De Nova Iorque para o seismaisdois (ou “Os bagels”)

     

  


  

Sempre que vejo bagels, em fotografias ou filmes fico  com imensa vontade de os comer. Há qualquer coisa neles que os torna, para mim, muito apelativos e apetitosos.

Na semana passada, quando Francisco  estava a fazer o pão e a pizza, pedi-lhe que me fizesse também  uns pãezinhos com um buraco no meio. Acho apetitoso. Eram iguais ao pão que costumamos fazer, mas só o facto de terem a forma de um donut tornaram estes pãezinhos muito apelativos para todos lá em casa. Duraram cinco minutos depois de sair do forno.
Depois de tal sucesso fui a correr investigar o que era na verdade um Bagel, para além de ser um pão com buraco no meio, típico de Nova Iorque.
Então, depois de alguma pesquisa percebi que é um pão de origem judaica e que tem  como principal diferença, para além de ser em forma de anel, o facto de ser cozido em água com um pouco de açúcar mesmo antes de ir ao forno. Fiquei com ainda mais vontade de experimentar. (Lá está a eterna equação lá de casa: vontade de experimentar +  problemática das ideias fixas = tarefa para hoje)
E assim foi. Com as mãos do padeiro lá de casa, fizémos uns deliciosos bagels no final da tarde de Domingo. A receita  que usámos é uma mistura da nossa receita de pão tradicional  com uma receita de bagels de um livro de temos da Nigella (sim tenho um livro da Nigella).
 E é a seguinte:
 500g farinha
15g +/- fermento
3cs açúcar
1cc sal
280ml água
Num recipiente colocar a farinha e juntar 1cs açúcar o sal e o fermento esfarelado. Juntar a água e amassar até obter uma massa firme e elástica.
Deixar repousar 1 h ou até dobrar o tamanho.
Dividir em bolinhas e usar o cabo de uma colher de pau para fazer um buraco no meio com cerca de 3 cm.
Ferver cerca de um litro de água com as restantes Cs de açúcar e cozer dois bagels de cada vez durante 2 minutos.
Deixar escorrer e colocar a cobertura escolhida e levar ao forno a 240 até que fiquem dourados.
A cobertura pode ser a que se quiser, nós experimentámos com as sementes todas que temos em casa, e ficaram, modéstia à parte, divinais!
Aconselho MESMO a experimentarem, para além da forma, têm uma consistncia incrível, elástica e muito viciante (difícil comer só um…)

 

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One thought on “De Nova Iorque para o seismaisdois (ou “Os bagels”)

  1. Maria, conheço o seu blog há pouco tempo e não podia gostar mais dele. Não tendo filhos ainda, e estando apenas a começar a minha vida longe da alçada dos pais, identifico-me imenso com o que aqui mostra – uma vida mais caseira, em que o ser saudável não se baseia em meia dúzia de conceitos ultra-modernos de alimentação, mas sim no regressar às ‘origens’ da nossa cozinha e dos nossos alimentos. Enquanto via as suas receitas, surgiu-me uma questão: a Maria utiliza algum robot de cozinha como apoio nas suas receitas? Já li e reli as mil vantagens de todos os mais conhecidos no mercado, mas pergunto-me sempre se serão realmente úteis para a preparação e confecção destes tais elementos mais de base, que a maioria das pessoas adquire no supermercado – iogurtes, pão, molho de tomate, e por ai fora. Obrigada!

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