Sobre o futuro


O dia das crianças foi este ano marcado por uma série de más e tristes notícias. Queremos tanto olhar para o futuro com optimismo, queremos tanto olhar para os nossos filhos e acreditar que vão viver num mundo melhor. Mas há dias que sentimos o coração apertado e a dúvida imensa de qual será, na realidade, o futuro.
Olhamos para eles a brincar, felizes e despreocupados e vemos alegria, esperança e o futuro do nosso planeta e então conseguimos  acreditar que são eles  vão mesmo mudar o mundo.

Mas depois pensamos no presente.

Há atentados, há terrorismo. Há guerra, há fome. Há o Trump. Há trabalho infantil. Há violência doméstica. Há machismo e racismo. Há xenofobia e homofobia. Há pessoas que votaram no Trump. Há plástico por todo o lado. Há excesso de tudo para uns e falta de tudo para outros.

E, por mais que exista esperança aqui e ali – porque há muitas pessoas (e cada vez há mais!) a quererem mudar mentalidades e realidades, às vezes sentimos que isto está mesmo mesmo tudo comprometido. E podemos vir com conversas de optimismo e “embora lá, cada um faz a sua parte” mas a verdade é que há dias que nos sentimos mínimos perante as grandes potências, os políticos, o dinheiro e a ganância. Sentimos que, enquanto as nossas crianças não crescerem nada vai mudar. E se calhar já vai ser tarde demais.

Cuidar das pessoas, dos animais e do ambiente. Devia ser só este o nosso papel aqui na terra. E é só isso que queremos ensinar aos nossos filhos: O amor.
(E quando crescer quero ser igual à Jane Goodall)

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4 thoughts on “Sobre o futuro

  1. O futuro advinha-se no mínimo complicado. Se por um lado achamos que estamos a fazer um trabalho consciente com os nossos filhos, também sabemos que há muito pais que não têm a mesma atitude do que nós. E depois há um gajo chamado Trump, e os outros que são como ele e que votaram nele, isto para não falar aqui no nosso cantinho onde há muita gente que não sabe nem quer saber nada sobre ecologia… enfim… ninguém sabe o que o futuro nos reserva.

  2. A Jane Goodhall é uma inspiração… A job description que faz no início é fantástica: dar esperança. E ver a forma como ela, com 80 anos, se sente “desesperada” face ao que ainda gostaria de fazer… É comovente. Todo o vídeo é. E toda a sua vida. Obrigada por o partilhares, e partilhares também um pouco dessa ansiedade e como, “apesar de tudo”, um pouco de desespero pode ser construtivo. É importante partilhá-lo com os outros. É uma forma de todos nos sentirmos um pouco mais acompanhados. ♡

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