Vamos lá então 


Como sabem vivo sempre os meses de forma intensiva e cada um tem a sua peculiaridade, da qual não arredo pé. A minha cabeça funciona por ciclos e fases – tendo mesmo ligeiros traços obsessivos no que diz respeito às rotinas que cada estação traz consigo. Pelo que,  até ao dia 1 de Dezembro não consigo nem olhar para uma árvore de Natal. Mas, mal acordamos neste dia/ neste mês. Toda a nossa casa é Natal. E então quero aproveitar tudo o que este bonito mês nos traz (embora todos saibamos que tem a sua parte menos bonita – sobretudo no que diz respeito ao consumo e aos excessos, mas que, se bem medidos podemos até tranformar estas palavras, feias e frias em quentes e bonitas).
Ou seja. O mês do Natal é o mês da família, da união e da mesa cheia. Para uns um mês mais espiritual, para outros menos, mas sempre, sempre o mês do amor.

E então, como conseguiremos sobre(viver) ao mês de Dezembro de forma feliz e ao mesmo tempo (minimamente) coerente com aquilo que somos.
Não sei. Mas posso contar como vivemos, cá por casa, este mês cheio de exigencias.

A decoração da casa:

Dia 1 é dia de enfeitar a casa e de respirar as luzes, as estrelas e o azevinho. É para nós o primeiro dia do Natal. 

A nossa árvore não tem nada de extraordinário. E, embora todos os anos fique com vontade de fazer uma árvore nova, de qualquer ideia que vi algures entre o Instagram e o Pinterest, a verdade é que me parece mais sensato e até mais tradicional mantermos a mesma árvore e reutilizarmos os mesmos enfeites que, demodês ou não, já fazem parte. Vou claro acrescentando pequenos enfeites – normalmente coisas que eles vão fazendo (qualquer dia não cabe nem mais uma bola na nossa árvore). 

O centro de mesa tem um papel também muito importante nas decorações e, esse sim, vai mudando consoante as tendências.

O calendário do advento:

A par da decoração da casa, dia 1 é dia de começar o  calendário do advento. E este é outro grande desafio. Há uns anos fizemos este calendário. E, apesar de tudo, já faz parte tanto nossa rotina natalícia, como da decoração da casa. 

Enfim, o que acontece é o seguinte: perco a cabeça com calendários do advento e todas as ideias que trazem com eles. E, apesar de tudo o que digo aqui acerca de ser sustentável e saudável continuo a guardar guloseimas dentro das bolsinhas. Lamento. Mas é natal ( e um caramelo nunca fez mal a ninguém).

Mas depois encontro pessoas que fazem calendários do advento que, para além de lindos  e postos à disposição de quem queira fazer um – tem ideias bonitas e, na verdade, bem mais apetitosas do que uma caixinha de smarties. Não lhe resisti. Ou seja. Este ano, para além de goluseimas vamos ter também programas familiares e boas acções no nosso calendário (ah e não vamos esquecer que, uma grande amiga nossa todos os anos lhes dá um calendário do advento de chocolate). Maria, a colecionadora de calendários do advento.


O dia-a-dia:



Na verdade só nos falta usar os cornos de rena e  vestirmos pijamas todos iguais, verdes e encarnados com chapéus de pai natal. 

Na aparelhagem ouvimos (não sempre, mas bastante) os discos do Johny Cash com canções de natal (tem uma série deles)  ou o do Bob Dylan. As bolachas nesta altura são de gengibre e com formas natalícias. 

Todos os dias, depois do jantar e antes da guloseima do calendário, fazemos uma pequena reunião familiar. Cada um diz o que foi, para si, o melhor que aconteceu nesse dia. E claro, agradecemos por isso. 
(ufa acho que vou chegar a dia 25 enjoada de tanto natal…)

Os almoços e jantares:

Felizmente este é um tema que não nos aborrece por aí além. O importante é ter tudo bem marcado na agenda e na cabeça e, a cada semana fazer uma espécie de mapa mental dos programas sociais. Se são almoços se são jantares. Com crianças ou sem crianças. Com marido ou sem marido. De trabalho, de família ou grupos de amigos. Há de tudo. Uma canseira. Mas uma canseira boa. Chegar ao dia 25 e ter a certeza que tivémos como todos aqueles que gostamos. Será possível ? Acho que não, mas fica o desafio.

Os postais:

Faz parte da nossa tradição também dar uso aos correios e enviar cartões de natal,  normalmente é o Francisco que os faz, mas pensei este ano por os miúdos a trabalhar neles.

Enviamos a  todos os que gostamos e, sobretudo, aqueles com que provavelmente não nos vamos cruzar nesta época natalícia. (Acabei de me enterrar para sempre com os amigos com quem não vou estar e que não recebem postalinho…)

Os presentes:

 Aqui está uma questão complicada e que daria, por si só material para um novo post. Não temos  (felizmente) muitos presentes para dar. Fazemos amigo secreto nos dois lados da família e nos grupos de amigos – sempre disse que a crise económica tinha a sua parte positiva. A maioria tentamos fazê-los nós. Temos estas noites divertidas e produtivas de onde saiem alguns produtos, feitos à mão, com amor e por amor. Nas véspera há  sempre imensas confecções de última hora. 

E as crianças?! Os meus filhos não acreditam no pai natal e só recebem experiências, presentes simbólicos e feitos à mão. Ahahah, que grande mentira! Desculpem a sinceridade (e provavelmente a desilusão para alguns):

Cá em casa o pai Natal é à séria, todos nós acreditamos nele e nas suas renas a voarem pelo céu e até lhe lhe deixamos bolachinhas na noite de natal – bem sei que há quem diga que ele é a imagem de marca do consumismo e do capitalismo … ok ok eu sei… Mas lá que traz com ele muita magia, isso traz. E não quero privar os meus filhos de dormirem nessa noite a imaginar umas renas brilhantes cheias de brinquedos a voarem pelo céu  fora. Seja qual for o simbolismo negativo que isso pode trazer consigo.

Quanto aos presentes por aqui reina a normalidade não exagerada. Ou seja recebem brinquedos, sem fundamentalismos embora, claro dentro do possível e sem excessos. 

Os embrulhos:



Costumamos fazer os embrulhos com papel pardo (gratuito no ikea) e umas decorações bonitas usando paus e ervas da horta. Este ano, tentando apesar de  tudo não fugir muito às promessas do desperdiço zero os embrulhos vão ser em tecido, para que quem o recebe o possa reutilizar como entender. 

Para as crianças – que gostam do som do papel a rasgar conto re-aproveitar jornais velhos e decorá-los com pedaços de natureza que encontre no jardim ou na rua.

O depois do Natal:

Sou daquelas que, se  pudesse desmanchava a árvore e todos os enfeites da casa no dia 26 de Dezembro. Ufa… 

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3 thoughts on “Vamos lá então 

  1. um Natal, que É Natal!! ❤
    um Natal que, desde que me conheço, construo de igual forma.
    não me canso de afirmar: Bem Haja, querida Maria, por aquilo que É! ❤
    que este tempo de Festa, vos seja vivido no aconchego, no amor, na paz.
    ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

  2. A-DO-RO
    Viva o Pai Natal! Viva a magia! (até escrevi um texto em defesa do Pai Natal, tão explorado ou vilipendiado, pobrezito)
    https://maegazine.com/2016/12/01/em-defesa-do-pai-natal/ O Pai Natal até nos envia um vídeo ^_^, é o maior!

    A parte da reunião familiar é muito fixe, a ver se a incorporo na nossa vida. Já o Trasgo Amável, entrou nas nossas vidas para não mais sair ❤ https://maegazine.com/trasgoamavel/

    Viva o Natal! Viva a magia! Vivaaaaaaaa ❤
    beijinhos :*

  3. Oh Maria, tão lindo. No ano passado imitei o teu centro de mesa e ficou tão giro. este ano, tambem queria, mas acho que não consigo arranjar assim uma base como essa. está mesmo lindo ❤

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