Viroses e café

Não têm sido fáceis as últimas semanas cá por casa.

Andamos a saltitar entre viroses, gastroentrites e varicela. Temos vivido rodeados de chá, torradas e banhos de Maizena. Testes de matemática: vão três fica 1. Dois estão doentes, quantos vão à escola? Um tem varicela, outro esta a vomitar, uma tem febre. Quantos sobram?
As noites, entre a falta de rotina e as maleitas fazem-se em trocas constantes de cama. As palavras românticas que trocamos à noite não passam de “vais lá tu ou vou lá eu?” Tudo se baralha e de manhã já não sei que dia é, onde durmo e   com quem durmo.
No trabalho nem se fala. Faltas tu ou falto eu? Hoje não posso mesmo. Faltas tu. Põe baixa, Tem alta. Põe baixa. Atrasa trabalho. Mais um chá. Manda um mail.Segura a testa. “Sentes-te melhor?”. De repente em vez de 4 crianças com 10, 7, 5 e 2 parece que voltamos a ter 4 recém-nascidos, só que uns recém-nascidos que estão em semana de testes na escola (claro, para ajudar à festa!)
Mas enfim, penso que amanhã já estarão todos bons  (tenho a impressão que disse o mesmo no domingo).
Enfim, entre projectos pessoais em fase avançada de preparação, quatro filhos para mimar,  trabalho para adiantar a partir de casa e conseguir conversar com o meu marido, não sobra muito tempo para escrever aqui. E, por isso, vou me deixar de promessas,  esta coisa de viver a dizer que vou escrever mais aqui, – que prometo isto e aquilo, a receita e resposta – dá uma sensação de incapacidade que acaba por ser frustrante.
Mas, para não deixar alguns comentários sem resposta,  podem encontrar aqui a receita das barrinhas de cereais deliciosas e saudáveis de que falei na semana passada.
Entretanto, e com tanta noite mal dormida lembrei-me de vir aqui falar de café.
Adoro café e, se a manhã avança e não bebo um café o meu dia nunca mais será o mesmo. A cabeça ressente-se e o sono também. Cá em casa fazemos café de várias formas: De manhã, fazemos sempre um café de cafeteira . Este café é cheiroso e perfeito para o pequeno almoço. Quando temos almoços e jantares costumamos fazer um café de balão que, para além de saboroso traz consigo todo um processo de preparação encantador.
Mas há ainda o terceiro café – aquele que se quer mais forte -o expresso (para mim, pessoalmente não há café que “bata” como o expresso.
Há uns anos (bastantes) recebemos uma máquina de café de cápsulas. Mas com isto do desperdicio zero, já há algum tempo que deixou de nos fazer sentido beber estes cafés – cada café cada cápsula – que raio de poluente desnecessário!
E assim esteve a máquina encostada e sem uso, até ao dia que nos lembrámos de tentar fazer o nosso próprio café  de cápsulas e assim dar novamente uso a máquina.
O processo é tão simples que vamos sempre perguntar “como é que eu nunca me lembrei disto antes?”. Mais barato, mais ecológico e – usando uma boa mistura de café –  “mais bom”.
Com a ajuda de uma faca retire a tampa da cápsula.
Esvazie o café e passe bem as cápsulas por água.
Depois de secas encha bem com o seu café preferido (com moagem de máquina). Com a ajuda de uma colher prense bem o café dentro da cápusla.
Recorte quadrados de papel de alumínio – cerca de 5cm  (é certo que também polui, mas a uma escala bem menor).
E pronto. Está reutilizada a sua cápsula. Pode repetir este processo as vezes que quiser.
PS- Apesar de tudo, ainda é raro beber este café, pois só preciso dele quando não posso sair de casa e beber um café num “café” de manhã. Que é o caso, hoje.
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11 thoughts on “Viroses e café

  1. As melhoras por aí. Este ano ainda não nos chegou nenhuma virose a casa. Não passou de umas fungadelas e uns narizes mais entupidos de manhã. Não sei se terá a ver com uma mezinha de uma amiga minha que decidi implementar a seguir ao Verão. Estávamos a falar de gengibre e ele comentou que ela usava em pó, uma colher de café rasa na água de fazer o arroz e na de fazer a massa. Desde então ela e a filha que passavam os Outonos e Invernos sempre adoentadas nunca mais tinham ficado doentes. Achei curioso e decidi experimentar. Nestas situações ficamos sempre na dúvida, mas a verdade é que tudo nos tem passado ao lado apesar das viroses que têm assolado as turmas deles. Quanto ao café acho o máximo a preocupação e o engenho para dinimuir a vossa pegada. Nós cá por casa não gostamos de café, somos mesmo é “cházeiros”.

  2. Não sei se é mito mas li uns artigos sobre o papel de alumínio e não gostei nadica! Não sei se foi boa ideia…. ou se mantinha a maquina encostada!
    Obrigada pela receita das barritas… vou experimentar!

  3. Efetivamente foi uma boa medida de combate ao desperdício, nomeadamente da máquina .
    Cá em casa também não usamos cápsulas, para poupar o ambiente e a carteira. Compramos uma máquina de café expresso de manípulo. Como somos só dois a beber café, compensa o trabalho. A máquina custou 60,00 €. Ficou largamente paga no primeiro ano, pela diferença de preço do café de cápsula. Compramos um bom café a 7 ou 8 euros o kilo, dependendo das promoções.O café de cápsula de idêntica qualidade facilmente fica a mais de 30,00 € o kilo. Não falando já do desperdício ambiental.

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