Jasmim


Há dois anos e nove meses (mais coisa menos coisa) :

Fiz um teste de gravidez que deu positivo. Um turbilhão de emoções invadiu de imediato a minha pessoa – não a pessoa de meu marido que teve apenas uma (como sempre que sabe que vamos ter um filho) : felicidade. Eu baralhei-me. A alegria de saber que ia ser mãe novamente. A loucura de saber que ia ser mãe novamente. O medo de saber que ia ser mãe novamente. Quatro. E agora? Acho que enlouquecemos, não temos braços para cuidar de quatro filhos, não temos meios para sustentar quatro filhos. 

Ainda hoje não consigo dizer se a Jasmim foi ou não planeada. Eu acho que não. Mas não tenho a certeza . Terá sido o esquecimento da pílula um mecanismo inconsciente para não ter de tomar essa decisão de forma consciente? (na verdade inconscientes são as duas hipóteses). Não sei. Acho que Nunca vou saber. Mas rapidamente o turbilhão de emoções passou a alegria. De alegria a felicidade. De felicidade a não imaginar a vida de outra forma. 

Rapidamente aquele bebé se tornou parte integrante da nossa família. 

 
Há 2 anos (menos um dia): 

não resisti, apesar da minha proeminente barriga de 38 semanas, a festejar o aniversário do Lux – o Lux faz parte integrante da minha juventude e como tal tenho-lhe uma estima muito especial. “Não demoramos nada, vamos só ver como é que está!” Do não demoramos até às 3am foi um pulinho. O ambiente estava giro, eu diverti-me e confesso que estava a curtir estar numa festa daquelas naquele estado (sempre gostei de chamar a atenção !). Mudava a lua nessa noite.

No dia seguinte acordei, claro, com contrações. Ainda tive tempo de levar os miúdos à escola e de voltar para casa. Terminei um episódio da Guerra dos Tronos e, calmamente, liguei ao Francisco a dizer que as águas já se tinham rebentado.

Quem me lê pensa ” vê-se mesmo que é um quarto filho. Tão relaxada”. Mas não foi bem assim.

A Jasmim nasceu. Mas não nasceu “um quarto filho” nasceu “um filho”. Porque quando os filhos nascem não têm números. A emoção não se altera. O momento não se altera. A dor não se altera. A alegria não se altera.

Só se altera o amor. Que está multiplicado. Aumentado. Enlouquecido. 

Às vezes dou por mim a pensar onde tenho lugar no coração para tanto amor. 

Minha filha. Minha primeira quarta filha. Minha primeira filha Jasmim.

Parabéns!

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8 thoughts on “Jasmim

  1. Parabéns a toda a família. Vocês são fantásticos (fora o pormenor de serem benfiquistas: não se pode ser perfeito 🙂 ). Desejo, do fundo do coração, que sejam sempre assim, saberem ser felizes mesmo quando vos aparece alguma adversidade. Quatro filhos não será de todo fácil, mesmo que tivessem muito dinheiro, porque o dinheiro não compra o tempo, a disponibilidade emocional, e vocês conseguem ter/ser o que o dinheiro não compra ❤ e eu admiro-vos tanto por isso. Tenho 2, gostava de ter 3….acho que nunca vai acontecer, por isso ver-vos/seguir-vos deixa-me feliz, pensando como poderia ser comigo. Beijinhos

  2. Muitos parabéns à família e à fofura da Jasmim. Vocês são de facto uma inspiração. Quando o meu desejo de ter um 4º filho fica mais “apagado” venho aqui e fico logo inspirada e cheia de força, os meus olhos até brilham como diz o meu marido. Beijo no vosso coração e obrigada por tudo o que me proporcionam.

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