Querido diário, dia 4

Hoje não me apetecia nada vir escrever. Sinto-me cansada e que nao consigo fazer nada e, depois de os deitar, só queria esparramar-me no sofá e adormecer. Sabem quando cada palavra proferida por eles ecoa na cabeça como uma pandeireta?! felizmente nao dura muito e, mal os ponho na cama consigo por tudo em persperctiva e ficar logo com remorsos de ter sentido isso (…quer dizer só até ao primeiro “MÂE PAI QUERO UM COPO DE ÁGUA SFF).


Acho que todos começamos a sentir o acumular dos dias. Sinto que nem estou com eles, nem estou comigo, não estou a trabalhar nem estou a brincar. Esta coisa de ter um pé em cada lado acaba por ser nenhum pé em coisa nenhuma… enfim um normal desalento por estamos nisto há tanto tempo e continuarmos sem m um fim à vista.


O dia começou cedo outra vez. Para além de trabalho tinha umas encomendas para receber (o que é, vou confessar um programa que me alegra o dia!) : 50kg de farinha (sim leram bem 50kg, nós compramos farinhas nesta escala e, claro só compramos a melhor farinha do nosso amigo Paulo! ) também tinha uma encomenda de pijamas e meias e umas coisas para a casa.… ai que bem que sabe esperar encomendas nesta altura, pareço uma criança à espera do Natal… não fosse ser caro e pouco sustentável começava a fazer uma encomenda por dia: à segunda um livro, à terça umas cuecas, à quarta um pijama etc…


Às 11 tinha outra vez uma reunião e, mais uma vez, eles – tiro-lhes o chapéu- estiveram super bem, realmente as manhãs são muito mais harmoniosas do que as tardes e cheias de brincadeiras, e nem os vi enquanto estava em reunião (agora quero ver isto com aulas online e telescola e etc!! H.E.L.P.!)


Como não tenho ligado nenhuma aos almoços hoje resolvi fazer hambúrgueres com arroz – não sei como é em vossas casas mas por cá hambúrgueres é sempre a loucura por isso, o almoço foi óptimo e eles adoraram e,melhor ainda: gelados para a sobremesa.
Hoje o Lucas já fez a sesta e Ufa.. o que isto nos simplifica a tarde mas… ainda assim apesar de terem brincado todos juntos estiveram muito implicativos entre eles. Quanto mais longe dos ecrãs estão, mais implicam. Mas pronto, não podemos querer tudo.


(Entretanto no meio de um dia confuso, houve um bom upgrade. Não sei se viram, mas partilhei no instagram uma funcionalidade do iphone que definir limites para as diferentes aplicações. Andava a sentir que perco demasiado tempo de vida a “espreitar” o telefone e, resolvi impor o limite de meia hora para o instagram. Acho que estive muito mais disciplinada mas, ainda assim, atingi o limite(meia hora) às 17h. Vou ter de perceber melhor como vou gerir lá o meu tempo sem deixar de postar bocadinhos do nosso dia a dia. Ainda a refelctir. Talvez aumente 15 minutos no limite, acho que já é suficiente e assim já não tenho de fazer batota. Também não quero ser uma antipática que não responde a comentários nem vê as outras contas porque gasta o seu “limite auto limitado” de ecrã apenas a postar as próprias coisas.)


Depois do almoço, fomos escrever uma carta para a nossa afilhada de Moçambique. Como também já partilhei já há algum tempo que somos padrinhos de leite no programa pfuka u famba. Mas, agora em Dezembro recebemos uma afilhada do programa “crescer de mãos dadas“, onde assumimos o compromisso de acompanhar a Inórdia durante todo o seu percurso escolar. Estamos muito felizes com este novo membro da nossa familia ainda que esteja tão longe. Hoje falamos muito sobre ela, sobre como seria a vida dela e de como tínhamos vontade de a ir conhecer em breve! Eles escreveram cartas muito bonitas e eu fiquei até emocionada.


Entretanto, acabei por nunca contar o que estava no “tesouro” da caça ao tesouro que a Luz organizou segunda feira e que foi encontrado pelo Ben. Era um estojo cheio de rebuçados e …vales vários (vale escolher o jantar etc até me fez lembrar estes vales que fiz há tantos (6!) anos! Mas os vales foi a Luz que fez e eu nem vi o que lá estava. Sei que hoje o Ben apresentou-me um vale que dizia “podes jogar PlayStation à hora que quiseres”E assim foi. Deixei-o jogar durante uma boa parte da tarde, o que, claro acabou por simplificar as tarde para o meu lado que consegui ficar sentada no quarto dos mais pequeninos a brincar aos playmobiles.


Às 6 da tarde fui fazer o jantar porque achei que já eram 9 da noite. Dias compridos estes cheios de nada mas cheios de tudo, hein?

6 thoughts on “Querido diário, dia 4

  1. Como mãe de 4 filhos, lá em casa somos 6 e me identifico muito com suas histórias. Somos brasileiros (com exceção da minha bebé que já nasceu cá por terras lusitanas) e vivemos há quase 5 anos no Alentejo.
    Beijinhos e obrigada pela partilha!

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