Bob

Não sou muito de escrever este tipo de post, mas há coisas que têm em mim um efeito tão bom e tão forte que sinto que gostava mesmo de partilhar com vocês. Aconteceu com a Jane Goodall. Aconteceu com o Einstein – quando foi das Ondas Gravitacionais  que fiquei  de tal forma fascinada e num misto de  baralhada e com um fraquinho por ele (sim, eu tenho um fraquinho por algumas pessoas. E o Einstein é uma delas. O Bob Dylan é outra..)  Depois de ouvir esta Nobel Lecture fiquei emocionada. De tal forma que quando acabou comecei de novo e ouvi tudo outra vez e… sem querer ser lamecha, fiquei com lágrimas nos olhos (tenho a impressão que ultimamente fico facilmente com lágrimas nos olhos)

Claro que o facto de ter ouvido nos headfones, sozinha na Boca do Inferno contribuiu bastante para o impacto disto tudo. Mas pronto…

Para mim o mais incrível de tudo nesta Nobel Lecture é a voz. Claro que  é tudo espectacular – desde o Bob ter ganho o Nobel à forma como foi reagindo indiferente aos imediatismos e banalidades que nos rodeiam, tudo no seu tempo e à sua maneira, como sempre. Desde o imaginar, amoroso, com 18 anos fascinado com o Buddy Holly, ao modo como ele basicamente diz que o que realmente contou quando começou a escrever canções não foi a parte técnica da folk – que ele dominava e que não o impressionava-, foram os livros que leu nos tempos de liceu  –  D. Quixote, Ivanhoe, Robison Crusoé, Viagens de Gulliver,…que lhe deram princípios, sensibilidade e uma visão tão informada do mundo.

Os três livros que ele, Bob, diz que mais influenciaram a sua escrita (Moby Dick, A Oeste nada de novo e a Odisseia) à maneira única como fala de cada um deles (dois deles tão importantes para mim também!)

É tudo demais, não sei explicar e aconselho (e eu cá não sou de aconselhar!) a todos que vejam (esta versão que ponho aqui tem legendas em inglês, que ajuda a não perder algumas partes); mas, apesar de tudo,  o mais incrível é a sua voz hipnotizante que parece que nos guia pelas palavras, como se estivéssemos a ler um livro. Como ele próprio diz aqui, à vezes não é preciso perceber o que dizem as canções mas sim perceber o que elas nos fazem sentir. Aqui, para além de gostar de ouvir o que ele diz, a voz dele tem em mim um poder inacreditável. Fascinada.

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