pois revi-me em cada palavra que escreveu.
    Também eu sou mãe de 4 (todos rapazes), apesar de terem idades já espaçadas que vão desde os 18 anos até aos 3, senti nas suas palavras a mesma cumplicidade, as dúvidas as certezas e os receios…
    Na minha família, também prevalece o carinho, a partilha, a confusão, os gritos, a brincadeira, os disparates,o trabalho (que é tanto) mas acima de tudo o amor e isso irá com toda a certeza ( assim o espero) fazer dos nossos filhos os melhores pais (pessoas) no futuro!!.
    Obrigada por ter tido um desabafo tão igual a tantas nós e que tantas vezes, só nós o compreendemos. Podemos ser loucas,corajosas mas acima de tudo somos mães!!
    Parabéns tem uma família linda!!
    Sandra

  27. Fico tão feliz, mas tão feliz de conhecer histórias assim que continuo a imaginar que também nós os cinco ainda poderemos ser mais. É que é mesmo isto, também apenas com 3: “Não sei se estou a dar a atenção que queria a cada um deles, não tenho o tempo que queria para me sentar a construir legos com um deles como tinha com um só, muitas vezes o mais velho faz os trabalhos de casa sem nós o conseguirmos ajudar, às vezes não sei se lavaram os dentes, se as meias estão certas, às vezes sinto que dei mais atenção a um do que a outro e fico desfeita, tento compensar, às vezes tentar compensar ainda é pior, às vezes não tenho a certeza se puseram bem as cuecas, se a mochila foi pronta para a escola.(…) Mas sei que quero mimá-los, quero enchê-los de amor a cada um como se fosse o único. Sei que provavelmente não os estou a preparar para uma carreira de sucesso, serem lideres ou génios, mas tenho a certeza que os estou a preparar para o amor.Hoje os parabéns são para eles os quatro.”
    Parabéns aos 6 (https://cincomaisdois.wordpress.com/2013/10/) e a todos os que conspiram POR FAMÍLIAS COMO a vossa.
    Adorei “saber que vocês existem”.

  28. Oh Maria, a minha irmã partilhou este seu texto no meu mural do Facebook e estou maravilhada! Tenho 4 filhos, 2 gémeos de 2 anos e 7 meses, 1 menino de 18 meses e agora outro menino de 2 meses… pela “lógica” ainda somos mais loucos que a Maria. Chorei ao ler o seu testemunho pois é MESMO assim, tudo igual!

  29. Olá,

    Seu Blog foi partilhado com minha mulher e identificamos muito com este post. Temos 3 meninos 4, 2 e 7 meses e uma loja de puericultura e brinquedos em Campo de Ourique, BabyCool, podemos partilhar este texto e um link para o seu blog no nosso facebook?

    Obrigado,

    Rowan

  30. Pudessem todos – filhos únicos ou numerosos – ser educados para o Amor é para Amar e seríamos todos mais Felizes e teríamos um mundo melhor! Você está a fazer a sua parte com esses 4! Força e muito amor! ❤️

  31. Brilhante. Descobri este artigo enquanto amamentava a minha 4ª filha (após 3 rapazes!) e fala-me do coração. Cá em casa é exactamente assim e as minhas emoções são essas – obrigada por descrever tão bem.

  32. Olá 🙂 Sou mãe solteira por opção de 3 meninos (7 anos e gémeos de 3 anos)… queria muito tentar a menina, mas como solteira o meu apoio é a minha mãe :p Se eu fincar pé, vou ao 4º (?) bebé e ela segue-me, mas objetivamente e bem diretamente diz que não me apoia! Leio sobre como não é o dinheiro que move a motivação de quem tem muitos filhos, mas não deixo de me preocupar com o “à frente”!!! Realmente, neste momento não vejo em que ´que o dinheiro tenha peso, mas.. e na adolescência, nos estudos mais lá para a frente??? Agora posso cortar uma diversão aqui e acolá, numa atividade, os brinquedos/roupas compro no olx, etc.. mas vou cortar na faculdade, caso queiram seguir..? Não vou, certo? É isso que me assusta… 😦 O que pensa disso…?

  33. Já venho tarde e a más horas acompanhar este diário de família, mas não podia estar mais entusiasmada com o “livro” que tenho para ler neste blog. Love at first!
    “pela primeira vez, percebi que lhes estou a dar das melhores coisas que eles podem ter, amor de irmãos e uma casa cheia. Não me importo de ficar cansada no fim do dia, de não lhes poder proporcionar uma universidade no estrangeiro, férias na eurodisney ou todos os brinquedos que eles gostariam de ter.”
    Ainda só tenho 2, mas sonho com a mesma casa cheia de irmãos e amor, porque concordo em pleno: acredito q os irmãos são o melhor presente q lhes podemos dar. Ficam protegidos, descomplicados e acompanhados pra vida, numa bolha de cumplicidade só deles. Espero nao falhar nessa passagem de valores e espero chegar ao numero 4 (q o meu marido não me “oiça” ahahah ; )
    vou voltar pra minha leitura d’inspirar a alma!

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