Conchas fora de horas


  
  
  
  
Para matar saudades do verão, num dia que amanheceu tão chuvoso lembrei-me de falar das conchas que lá tenho em casa.

Tenho um fascínio por conchas e, quando vou a uma praia que tem muitas fico deslumbrada e com vontade de as trazer todas para casa (como se me trouxesse uma espécie de riqueza, tê-las em grande quantidade). Então, todos os verões, faço com os meninos o concurso das conchas: cada um tem um saco e tem de apanhar o máximo de conchas possível (têm de estar inteiras e ser bonitas), quando voltamos para casa peso cada um dos sacos, verifico as conchas e, o dono do saco mais pesado recebe um grande chocolate.

No fim das férias trago as conchas para a cidade e, normalmente não faço nada delas porque, nunca soube muito bem o que poderia fazer, se fizesse furos nas conchas elas partiam-se. E sem furos nunca me ocorreu fazer nada de esepcial (claro que aproveitava uma ou outra que vinha furada para fazer uns colares mas, as restantes acabavam por ir fora..)

Este ano descobri o truque de como furar conchas sem as partir. E então tenho estado a fazer uma cortina de conchas, mas como estou a demorar  muito tempo a tê-la pronta resolvi fazer já o post a contar este truque e mais tarde mostrar como ficou a cortina pronta.

Então o truque é qualquer coisa tão simples como ter um pano dobrado em 4 debaixo da concha e, com um prego e um martelo dar uma pancada suave na concha até esta ficar com um buraquinho perfeito. Depois é pano para mangas. Lá em casa, para além de uma cortina de conchas, vamos fazer também colares pintados para oferecer no Natal e um espanta espiritos para o nosso jardim.

E pronto, assim se tem um bocadinho de Verão e de praia no meio destes dias chuvosos que têm estado.

Cenas de Setembro


  
  
  
A chegada do outono, as despedidas (com esperança que ainda não definitivas) dos banhos de mar. O começo das aulas, das escolas, o frio nos pés que ainda andam de sandálias. Reorganizar, recomeçar, estruturar, idealizar, imaginar, concretizar.

É assim que se passa Setembro, um mês em que tudo começa outra vez, o mês em que tudo é possível. Ideias, mudanças, projectos. É o mês em que estamos cheios de energia, revigorados pelas  férias, prontos para começar tudo outra vez.

E, esta semana já é mesmo à séria, com a abertura do ano lectivo – desde que temos filhos os ciclos fazem-se em anos lectivos – os filhos crescem durante as férias, o ano tem 11 meses e as mudanças são para ser pensadas agora.

Setembro é, cá em casa, o mês de todas as intenções. E, como tal, esta semana depois de uma boa barrigada de praia, um bom almoço de família, um  tardio jantar com amigos, o material escolar todo identificado (ufa…), os livros todos plastificados e  a roupa toda pronta  é hora de dar as boas vindas ao Outono. Ao Outono, às rotinas de sempre e às novas resoluções:

Prometo comer melhor, prometo praticar mais desporto, prometo ser mais organizada, prometo cumprir todos os to do’s da minha agenda – que são muitos – prometo ser pontual, prometo ser melhor trabalhadora, melhor mãe, melhor filha, melhor mulher, melhor amiga. Prometo estar mais com os meus amigos, prometo dar mais festinhas ao meu cão.   Prometo e prometo. E  prometo passar os meses que aí vêm a dar o meu melhor para cumprir todas as promessas que fiz. Em Setembro.

Boas férias!


 

    

Vivo o ano inteiro para as  férias. 

Por  mim, claro, vivia de férias e nas férias. Mas, como não posso, trato de as viver com toda a intensidade possivel. Por isso, quando vou de férias a minha vida vai toda de férias e, quando estou de férias não existe mais nada.
Tenho as melhores  e maiores memórias da minha infância associadas a férias. Como se na minha vida os meses de férias tivessem sido mais do que os outros (sabem, no desenho mental que tenho na minha cabeça os meses do ano são todos iguais, à excepção de Julho, Agosto e Setembro que são enomes e os três ocupam metade do ano – eu sempre vos disse que não bato muito bem). Espero que para os meus filhos as férias tenham o mesmo valor  e tamanho emocional que tiveram para mim.
Gosto de ser das últimas a ir de férias poque definitivamente não aguento a pressão de estar a acabar as férias e ver as pessoas a começarem as suas férias.
Antes dos filhos e da escola, as férias nunca eram em Agosto. Uns dias em Junho, uns dias em Julho e uma semana em Setembro. Agora, não há alternativa e temos de centrar a maior parte das férias mesmo no mês de Agosto. Felizmente e para ter a certeza que sou mesmo a última a regressar, estamos sempre de férias na primeira semana de Setembro. Fizémos uma marcação vitalicia com uns grandes amigos.
Na verdade, as nossas férias não variam muito de ano para ano:
Gostamos tanto delas que repetimos e repetimos as vezes que foram precisas. Para nós, são as férias perfeitas. São as nossas férias:
Uma semana de praia. Na intensa na Costa Vicentina. Aqui nos sentimos verdadeiramente em “casa”. Não abdicamos de sentir aquele cheiro que só esta costa tem – quem conhece sabe bem do que estou a falar. Pode ser de tenda, de caravana, num quarto ou numa casa. Temos é de ir.
Uma semana de serra (e praia também) na, para mim, serra mais bonita do mundo: Serra da Arrábida. Numa casa que já é a  nossa segunda casa. Para os meninos estas são as férias preferidas. Linda sem igual onde nada se vê nem se ouve a não ser a serra e os seus sons. Descanso puro.
Uma semana  de quinta (e praia também). Aqui no sitio onde tudo acontece. Prontos para terminar em grande as nossas férias:  apanhar fruta das árvores, montar a cavalo, andar de tractor, de bicicleta, dizer bom dia aos animais, correr e brincar. Livres. Em espaço e em tempo. Mais uma vez aqui também estamos em casa e esta também é a nossa segunda casa…
No meio de todas estas semanas, uma pausa das férias fora. Uma semana em casa, a cuidar do jardim e da casa, que também  precisa tanto da nossa atenção…
Penso muitas vezes na sorte que temos de ter tantas e tão boas férias, rodeados da familia e dos amigos em sítios que nos fazem sempre sentir verdadeiramente em casa de tão bem que nos sentimos. Neste mês, tão grande na minha cabeça,  consigo a total ausência de ligação ao trabalho, à cidade e às preocupações.
O blog também vai de férias, por isso, aproveitem para descansar desta familia  durante umas semanas.
Boas férias para todos!

A praia antes das férias (aka Costa da Caparica)

            

Desde sempre que fazemos muita praia. Claro que, o estilo de praia tem mudado muito ao longo dos anos. Durante muitos anos ir à praia significava sair de casa, sem pressa às duas da tarde, estar a contar, sem preocupação, com  o trânsito  que íamos apanhar na ponte e, por isso levar muitas cassetes escolhidas a dedo para o programa. Íamos vários no mesmo carro, normalmente ainda a recuperar dos excessos da noite anterior. Rumávamos, normalmente, até Alfarim, para fugir às enchentes da Costa. Depois de chegados tínhamos todo um dia de praia à nossa frente.  Dormíamos , líamos (LÍAMOS???) os banhos duravam horas . Ficávamos na praia até ao fim do dia e, provavelmente acabávamos a petiscar e  a beber umas cervejas num restaurante próximo.

Depois de nascer o primeiro filho tudo mudou. A praia não voltou a  ser a mesma coisa. Não que esteja necessariamente pior, antes pelo contrário, acho que me iria aborrecer horrores, praia esparramada a ler e a apanhar sol (ía?).

E, embora nunca mais tenha sido a mesma coisa, nunca deixámos de fazer muita praia e, ao longo dos anos, temo-nos tornado cada vez mais profissionais nesta história da praia com os meninos.
Não somos exemplo no que diz respeito a horas, gostamos de estar na praia sem o “stress” de ter de ir embora e, por isso não cumprimos horários rígidos (antes pelo contrário) No entanto, nunca um filho nosso apanhou um escaldão ( nem uma insolação ou desidratação). Temos claro alguns hábitos para estar na praia, hábitos estes que foram sempre sendo aprimorados ao longo dos anos.

1. Apesar de cada um ter a sua toalha, eu tenho uma  toalha gigante onde cabem todos, serve de pano de piquenique quando é para ir almoçar e para estarem todos em cima de mim quando eu quero estar com (um bocadinho) menos de areia. Apesar de cada um ter a sua toalha, esta é a preferida de todos.

2. Como fazemos muita praia, seja em férias seja sem ser em férias não podemos comer sempre sanduiches, pois seria um exagero de pão para todos, pelo que costumamos alternar entre as sanduiches e outras coisas  também simples e frescas como, por exemplo, saladas de massa ou a típica de feijão frade com atum.  Levo num grande tuperware (sim, somos daqueles que vão de lancheira enorme azul para a praia) e depois uma taças e garfos  para todos. Melancia (cortada aos cubos e sem caroços – só eu!) é também uma constante na nossa lancheira. Ovos cozidos e, claro muita água!

3. A sombra é fundamental, em férias  até usamos dois guarda sóis. Um para as comidas e águas e outro para nós e para eles (Badu incluído).

4. Desde  muito bebés (infelizmente quando crescem perdem este hábito maravilhoso…) que eles fazem boas sestas na praia. Quando digo boas, não sei mesmo se não serão as  melhores:
Para conseguir uma boa sesta de um bebé, é fundamental usar o “truque” do pó talco. Provavalmente toda a gente já conhece o “poder” do pó talco com a areia. Sem este ingrediente tudo é mais complicado com os bebés. Depois do rabinho (dentro ou fora da fralda) na areia seca, na água, na areia molhada, com suor e sal  fica muito dificil tirar a areia teimosa agarrada à pele. Com um bocadinho de pó talco sai toda a areia, incluindo aqueles grãozinhos mesmo no meio dos refegos queridos das pernas e virilhas do bebé. A pele fica macia, sequinha e sem um grão de areia.  Depois de um bom almoço, muita água, fralda mudada com ajuda do pó talco e uma roupa fresca e seca é só fazer umas festinhas e um colinho e estão prontos para a melhor sesta que se pode dormir.

5. Outro truque que usamos, que simplifica muito a vida na praia (onde não tiramos os olhos de cima deles) foi me sugerido há uns anos por uma amiga que tem 8 filhos (na altura penso que “só”  tinha 5 ou 6) que é irem todos com o fato de banho igual. Isto é a diferença entre estar sempre em stress a ver onde eles estão e contar fatos de banho da mesma cor. Na altura, na praia com essa minha amiga, procurava os meus (ainda “só” dois) e rapidamente encontrava os 5 (ou 6) dela em segundos só pelo fato de banho. Claro que corremos sempre o risco de haver outras crianças por perto com os fatos de banho iguais, mas não é comum.

6. Quando temos um bebé (como é o caso este ano) levamos, junto com as pás, baldes e raquetes uma pequena piscina que, embora seja sobretudo para os bebés, todos adoram e usam muito, nem que seja para brincar lá por perto.

7. Antes de avançarmos para a praia (esta é mesmo só quando é praia em regime não-férias) espreitamos sempre o beachcam para saber os horários da maré. O horário que vamos fazer depende dessa informação, pois maré cheia não é para nós. Precisamos de espaço, muito espaço, não só para não estarmos colados às pessoas mas também para fazer todos os jogos que eles gostam (futebol, raquetes, castelos e buracos, etc…)

Agora, felizmente estamos em contagem decrescente até às férias, atravessar a ponte só uma vez e de vez, rumo ao Sul e aos melhores dias de praia do ano.


Outros saldos


  
No outro dia, precisava de um novo chapéu de palha, pois o que tinha caiu a uma piscina e nunca mais voltou a ser o mesmo. Então, depois de um cansativo dia de trabalho, banho dos miúdos e jantar fui sozinha rumo a um pequeno centro comercial em busca de um novo chapéu. Estava cansada e, por isso, era um programa que prometia ser breve.

Quando lá chego, dou de caras com uma enchente (eram 21.30, nunca pensei). Não é fácil encontrar um chapéu de palha que adore. Chapéus há muitos, mas que eu goste há poucos. Algumas lojas percorridas, começo a perceber que aquele não era um dia normal. As funcionárias das lojas estavam exaustas, havia roupa desarrumada e espalhada por todo o lado, as pessoas acotovelavam-se com biquins e calções na mão. Um caos. No meio da minha ingenuidade pergunto se se passava alguma coisa: “Então?! É o primeiro dia dos saldos!!”- disse a senhora muito espantada por eu não estar informada deste “acontecimento”. Fiquei um misto de envergonhada com tamanha ingenuidade e orgulhosa  de perceber que esta coisas das lojas e das compras é um mundo que de facto eu não faço parte (embora às vezes me apetecesse que o meu orçamento familiar esticasse até aí). Enfim, a parte boa é que o dito chapéu apareceu e custou metade do preço.

Quando cheguei a casa (2 horas depois) estava a contar ao Francisco do frenesim que é esta coisa dos saldos,  e juntos nos lembrámos de, também ele fazer uma época de saldos na sua loja, mas desta vez em sintonia com as grandes superficies.  E assim foi.

A época dos saldos lá em casa abriu hoje e tenho o prazer de vos convida a irem espreitar (e não só!!) a nossa (dele) página. Prometo que não há enchente, nem desarrumações. Só os quadros bonitos que ele faz.

E tão bonitos que são. Aqui.

Para encomendas podem mandar mail para mim ou para ele.