Strawberry fields forever

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Tudo o que é de morango é bom – dizem os meus filhos- e é verdade. Morango dá para fazer tudo, doce, batido, sumo, gelado, bolos. Mas, infelizmente os morangos nem  sempre são bons. E, por isso, crescem os primeiros morangos na nossa horta – é a primeira vez que os temos e estão por lá a dar-se muito bem (a Luz todos os dias vai ver se os morangos que já brotaram  e se já estão a ficar vermelhos).
Mas até lá aproveito uns morangos menos bons para fazer uma compota.
Com um quilo de morangos enchi três frascos de doce. No domingo. Hoje já só há dois.
É doce ao pequeno almoço, ao lanche e ao jantar (? – fica delicioso como dip da maçã..)
A receita que uso é básica:
Para um quilo de morangos uso 750g de açúcar e meio limão espremido.
Levo os morangos ao lume cortados ao meio.
Quando os morangos se começam a desfazer, bato com a varinha mágica (não é de todo obrigatório até porque os morangos desfazem-se quase totalmente, mas lá em casa gostamos do doce mesmo bem lisinho).
 Quando fica em ponto de estrada desligo o lume.
 Entretanto, fervo os frascos que vou usar para que fiquem esterilizados – isto ajuda a conservar o doce durante mais tempo (não que seja preciso, pelo andar da carruagem os doces não chegam ao fim da semana).
Deixo arrefecer um pouco e divido a compota pelo frascos (aproximadamente três frascos).
Se alguém me ajuda tem direito a lamber a colher de pau e a espalhar doce no cabelo e nas bochechas…
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A preparação da primavera e um bolo de alecrim (dois posts num só )




  

     

E chegou então o tão esperado sol de Março. Toda a gente saiu à rua. Praia, parques e jardins cheios de vida, cor, risos e bolas a voar.

Mas nós, este fim de semana  ficámos pelo nosso jardim, porque, quando se tem uma horta e um pequeno jardim, há muito trabalho para fazer, principalmente depois de um longo inverno. Tirar urtigas, ervas daninhas, limpar, arrumar e, sobretudo,preparar a terra para a sua estação preferida. Trocar as couves, aipo, alho e cebolas para dar lugar aos pimentos, tomates, courgetes, pepinos e beringelas.

Claro que, embora os meninos já dêem alguma ajuda, as tarefas deles no jardim são outras. Entre ver caracóis, jogar à bola, fazer desenhos e jogar às escondidas passaram (passámos) dois dias, muito bons no nosso jardim. Para a Jasmim foi uma nova aventura, pois na verdade nunca tinha ido ao jardim como “andante” pelo que estava mesmo entusiasmada. Entre esborrachar um caracol e trocar bolachas com o Badú tudo lhe pareceu uma festa. Daquelas que voltamos com as mãos bem sujas.

A Luz, apra além de tudo o resto, ficou com a tarefa de preparar o cabaz para trazermos para cima. Alfaces para o almoço e alecrim para o bolo.

Alecrim para o bolo? Sim, alecrim para o bolo…
  
   

Todos os fins de semana faço um bolo e, ultimamente (um ultimamente que já tem mais de um ano) por ter a Jasmim pequenina tenho feito sempre os mesmos bolos. Bolo de chocolate, pão de ló, bolo de chocolate, pão de ló. Por serem rápidos, fáceis e bons e, especialmente por os fazer praticamente de olhos fechados. Mas , na verdade dá muito pouca pica, para uma pessoa que gosta de fazer bolos estar sempre a fazer a mesma coisa. Pelo que, para evitar uma estagnação culinária, agora que a pequena está mais crescida, resolvi voltar a variar os bolos. Então vou tentar  fazer um bolodiferente todos os fins de semana e dar a receita aqui.

Este bolo de alecrim foi uma descoberta incrível. Tirado dum livro da Nigella, a ideia de usar esta erva num cozinhado doce soou-me tão estranho quando apetitoso ,pelo que resolvi experimentar. Et voilá – é bom demais, uma combinação de sabores excelente e diferente. Segue a receita para quem quiser experimentar:

250g de manteiga amolecida (usei metade)

200g de açúcar mascavado

3 ovos

250g de farinha

1cc de fermento

1cc de essência de baunilha

Folhas de um pé (cerca de 10cm) de alecrim picadas – esquivale mais ou menos a duas colheres de chá

4 cs de leite

Açúcar para polvilhar
Pré-aquecer o forno a 170* Bater a manteiga e juntar o açúcar quando estiver macia, bater tudo até estar uma mistura fofa e esbranquiçada e leve. Misture os ovos, um de cada vez, e envolva uma colher de farinha por cada adição. Por fim junte a baunilha. Envolva a restante farinha com uma espátula e, por fim o alecrim. Dilua a massa com o leite. Verta na forma já untada, polvilhe com açúcar e leve a cozer cerca de uma hora.

Quando estiver frio desenforme. Eu usei um pé de alecrim para decorar e dar cheiro.

Sobre alimentação e sobre tradição  (ou divagação sobre a consciência alimentar)


  
  

Não é fácil para mim escrever o que vou escrever. Primeiro porque não é fácil falar sobre alimentação nos tempos que correm, em que existe uma completa globalização daquilo que comemos, sendo eu uma verdadeira amante das tradições alimentares portuguesas. Temos, por um lado os Mcdonalds e o lixo alimentar como uma parte integrante e quase transversal daquilo que se come (em maior ou menor escala), por outro a enorme proliferação de alimentos super naturais, super energéticos, super saudáveis que circulam de todas as partes do mundo para todas as partes do mundo.

Não vou falar sobre o peso ecológico que tem o transporte e exportação de todos estes produtos, que não são produzidos nem perto do nosso país, e não são só os açaís e quinoas da vida, pode ser uma simples banana ou uma melancia em Dezembro. Mas, do peso que tem para o nosso país a diminuição de consumo de alguns alimentos. Por exemplo, o leite – esse considerado  “veneno” horrível que só faz mal e que é completamente anti natura e altamente tóxico a partir do momento em que não vem da maminha da nossa mãe mas da maminha de uma vaca – não sei pormenores sobre assunto, mas sei que os produtores de leite estão a passar a pior fase de sempre, enquanto os ovos, esses, ainda não ouvi falar mas a julgar pelas fotografias que vejo nos instagrams de todas os chefs e gurus da alimentação saudável imagino que estejam a passar a melhor fase de sempre! – se calhar não era má ideia os produtores de leite transformarem as suas vacas em galinhas (ou então ponham as vacas a produzir batidos detox).

Enfim, a alimentação é um assunto que, se eu não tivesse algum cuidado corria o risco de ser o maior post da vida do seismaisdois, porque este assunto dá pano para mangas. Como podem ver aqui.
Agora “back to the point”. Ontem, quando publiquei sobre o fim de semana não mencionei a razão pela qual lá fomos (bom, mais a desculpa, porque as razões são muitas)

E…a partir daqui aconselho os mais sensíveis a não lerem, ok?

Fomos matar o nosso porco (sim, nós tínhamos um porco).

“Então Maria? Com a mania que és protectora dos animais e foste matar um porco?? Não estou a perceber nada….”

Sim, sou sobretudo pelos animais é verdade. Mas não sou vegetariana. Fui, durante 10 anos, mas já não sou. Como carne e dou carne à minha família.

Mas a carne é um assunto que não me deixa à vontade. Porque parece que só temos uma hipótese quando comemos carne: não pensar muito no percurso dessa carne – e eu, quando como e quando preparo comida para a minha família, faço questão de pensar. Pensar, principalmente no percurso do alimento que estou a confeccionar. Por isso temos uma horta, por isso fazemos o nosso pão, iogurtes, maionese e por aí fora. Por isso tento sempre ir à matéria prima mais prima que consigo. Por isso tentamos ter uma alimentação sazonal. Li há pouco tempo que, nos supermercados, devemos comprar o menos possível nos corredores do meio e consumir apenas aquilo que está junto às paredes porque é aí que encontramos aquilo que é mais fresco.

Há cerca de um ano escrevi sobre a carne. Prometi que íamos tentar só comer carne de animais que tivessem vivido com dignidade. Dignidade e sem químicos. Claro que, esta promessa comprometeu em grande parte o nosso consumo de carne, que reduzimos para mais de metade – e isso foi óptimo.

Eis senão quando os nossos queridos e grandes amigos Rita e Gonçalo, que nos conhecem tão bem, se lembraram de nos deixar criar um porco nas suas terras. E assim foi.

Já no ano passado tínhamos estado presentes neste momento que o Gonçalo faz um esforço por manter não só porque é tradição mas porque faz sentido e cria laços. Mas desta vez para nós foi mais a sério.

O nosso porco (que eu nunca conheci) estava a crescer desde o Verão até que, depois de uns meses bem alimentado, feliz e em liberdade com os seus amigos, chegou a sua hora (que eu não assisti). Foi um dia intenso, carregado de tradições – ai Maria de Lurdes Modesto pensei tanto em si – e emoções. Os nossos filhos (que embora não tenham assistido ao momento da morte) viram o porco por dentro. Aprenderam o que é uma bifana, um lombo ou um toucinho. Nunca vão pensar que a carne vem das embalagens do supermercado. Já sabem como é o processo natural. E, se um dia escolherem não comer carne vou, obviamente, respeitar.

O nosso congelador, está neste momento carregado de carne. De carne que sei como viveu, o que comeu e como morreu.
Querido porco: prometo que, a tua vida será honrada e que tudo o que for possível farei para que acabem como o sofrimento e maus tratos dos teus irmãos que crescem e engordam em produção intensiva, sem espaço para se mexerem, alimentados a antibióticos e outras porcarias. E, uma certeza tenho, tão cedo não volto a comprar carne de porco.

Receita feita em pó

 

   

  
  

Sinto que ando um bocadinho desencontrada, aqui no blog, dos artigos de receitas. Embora seja fácil explicar o porquê. Quando o comecei o seismaisdois uma das ideias era partilhar algumas das receitas, rápidas e práticas, que invento no dia a dia para além também tudo aquilo que optámos por fazer em casa em vez de comprar feito, como as bolachas, o pão, os cereais, o iogurte etc. Mas depois, com o boom da nova alimentação saudável e a enorme proliferação de sites, blogs e programas culinários, senti que não haveria muito espaço para mais e, as nossas receitas voltaram a ficar apenas entre nós.

No entanto, há coisas que tenho muita vontade de partilhar, principalmente porque tenho mesmo mesmo vontade que cada vez mais se faça uma alimentação, seja ela de que tipo for, sem produtos já preparados.

Enfim, não me querendo alargar muito. Lembram-se dos cereais da força? Pois bem, inspirada no Jamie Oliver, resolvi experimentar passar estes cereais por um robot de cozinha, reduzindo-os a um excelente pó ( embora com muita consistência) que pode ser utilizado de inúmeras formas (tenho a sensação que ainda nem comecei a explorá-las).Para os descrever só há uma palavra: DIVINAL.

O maior devorador dos cereais da força cá em casa, mais conhecido por Ben, não só adorou como disse que por ele podiam ser assim para sempre.

Para os bebés também é óptimo, pois facilmente fazemos uma papa super completa para comerem ao pequeno almoço. A Jasmim provou e aprovou e tem tido uns pequenos almoços saudáveis e caseiros sendo uma excelente variante para as papas de compra ou mesmo as papas de aveia que às vezes lhe faço.

Já eu, como-os com os iogurtes que fazemos cá em casa, todos os dias a meio da manhã. Fico numa espécie de momento zen, de uma pausa do trabalho a saborear um misto de paladares reduzidos a pó (só me falta fechar os olhos quando os como e daria um excelente anúncio!)

Janeiro em imagens

 

Janeiro sempre foi, até ao nascimento do Jacinto o mês que menos gosto. Mês comprido, frio, com pouca graça e com pouco dinheiro. Claro que em 2007 passou a ter a maior das graças, faz anos o meu filho mais velho.

Resumindo, este ano o mês de Janeiro trouxe, como todos, coisas muito boas e outras menos boas. Uma passagem de ano muito especial, que me fez acreditar que 2016 vai ser um excelente ano e também comprometer-me com algumas tarefas que teria muito gosto em ver mensalmente cumpridas. Este mês posso-me orgulhar de ter conseguido concretizar todas (percebi que o sempre prometido comer melhor e ler um livro por mês não era exequível). Corri mais de 100km, fiz uma aventura (espécie de) e fiz duas peças de roupa. Estou com uma fantástica sensação de missão cumprida!

O Jacinto fez 9 anos e acho que lhe conseguimos proporcionar um aniversário mesmo como ele queria e um dia (mais propriamente um fim de semana) inesquecível.

A Associação onde trabalho comemorou 20 anos e celebrámos este dia com uma grande festa para todos, que correu tão bem como imaginámos.

Ainda destaco o programa espectacular de uma ida familiar ao Oceanário (e a sorte que tenho de ter amigos que se lembram de nós quando têm bilhetes que não vão poder usar). Não há descrição de o que eles (os 4) adoraram desta visita. Valeu mesmo.

No último dia do mês (todos os meses deviam acabar num domingo, dá mesmo jeito para estes rewinds) fiz pela primeira vez a Corrida do Fim da Europa que há muito queria fazer. Cheguei ao fim e fiquei contente com o resultado. Mas, o que mais gostei foi a beleza desta prova: Sintra – Cabo da Roca. Valeu mesmo.