Um vestido para comemorar a Primavera que aí vem


  
  
  
Finalmente descobri a melhor forma para tricotar na Primavera. Fazer peças “mistas” (não sei se o termo existe). Ou seja, tricot e costura num mesmo vestido.

Esta ideia foi tirada deste livro que tem a minha amiga Maria. O livro está demais. Muito bem explicado,  até eu, que tenho alguma dificuldade em interpretar receitas de tricot achei super simples. Este vestido foi, para mim, amor à primeira vista. Simples, rápido e bonito. Tricot e costura num só. Pode ser usado sem nada por baixo e fica um fresco vestido de Primavera/ Verão ou então com uma camisola ou camisa e temos um vestido mais para o Outono/ Inverno.

O tecido que usei tem uma longa história (lá está ela, gosta é de histórias): Em tempos tive um “avental” de amamentação que emprestei a uma amiga que um dia o perdeu. Quando engravidei da Jasmim, a minha amiga, acabada de tirar um curso de costura, pediu-me que escolhesse um tecido numa loja daquelas caríssimas. Eu, sem saber para o que seria escolhi este. Uns meses depois recebi de presente um “avental” de amamentação feito por ela. Adorei. Usei usei e usei. Até que, quando a Jasmim deixou de mamar, estava eu pronta para “passar” para outra mãe esta bonita peça quando me lembrei que poderia descosê-la e utilizar o  tecido lindo de pavões numa outra peça. E assim foi. Desculpa Alexandra…

O peitilho fiz com o resto da linha de algodão deste vestido. Usei o ponto de arroz para o tricotar – embora me tenha arrependido – é confuso para a minha cabeça este ponto. Depois foi só unir as duas partes e juntar-lhes o tecido franzido.

A Luz foi outra vez a contemplada com o vestido. Por um lado não tem muitos vestidos, por outro como fala e a Jasmim ainda não fica em vantagem “oh mãe vá lá esse vestido vai ser para mim?”

O próximo que fizer vai ser para as duas assim até as visto de igual. E, quanto a este modelo, vai ser mesmo a repetir com outras cores, outros tecidos e outros tamanhos

Cenas de Fevereiro 


  

 
  

 

Incrivel. Bem sei que Fevereiro é curto, mas mesmo assim não é desculpa. Foi ontem que fiz o post de Janeiro. Ou é impressão minha? E hoje estou a recapitular Fevereiro…. Enfim deixamos passar o Natal, sofremos com um Janeiro gigante e frio e depois ninguém os para, mês após mês a passar em catadupa, até meio do ano.

Fevereiro foi um bom mês. Quando temos a sorte de passar um fim de semana no campo, tudo fica melhor. O ar puro dá-nos uma espécie de extra boost para as semanas que se seguem.

Dos compromissos 2016 fiquei mais contente com uns, menos com outros: A peça de roupa correu  muito bem. Um vestido para a Luz, um gorro para cada um deles e  uma camisa para um dos melhores amigos do Jacinto. (Well done ! ) .

As corridas correram médio bem, e embora tenha acelerado bastante o meu ritmo (que tinha decidido no início de mês ) fui mais ou menos assídua e faltou me um treino longo pos ainda me faltaram 17km para fazer os prometidos 100. Culpa em parte minha em parte da minha parceira Rita ter-se lesionado… As madrugadas sem companhia são muito dolorosas, confesso.

O programa, sendo de todos os compromissos o mais difícil de avaliar – porque eu própria não sabia a que me referia concretamente – destaco o fim de semana de Carnaval em pleno campo, um simpático almoço com amigos perto de Santarém  e um teatro divertido, num dos mais belos parques da cidade de Lisboa – o parque do Monteiro Mor: o Cavaleiro da Armadura Enferrujada em cena nos próximos meses no Museu do Teatro no Lumiar. Vale a pena ver o teatro e ir preparado para uma valente aventura no parque imenso que o rodeia.

Ah e claro, o mais importante do mês  de Fevereiro:  os anos da minha querida mãe é uma festa rodeada dos filhos e netos!

Receita feita em pó

 

   

  
  

Sinto que ando um bocadinho desencontrada, aqui no blog, dos artigos de receitas. Embora seja fácil explicar o porquê. Quando o comecei o seismaisdois uma das ideias era partilhar algumas das receitas, rápidas e práticas, que invento no dia a dia para além também tudo aquilo que optámos por fazer em casa em vez de comprar feito, como as bolachas, o pão, os cereais, o iogurte etc. Mas depois, com o boom da nova alimentação saudável e a enorme proliferação de sites, blogs e programas culinários, senti que não haveria muito espaço para mais e, as nossas receitas voltaram a ficar apenas entre nós.

No entanto, há coisas que tenho muita vontade de partilhar, principalmente porque tenho mesmo mesmo vontade que cada vez mais se faça uma alimentação, seja ela de que tipo for, sem produtos já preparados.

Enfim, não me querendo alargar muito. Lembram-se dos cereais da força? Pois bem, inspirada no Jamie Oliver, resolvi experimentar passar estes cereais por um robot de cozinha, reduzindo-os a um excelente pó ( embora com muita consistência) que pode ser utilizado de inúmeras formas (tenho a sensação que ainda nem comecei a explorá-las).Para os descrever só há uma palavra: DIVINAL.

O maior devorador dos cereais da força cá em casa, mais conhecido por Ben, não só adorou como disse que por ele podiam ser assim para sempre.

Para os bebés também é óptimo, pois facilmente fazemos uma papa super completa para comerem ao pequeno almoço. A Jasmim provou e aprovou e tem tido uns pequenos almoços saudáveis e caseiros sendo uma excelente variante para as papas de compra ou mesmo as papas de aveia que às vezes lhe faço.

Já eu, como-os com os iogurtes que fazemos cá em casa, todos os dias a meio da manhã. Fico numa espécie de momento zen, de uma pausa do trabalho a saborear um misto de paladares reduzidos a pó (só me falta fechar os olhos quando os como e daria um excelente anúncio!)

O drama das pequenas noites


  
  

Desde que acordo que a minha cabeça, começa a pensar em tudo o que quero fazer nesse dia. A minha agenda enche-se, semanal e diariamente de uma série de “to-dos” que sei que ficarei feliz de os ver cumpridos.

De dia e de noite tenho sempre coisas para fazer. Compromissos com os filhos, compromissos no trabalho, compromissos na cozinha.

Então, e o resto? E há tanto resto… Um marido, uma máquina de costura, agulhas de tricot e livros. (Já para não falar da decisão que tomei de descansar mais e deitar-me mais cedo).

As minhas noites da semana dividem-se entre as vésperas de ir correr às 6am  e as próprias noites que fui correr às 6am. E, por isso, para além de tudo o resto, tenho sempre o fantasma do “tenho de dormir”.

Ok, e são muitas as noites que durmo. Não cedíssimo, mas cedo q.b.para não cair para o lado. E então, noite após noite tenho decisões dificílimas para tomar. Decisões estas com as quais andei a sonhar o dia todo. “Logo à noite vou isto, aquilo e aqueloutro” mas depois, o que acontece é que a noite é mínima.

Miúdos a dormir, casa arrumada já vamos em dez e picos. E agora? o sofá chama, óbvio. Naquele momento é tudo o que mais me apetece. Mas… e todos os projectos que me andam na cabeça. E o livro que estou a adorar? Em que parte é que fica tudo isto no meu dia a dia?

Enfim, dúvidas de uma pessoa com pouco tempo mas muita vontade. Então vou gerindo, noite após noite o que vai ter prioridade.

E, às vezes, quando o sofá não é o primeiro escolhido percebemos que afinal a noite é muito maior do que se imagina. E o cansaço sobrevalorizado. Nada que não se resolva com mais um café e uma noite bem dormida no dia seguinte.

 

 

Janeiro em imagens

 

Janeiro sempre foi, até ao nascimento do Jacinto o mês que menos gosto. Mês comprido, frio, com pouca graça e com pouco dinheiro. Claro que em 2007 passou a ter a maior das graças, faz anos o meu filho mais velho.

Resumindo, este ano o mês de Janeiro trouxe, como todos, coisas muito boas e outras menos boas. Uma passagem de ano muito especial, que me fez acreditar que 2016 vai ser um excelente ano e também comprometer-me com algumas tarefas que teria muito gosto em ver mensalmente cumpridas. Este mês posso-me orgulhar de ter conseguido concretizar todas (percebi que o sempre prometido comer melhor e ler um livro por mês não era exequível). Corri mais de 100km, fiz uma aventura (espécie de) e fiz duas peças de roupa. Estou com uma fantástica sensação de missão cumprida!

O Jacinto fez 9 anos e acho que lhe conseguimos proporcionar um aniversário mesmo como ele queria e um dia (mais propriamente um fim de semana) inesquecível.

A Associação onde trabalho comemorou 20 anos e celebrámos este dia com uma grande festa para todos, que correu tão bem como imaginámos.

Ainda destaco o programa espectacular de uma ida familiar ao Oceanário (e a sorte que tenho de ter amigos que se lembram de nós quando têm bilhetes que não vão poder usar). Não há descrição de o que eles (os 4) adoraram desta visita. Valeu mesmo.

No último dia do mês (todos os meses deviam acabar num domingo, dá mesmo jeito para estes rewinds) fiz pela primeira vez a Corrida do Fim da Europa que há muito queria fazer. Cheguei ao fim e fiquei contente com o resultado. Mas, o que mais gostei foi a beleza desta prova: Sintra – Cabo da Roca. Valeu mesmo.