As férias

A serra:


Este ano trocámos a Serra da Arrábida pela Serra da Gardunha. O sul pelo norte (centro, vá). O mar pelos rios.

De indescritível beleza a paisagem beirã e de indescritível beleza a aldeia onde ficámos: Castelo Novo – uma pequena aldeia histórica perto do Fundão. Bonita como poucas, cercada de Serra  e tão arranjada que não se vê em nenhuma casa uma porta de alumínio, um papel no chão ou seja o que for que possa ferir a paisagem.

Infelizmente apesar de termos mil passeios planeados, depressa foram todos por água abaixo. Chegámos sábado, no domingo já estava a serra a arder. Segunda fomos evacuados(Pânico). Terça regressámos. Quarta estávamos perante um cenário triste e desolador: O que era verde estava negro. Onde se via vegetação restavam agora cinzas. Demos um pequeno passeio pela serra, o chão ainda quente e algumas brasas a tentarem a sua sorte para reacenderem. Ainda fizemos o que podíamos (e foi bastante) para aproveitar bem os dias que restavam da nossa semana de férias com a família. Mas o fumo e o fogo não voltaram a sair da nossa cabeça, nem dos nossos corações (até porque o fogo que por lá andou continuou a varrer tudo pela Beira abaixo). Realidade tão triste este nosso país no Verão.

A praia:

Esta é A nossa semana especial que passamos só os seis. Este ano num sítio ainda mais especial. Na verdade, se tivesse que resumir esta semana numa palavra  seria certamente a palavra “especial”. Não tínhamos rede em casa. Não tínhamos rede na praia, por isso o desligar foi ainda mais total. Embora pareça não haver muito para contar desta semana maravilhosa é, na verdade um  nada que é tudo. Praia, brincadeiras, conversas, mimos, mergulhos, pôr-do-sol, passeios na areia molhada.  Esta é capaz de ser a semana mais importante do ano para nós os  seis. Porque nesta semana nada mais existe. Só nós. Sempre juntos. Sempre todos.

A quinta:

Os anos passam e esta nossa semana nunca muda. E eu cada vez sei menos o que dizer destes dias tão bem passados no sítio onde tudo acontece. Porque nada muda. De ano para ano. Os amigos. Os cães. Os cavalos. As uvas doces mesmo ali à mão. Os figos roubados à figueira a lambuzar-nos as mãos e a boca. As bicicletas de um lado para o outro. O sol na cara e a terra nós pés. A liberdade. A praia ali mesmo ao lado. As noites quentes (muito quentes). Os mergulhos no tanque. O jogo da lotaria, que a Rita traz da sua infância e que já faz parte da infância dos nossos filhos. As tardes de ronha. As conversas noite dentro. As estrelas cadentes. Os desejos pedidos em segredo (sempre os mesmos). E as baterias carregadas. para o resto do ano (será?)!

E assim se passou o que é, sem dúvida, o melhor mês do nosso ano. (E não contei tudo, senão não sairia daqui… )

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2 thoughts on “As férias

  1. Maria, que giro!! Em miúda passava o princípio do Verão no Fundão e depois umas semanas na Mantarrota 🙂 reconheço tão bem o que descreves!! Beijinhos e bom fim de semana

  2. Que boas dicas!
    Levo a do desodorizante e deixo uma inspirada pelas belas cenouras com rama da foto: aproveitar a rama para um pesto. Rama de cenoura, azeite, alho, amêndoas ou outro fruto seco a gosto e queijo da ilha. E fica um belo pesto que casa na perfeição não só com massas, mas com uma sopa de cenoura ou umas cenouras assadas no forno.

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