Como se não tivéssemos mais nada com que nos entreter 


Já há imenso tempo que andávamos para concretizar esta ideia.

Quer dizer, na verdade a ideia não é nossa mas da nossa amiga Rute. Mal vi os pratos bonitos que ela fez fiquei logo com vontade de fazer igual e, ainda por cima já há muito tempo que me irritava, ter a nossa mesa de pequeno almoço com uma mesa feita por nós (ou melhor pelo Francisco)  as colheres também feitas por ele e depois uns pratos com pouca graça feitos sabe se lá bem por quem. Ou por ninguém.
Ainda tentámos fazer umas taças de madeira, mas (ainda) não temos as ferramentas necessárias para tal.
Então, juntámos o útil ao agradável e, com umas taças simples e brancas e uma caneta própria para porcelana cada um personalizou a sua taça de pequeno almoço conforme lhe apeteceu.
Ficou um programa divertido e no dia seguinte, uma mesa bonita. O processo é muito mais simples do que se possa imaginar. Com as canetas próprias é só pintar e levar ao forno 90 minutos a 160º.
A Jasmim ainda não fez o dela, nem o vai usar tão depressa pois corriamos o risco de ter cacos em vez de pratos.
O meu (dos triangulos) também teve uma batota. A ideia foi minha mas a execução ficou a cargo do Francisco – o meu jeito para desenhar é tal que nem afazer uma duzia de triangulos me arrisco.
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A tradição já não é o que era 


E é assim. comecei por me comprometer a fazer roupa para eles em ocasiões especiais. Depois tomei-lhe o gosto, resolvi comprometer-me a fazer pelo menos uma peça de roupa por mês, parecia-me um desperdicio ter a capacidade e os meios para fazer roupa para todos e apenas usá-la em ocasiões especiais.

Desde aí tenho tido um 2016 bem lançado e muitas toiletes novas têm tido os meus filhos. Este livro tem ajudado, e muito. Mas também descobri alguns sites com moldes e instruções de roupa mesmo muito gira (tenho um macacão para mostrar em breve)
Depois de andar a pensar muito neste assunto, resolvi alargar o tipo de peças que faço e começar a fazer também peças mais básicas (até cuecas) e tentar fazer uma boa percentagem da roupa deles. Por isso, preparem-se que vem aí muita produção (e peço desculpa antecipada aos que não adoram posts de roupa).
Estas camisas e vestidos foram feitas para eles usarem os quatro ao mesmo tempo, o que ainda não foi possivel – as meninas tanto usaram os vestidos que, quando as camisas ficaram prontas já tinham ido para lavar –

Agora, imagino que quando os vestidos voltarem serão as camisas que estão para lavar mas prometo uma fotografia no primeiro dia que tiver os quatro às risquinhas!

Parkas

   
    
    
    
 

Bom. Estas semanas têm sido produtivas no que diz respeito a pedalar na máquina de costura. Confesso que já não tenho muito para dizer nestes posts pelo que tive algumas dúvidas se estas camisolas mereciam ou não um exclusivo. Mas depois da sessão fotográfica cheguei a conclusão que mereciam um destaque (nem que fosse porque não consegui escolher uma ou duas – e já escolher estas foi difícil).

É a minha segunda experiência neste livro e a uma das razões que me levou a encomendá-lo. E, tudo o que disse de bom sobre ele se mantém.

 As camisolas têm um corte excelente e fazem-se num instantinho. 

A do Benjamim foi a primeira e, apesar de ter ficado bem, ficou muito curta – imagino que seja por ele ser grande  (isto para não colocar a culpa em mim própria que não acrescentei as medidas  das costuras como o livro indica).

Enfim, a do Jacinto ficou bastante melhor, não só pelo tamanho (fiz maior), como por ter sido a segunda: os erros que cometi na primeira emendei-os nesta. Um deles foi exactamente o pormenor que me cativou na camisola: um elástico dentro das costura a dar um aspecto semi franzido que lhe dá um toque muito cool. 

O tecido não é muito fácil de trabalhar pois desfia um bocado mas, quando procurava um tecido para esta camisola, indecisa entre vários, encontrei este no refugo mesmo MUITO barato, de outra forma não me teria chamado à atenção. Mas agora, depois de prontas, acho que até foi bem escolhido. 

De qualquer forma, tenho a certeza que o modelo é para a repetir, para elas e para eles, com algumas melhorias e outros tecidos.

Do Japão 


  
  
  

Iam ser dois posts diferentes: um sobre os filmes do Miyasaki e outro sobre um novo livro de costura, que estou a adorar . Mas depois percebi que era all about the same. Juntasse-lhe eu sushi,  “a grande onda de Kanagawa” – que temos na nossa sala- o Lost in Translation – dos meus filmes preferidos- ou o Kill Bill  e fazia um post sobre tudo o que adoro que tem a ver com o Japão. Porque acho tudo espectacular. Mas vou destacar  o que marcou a minha semana:
1. Hayao Miyasaki

É, sem dúvida, o nosso realizador de animação preferido. Já tinhamos visto com eles o Castelo Andante e, ainda estávamos à espera da melhor oportunidade para lhes mostrar o fantástico “Viagem de Chihiro”. Temos aproveitado eles estarem de férias, e de estarem muitos dos filmes dele no netflix para os vermos todos juntos . Tem sido demais. Já vimos a “Princesa Mononoke” – o preferido da Luz, o “Totoro” – preferido do Benjamim, revimos o “Castelo Andante” – o preferido do Jacinto e “A viagem de Chihiro” – o preferido meu e do Francisco (e o mais extraordinário). Eles estão fascinados com estes mundos estranhos e mágicos, nós também, claro, a adorar rever estes filmes, tentado perceber com qual livro  se parecem mais (para mim a Viagem de Chihiro é uma mistura do Processo do Kafka com a Alice no país das Maravilhas)  e identificando-nos com os seus valores ecologistas  e relação com a natureza. Não sou muito de aconselhar nada a ninguém. Mas, neste caso, faço-o sem pudor. É beleza em forma de desenhos animados.
2. O livro de costura

Na verdade já há muito que oiço dizer que os livros japoneses, sejam eles de costura ou de tricot, são os melhores, os mais bem explicados e os mais bonitos. Mas, sobretudo por achar  não iria  perceber nada, nunca me tinha iniciado neles (apesar de ter uma amiga que vive no Japão e que já se tinha oferecido para mos enviar) e tinha apenas dois livros de costura: Um piroso e mal traduzido e outro que já fiz tudo o que lá havia. Chegou então o dia. Aconselhada por algumas destas costureiras fantásticas encomendei este livro.

É incrível a perfeição com que tudo é apresentado, sempre simples e lindo, os moldes perfeitos e as instruções tão bem elaboradas que nem é preciso saber coser, é só fazer o que eles mandam e já está!
Comecei por fazer este vestido para as duas meninas – é óptimo porque o livro tem 20 projectos, com bastante variedade para rapaz – o que é raro – e sempre com moldes para os 2,4,6 e 8 anos.

Já fiz estes dois vestidos, mas tenho muito mais coisas “na manga ” e a certeza de todo um novo mundo se abriu para mim. Directamente do Japão .

Puzzles páscoa e primos


  
  
  
  

  
  

Na verdade, o que gosto mesmo éde arranjar desculpas para ter coisas para fazer e a Páscoa, é uma excelente desculpa. Tem tudo. Família, coelhinhos, ovos, flores, Primavera e fim de semana grande.

A sexta feira, foi um dia perfeito. Sol quentinho, praia, piquenique e um passeio pelo Oeste. Só nos faltou apanhar o mexilhão (eu que gosto tanto de tradições só este ano soube que esta existia – podem ter a certeza que, para o ano arregaço as calças e vou ao mexilhão).
O sábado, chuvoso serviu para preparar o almoço e a casa para a Páscoa que, este ano, foi lá em casa: primeiro unss Coelhinhos como individuais- foi amor à primeira vista. Tirei a ideia daqui e o molde daqui, usei um feltro azul (embora um bocadinho fininho funcionou bem). Ficou a mesa das crianças muito apetitosa e animada. Agora, de certeza que os vão querer  usar todos os dias …

Depois, eu e a Luz fomos de tesoura em punho apanhar flores para o meio da rua. Um dó porque ainda não há muitas flores, principalmente no meio da cidade embora  ainda tenhamos trazido um bom ramo de Jasmim que perfumou a casa toda. E, apesar de tudo, as mesas ficaram bem floridas.
A caça aos ovos este ano foi diferente, visto que em anos anteriores foi um enjoo a quantidade de chocolate ingerido. Manteve-se a procura mas, em vez de procurar ovos, os meninos tinham de procurar peças de um puzzle. O Francisco, usando restos de madeira fez 6 puzzles, cada um com seis peças. Depois cada um deles fazia um desenho no seu  e… Conforme encontrassem as peças do seu puzzle é o completassem, ganhavam um cestinho (que fiz com a luz) com amêndoas e ovos.

Acho que adoraram. Ainda por cima agora a Jasmim ficou com imensos puzzles novos para brincar.

O bolo… bem o bolo fica para falar noutro post. É um bolo especial que faço muito de vez em quando e que, não sei porquê, gosto de fazer na Páscoa. Só para abrir o apetite: é um bolo em camadas intercalando de macarrons de avelã com um creme de chocolate e, no fim coberto de chantilly – é levezinho, não é? Claro que, depois, com as gemas que sobram  tenho de fazer um pão de ló, daqueles bem molhadinhos.

Por fim, depois de uma tarde bem passada com um lado da família, começa tudo outra vez com o outro lado da família. Mais primos, mais bolos, mais brincadeiras, mais familia.

E não é isto a melhor Páscoa que se pode ter?