O Oeste é du best





Eram já vésperas de fim de semana grande e nós com muita vontade de lhe chamar mini férias, de ir respirar outros ares e de desligar da cidade (tenho tanto jeito para desligar da cidade). O nosso orçamento nada nos permitia para além de … Pegar na tenda e montá-la nalgum sítio bonito. Já tínhamos até planeado onde ia isto acontecer, já tinha a lista do que tínhamos de levar , já estava tudo mesmo bem planeado. Até que, tivemos um convite. Um simpático e inesperado convite. Para irmos passar o fim de semana grande (agora mini férias) em S. Martinho do Porto: Uma pequena vila onde passei algumas férias da minha   infância e onde, tirando uma ou outra ida esporádica, nunca mais tinha voltado. 

Foi, na verdade todo um regresso à infância. Não só pelo sítio como também por ter sido tratada com todo o mimo de uma criança. Sem preocupações. Sem ter de pensar o que ia fazer para o jantar , o que faltava no frigorífico ou se levava dinheiro no bolso para um gelado. 

Ser outra vez filha por uns dias sabe bem e faz bem. Na verdade dá para perceber a despreocupação que vivem os nosso filhos. (Quem não gosta?)

Ser bem recebidos tem sido a história da nossa vida. Sermos recebidos por gente acolhedora e generosa. É uma coisa incrível que a vida nos dá: Viver rodeados de gente que nos quer bem.
Dizem que São Martinho é onde o Inverno passa o Verão, pelo seu conhecido clima instável. Para nós foi o despontar do Verão no meio deste prolongado Inverno. Praia, calor, muitos mergulhos e um balde cheio de caranguejos – que os deixaram em lágrimas na hora de os voltar a deitar ao mar (que capacidade relacional esta, a das crianças, que até com caranguejos minúsculos criam laços). Brincadeiras na areia e bolas de Berlim comidas com os dedos salgados. Ir e voltar à praia de bicicleta vezes sem fim porque a casa era mesmo ali ao lado. Um pátio, onde tudo acontece, desde que se acorda até à hora que anoitece. Pequeno almoço, jogos de bola (?!) passeios de bicicleta. Colher flores ou ficar à mesa a descascar pevides e a conversar à volta do vinho. Faça chuva ou faça sol. Pessoas a entrar e a sair (toda a gente se conhece por ali). 

Passear à noite e ver a baía, uma feira, música alta, Santo António, algodão doce – que nunca tinham comido e ninguém gostou (família estranha esta a nossa) – e até fogo de artifício. 

Foram três dias, pareceram quinze. Pela intensidade dos dias que nos permitiu um total desligar da vida fora dali, do pátio onde tudo acontece. 

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8 thoughts on “O Oeste é du best

  1. Ena! Só fui a São Martinho do Porto uma vez e foi de passagem! Mas este ano decidi que vamos lá passar uma semana nas férias. Ora arrendámos casa mas agora o meu marido começa a achar que não é boa ideia. Que sim senhora a baía era o ideal para o nosso pirata de 3 anos mas que tem visto comentários depreciativos da qualidade da água e pa-ta-ta pa-ta-ta! Arre! Que acho que ainda não vai ser desta!
    Admiro a v/ simplicidade!

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