Grande-pequeno-almoço 

  
  

Há uns tempos, no princípio deste blog fiz um artigo sobre a preparação, de véspera, da mesa pequeno almoço.
Para mim, e para todos acho eu, não é fácil ter uma manhã muito calma e sem pressas. Por isso (ou para contrariar isso) faço um grande investimento no pequeno almoço. Adoro tomar o pequeno almoço e desde sempre que é uma refeição que faço com calma (com a calma possível). Quando era pequena a minha mãe punha sempre a mesa de véspera. E não só. Por exemplo muitas vezes se tinha um teste ou um exame preparava-me um ovo quente, não sei se  para ter mais energia ou para me sentir mais reconfortada. Provavelmente as duas coisas.  Enfim, coisas boas que guardamos da nossa infância/adolescência e que queremos repetir, agora como pais.A mesa de véspera simplifica, não só pelo tempo poupado a pôr a mesa de manhã como organiza a rotina. Os filhos vão acordando e vão aparecendo, cada um com o seu feitio. (Claro que a maioria das vezes há que trocar lugares, colheres, pratos mas isso são pormenores…)
Temos na cozinha uma pequena marquise onde tomamos apenas uma refeição – o pequeno almoço. De manhã entra  por lá o sol, muito descarado, casa adentro. Os meninos, ensonados e rabugentos, reclamam que ele não deixa abrir os olhos, mas eu adoro, fica uma luz linda e a certeza de um bonito dia que está a nascer. Também gosto em dias menos bons,  quando em vez do sol vemos a chuva a bater no vidro. Gosto mesmo muito desta pequena refeição familiar, que antecede um longo dia que passamos todos longe uns dos outros.

Faço sempre um café (na verdade acho que só bebo café com leite de manhã pelo cheiro que fica por toda a casa de um café de cafeteira acabado de fazer). As torradas vão-se fazendo e também deixam o seu cheirinho bem apetitoso.Há já algum tempo que conseguimos aniquilar de vez os cereais de pequeno almoço comprados. Faço os nossos  cereais da força e eles adoram, cada vez mais. Agora adoptei a técnica de fazer estes cereais personalizados, ou melhor, a base é a mesma e depois varia o que lhes ponho no fim. Um escolhe nozes, outro avelãs, um prefere lascas de chocolate preto, outro umas lascas de chocolate branco. Um prefere amêndoas e outro amendoins. Para um com passas, para outro sem passas. Depende. Do que querem e do que há na despensa.

Para a Jasmim tem sido um sucesso a papa de aveia feita de véspera e batida na hora: deixo aveia com fruta, leite e um pouco de mel no frigorífico durante a noite. De manhã passo num liquidificador e aqueço um pouco. Ela tem adorado, é tão saborosa que às vezes os irmãos querem lhe comer a papa toda (todos menos a Luz, inabalável na sua papa de farinha láctea que por mais que me esforce não a tenho conseguido demover…).

Enfim, tenho a certeza que, independentemente do que comemos (claro que quanto melhor, melhor) é o pequeno almoço que nos dá as forças que todos precisamos para o dia. E por isso, quanto mais em paz o tomamos mais força vamos ter para enfrentar a jornada.
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sexta-feira, parte II


  
  

Não é por crescermos que a noite de sexta feira deixa de ser A noite de sexta feira. Sexta feira já foi noite de saír até de manhã. Já foi a  noite de ir um bocadinho ao Bairro Alto com amigos. Já foi, depois de termos a nossa casa, noite de jantaradas até às tantas.

Porque a noite de sexta feira significa tudo aquilo para o qual que nós vivemos. Sensação de liberdade. É o fim de uma semana de trabalho. É quando ainda achamos que temos o mundo todo à nossa frente e que vamos poder fazer tudo aquilo que imaginámos (até que de repente já é domingo à noite outra vez) Mas, à sexta-feira ainda tudo é possivel.

Quando começámos com a Cena, idealizámos que seria preferencialmete na noite de sexta. No entanto, e tendo em conta que ainda é dia de trabalho e, ainda por cima  é o dia de ir às compras, resolvemos fazer A Cena ao Sábado e não A Cena à Sexta. Ora, visto que ao Domingo é a noite da nossa Pizza e filme e que nos parece injusto numa familia de 6 não  haver uma noite em que os meninos se possam deitar mais tarde de decidimos, já à algum tempo que sexta é noite de noitada familiar.
São vários os programas que vamos fazendo para trasnformar esta noite numa noite especial. Já falei aqui nas tapas com jogos. Hoje o programa é outro. É um dos preferidos de todos e damos-lhe o nome de “McdiCasa” . O nome, como se pode perceber é um derivado de uma famosa cadeia de lixo alimentar que as crianças costumam adorar. Não vou mentir, dizendo que os nossos filhos nunca comem, mas sou sincera quando digo que é muito raro e que é contrariados que cedemos a esse capricho dos meninos (normalmente aproveitamos uma viagem longa para lhes fazer a vontade poupando assim uns trocos noutro restaurante de beira de estrada).
Ao inventar este McdiCasa (já há uns anos que o fazemos) fazemos-lhes a vontade de uma forma caseira. As batatas cortamos bem fininhas para que fiquem estaladiças, depois fazemos os saquinhos à medida (temos sempre estes sacos para eles levarem o lanche, são de papel pardo e compram-se em embalagens de 100 – dão imenso jeito para tudo)
O pão, claro, é feito pelo padeiro lá de casa e é um pão próprio para hamburgueres, fofo e leve – desde há uns tempos que seguimos a receita daqui. A carne tem de ser boa, biológica de preferência, moldamos os hamburgueres à medida e… já está!
Cada um escolhe o que quer: cheese, natura ou com tudo!
Depois, é so escolher um bom filme que dê para todos – não é fácil agradar filhos rapazes, uma menina de 4 anos e uns pais chatos – mas isso é assunto para um outro post…

Armazenar #2

   

      


Tenho a sensação que a receita de manteiga de amendoim já não é surpresa para ninguém. Quando escrevi este post, há quase dois anos, acho que esta receita  era um  “segredo” um bocadinho mais bem guardado. Agora, com o aumento da procura da alimentação saudável e a proliferação de blogs e sites com receitas, fazer manteiga de amedoim tornou-se banal. Mas, como é tão bom, nunca é demais relembrar e ainda por cima faz parte dos frascos a serem preparados e armazenados cá em casa. Os miúdos adoram (Benjamim é o maior fã – nas nossas férias comeu um frasco inteiro da manteiga de amendoim feita pela nossa amiga Rita…)É óptima para barrar no pão que eles levam para o lanche ou até para usar em receitas. 
Com dois pacotes de 200g enchemos dois frascos (um bem grande e outro médio) e temos a certeza dos ingredientes que temos dentro dos frascos- o que não acontece com a manteiga de amendoim comprada)

Receita de manteiga de amendoim:

-amendoim
-amendoim 
-amendoim

Colocar o amendoim tostado (de preferencia sem sal) num robot até obter uma pasta. Demora alguns minutos, primeiro o amendoim desfaz -se e depois começa a libertar o óleo e então começa a ficar uma pasta. Quando estiver com uma consistência homogénea já está (às vezes ajuda deitar umas gotas de algum óleo (por exemplo de amendoim). 

Agora é só esperar para ver quanto tempo duram estes dois frascos e quando tenho de voltar a fazer mais.

Armazenar #1

      

Durante o Verão, principalmente no início do novo ano lectivo, gosto de preparar algumas coisas que sejam armazenáveis durante o Inverno. Uso frascos, frasquinhos e frascões (guardo todos) e faço compotas, molho de tomate, piri-piri, tomate seco, picles etc. No fundo aproveitar a riqueza que o Verão nos dá para viver melhor a frieza do Inverno.
Não vou trazer todos os meus frasquinhos para o blog, mas apenas aqueles que poderão trazer alguma coisa de novo.
Hoje para começar, trago o Pesto sempre foi um molho que, apesar de adorar e de resolver rapidamente uma refeição, nunca fiz muito por duas razões: a primeira é o preço dos ingredientes, a segunda é o facto de, feito em casa o pesto não durar muito tempo. Então adaptei o pesto à nossa vida e ao nosso orçamento.
O manjericão não é problema pois, à semelhaça do tomate não pára de crescer na nossa horta. O pinhão, que tem um preço absurdo, é substituído por nozes (mais baratas que pinhão e, se for com casca ainda melhor). O queijo uso metade do que mandam as receitas, ficando assim este molho muito mais em conta.
 No que diz respeito ao armazenamento tirei uma ideia do Ferran Adrià, de dividir o molho por pequenas doses em copinhos de café, assim poderemos usar o pesto necessário (que não é muito) em cada refeição, sem estragar o resto.
 receita de pesto económico
– 1 chávena de nozes
– 1/2 chávena de parmesão ralado
–  3 chávenas de manjericão
– 1 dente de alho (este ano pela primeira vez em muito tempo não tivémos alhos na nossa horta, mas trouxemos outros da horta de uns amigos)
– sal e pimenta
– azeite (a olho e a gosto)
Picar num robot o manjericão, o alho e as nozes.
Juntar o parmesão ralado e o azeite até obtermos a consistência desejada.
Temperar a gosto.
Dividir pelos copinhos de café e congelar.

De Nova Iorque para o seismaisdois (ou “Os bagels”)

     

  


  

Sempre que vejo bagels, em fotografias ou filmes fico  com imensa vontade de os comer. Há qualquer coisa neles que os torna, para mim, muito apelativos e apetitosos.

Na semana passada, quando Francisco  estava a fazer o pão e a pizza, pedi-lhe que me fizesse também  uns pãezinhos com um buraco no meio. Acho apetitoso. Eram iguais ao pão que costumamos fazer, mas só o facto de terem a forma de um donut tornaram estes pãezinhos muito apelativos para todos lá em casa. Duraram cinco minutos depois de sair do forno.
Depois de tal sucesso fui a correr investigar o que era na verdade um Bagel, para além de ser um pão com buraco no meio, típico de Nova Iorque.
Então, depois de alguma pesquisa percebi que é um pão de origem judaica e que tem  como principal diferença, para além de ser em forma de anel, o facto de ser cozido em água com um pouco de açúcar mesmo antes de ir ao forno. Fiquei com ainda mais vontade de experimentar. (Lá está a eterna equação lá de casa: vontade de experimentar +  problemática das ideias fixas = tarefa para hoje)
E assim foi. Com as mãos do padeiro lá de casa, fizémos uns deliciosos bagels no final da tarde de Domingo. A receita  que usámos é uma mistura da nossa receita de pão tradicional  com uma receita de bagels de um livro de temos da Nigella (sim tenho um livro da Nigella).
 E é a seguinte:
 500g farinha
15g +/- fermento
3cs açúcar
1cc sal
280ml água
Num recipiente colocar a farinha e juntar 1cs açúcar o sal e o fermento esfarelado. Juntar a água e amassar até obter uma massa firme e elástica.
Deixar repousar 1 h ou até dobrar o tamanho.
Dividir em bolinhas e usar o cabo de uma colher de pau para fazer um buraco no meio com cerca de 3 cm.
Ferver cerca de um litro de água com as restantes Cs de açúcar e cozer dois bagels de cada vez durante 2 minutos.
Deixar escorrer e colocar a cobertura escolhida e levar ao forno a 240 até que fiquem dourados.
A cobertura pode ser a que se quiser, nós experimentámos com as sementes todas que temos em casa, e ficaram, modéstia à parte, divinais!
Aconselho MESMO a experimentarem, para além da forma, têm uma consistncia incrível, elástica e muito viciante (difícil comer só um…)