Um dia na quinta


  
  
  
  

Sei que não há dúvida que somos todos mais felizes em liberdade e que, por mais que saiba bem uns dias de chuva para aproveitar o aconchego de ter uma casa, não há nada como um fim de semana de sol. Por isso, para além de agradecer aos nossos queridos amigos Margarida e Tiago que nos proporcionaram um dia fantástico a  matar saudades do ar puro, das árvores altas e dos animais da quinta, temos também que agradecer ao S. Martinho que este ano foi especialmente gentil em trazer, não só o sol, mas também o calor (os cestos de roupa suja também agradecem…).

E, para ser tudo mais do que perfeito amanhã levam para a escola as castanhas que eles próprios apanharam. Ai, como eu gosto que eles percebam que nada cresce no supermercado…

Sexta feira, parte 3 (ou o Billy Elliot) 

 



Na verdade, foi uma noite de inesperados sucessos. Quando lhes apresentei a ideia de montar um acampamento na sala nunca imaginei que ficassem assim tão entusiasmados. A ideia era, jantar porcarias (sim cá em casa também se come gomas e batatas fritas) e ver filmes sucessivamente até adormecermos todos (a copiar uma ideia dos amigos Tiago e Rute) E claro, ter a sala tão confortável com tantas almofadas, mantas e edredões que pudéssemos lá ficar até a dia seguinte – tirando Jasmim, que claro, iria para a cama dela.

Depois vinha o eterno dilema de escolher o filme. Dois adultos, três crianças. Dois meninos, uma menina. 8,5 e 4 anos. Depois de algum tempo e várias indecisões resolvemos, pai e mãe, apostar num filme que adoramos e que, apesar de não ser infantil achámos que eles iriam gostar e que lhes passava uma boa mensagem. Para toda a vida: Seguir sonhos, não olhar ao que os outros pensam, trabalhar.  Entre outros.

E assim foi. Eu, mal o Billy começa a saltar na cama, quando começa o filme, começo a chorar. Eles estiveram completamente “presos” do princípio ao fim e, quando acabou, queriam ver outra vez. Depois, seguiu-se o Toy Story 3. Outro filme que ainda está a começar e eu já estou a chorar . Ainda íamos começar um terceiro, mas já era 1 da manhã e percebemos que já só nós os dois estávamos ainda de olhos abertos. No dia seguinte acordaram todos contentes com a “aventura” de acampar na sala, e claro a pedirem para repetir tudo para a semana.

Cenas de Setembro


  
  
  
A chegada do outono, as despedidas (com esperança que ainda não definitivas) dos banhos de mar. O começo das aulas, das escolas, o frio nos pés que ainda andam de sandálias. Reorganizar, recomeçar, estruturar, idealizar, imaginar, concretizar.

É assim que se passa Setembro, um mês em que tudo começa outra vez, o mês em que tudo é possível. Ideias, mudanças, projectos. É o mês em que estamos cheios de energia, revigorados pelas  férias, prontos para começar tudo outra vez.

E, esta semana já é mesmo à séria, com a abertura do ano lectivo – desde que temos filhos os ciclos fazem-se em anos lectivos – os filhos crescem durante as férias, o ano tem 11 meses e as mudanças são para ser pensadas agora.

Setembro é, cá em casa, o mês de todas as intenções. E, como tal, esta semana depois de uma boa barrigada de praia, um bom almoço de família, um  tardio jantar com amigos, o material escolar todo identificado (ufa…), os livros todos plastificados e  a roupa toda pronta  é hora de dar as boas vindas ao Outono. Ao Outono, às rotinas de sempre e às novas resoluções:

Prometo comer melhor, prometo praticar mais desporto, prometo ser mais organizada, prometo cumprir todos os to do’s da minha agenda – que são muitos – prometo ser pontual, prometo ser melhor trabalhadora, melhor mãe, melhor filha, melhor mulher, melhor amiga. Prometo estar mais com os meus amigos, prometo dar mais festinhas ao meu cão.   Prometo e prometo. E  prometo passar os meses que aí vêm a dar o meu melhor para cumprir todas as promessas que fiz. Em Setembro.

Começo, recomeço 

É difícil voltar. É difícil recomeçar. Voltar às rotinas e aos compromissos. Foi uma longa paragem, de trabalho, de blog, de compromissos, de horários. Foi mesmo possível desligar de tudo e curtir a praia, o campo, a serra e a quinta. A família e os amigos. Respirar fundo, respirar puro. Fazer yoga todas as manhãs. Beber cerveja todas as tardes. Não usar sapatos.   Ler, tricotar, conversar, bronzear e gozar os filhos e o marido em liberdade 24 horas por dia. 


Por tudo isto, não  sei muito bem o que hei de escrever, o que hei de contar. Por onde começar. 
Só sei que sou mesmo agradecida por poder ter umas férias assim.
Deixo uma reportagem fotográfica, porque por palavras é muito mais difícil. 

Bem-vindos  de volta queridos leitores, confesso que já tinha saudades vossas! 

Bom recomeço para todos. 

   

                                      

Boas férias!


 

    

Vivo o ano inteiro para as  férias. 

Por  mim, claro, vivia de férias e nas férias. Mas, como não posso, trato de as viver com toda a intensidade possivel. Por isso, quando vou de férias a minha vida vai toda de férias e, quando estou de férias não existe mais nada.
Tenho as melhores  e maiores memórias da minha infância associadas a férias. Como se na minha vida os meses de férias tivessem sido mais do que os outros (sabem, no desenho mental que tenho na minha cabeça os meses do ano são todos iguais, à excepção de Julho, Agosto e Setembro que são enomes e os três ocupam metade do ano – eu sempre vos disse que não bato muito bem). Espero que para os meus filhos as férias tenham o mesmo valor  e tamanho emocional que tiveram para mim.
Gosto de ser das últimas a ir de férias poque definitivamente não aguento a pressão de estar a acabar as férias e ver as pessoas a começarem as suas férias.
Antes dos filhos e da escola, as férias nunca eram em Agosto. Uns dias em Junho, uns dias em Julho e uma semana em Setembro. Agora, não há alternativa e temos de centrar a maior parte das férias mesmo no mês de Agosto. Felizmente e para ter a certeza que sou mesmo a última a regressar, estamos sempre de férias na primeira semana de Setembro. Fizémos uma marcação vitalicia com uns grandes amigos.
Na verdade, as nossas férias não variam muito de ano para ano:
Gostamos tanto delas que repetimos e repetimos as vezes que foram precisas. Para nós, são as férias perfeitas. São as nossas férias:
Uma semana de praia. Na intensa na Costa Vicentina. Aqui nos sentimos verdadeiramente em “casa”. Não abdicamos de sentir aquele cheiro que só esta costa tem – quem conhece sabe bem do que estou a falar. Pode ser de tenda, de caravana, num quarto ou numa casa. Temos é de ir.
Uma semana de serra (e praia também) na, para mim, serra mais bonita do mundo: Serra da Arrábida. Numa casa que já é a  nossa segunda casa. Para os meninos estas são as férias preferidas. Linda sem igual onde nada se vê nem se ouve a não ser a serra e os seus sons. Descanso puro.
Uma semana  de quinta (e praia também). Aqui no sitio onde tudo acontece. Prontos para terminar em grande as nossas férias:  apanhar fruta das árvores, montar a cavalo, andar de tractor, de bicicleta, dizer bom dia aos animais, correr e brincar. Livres. Em espaço e em tempo. Mais uma vez aqui também estamos em casa e esta também é a nossa segunda casa…
No meio de todas estas semanas, uma pausa das férias fora. Uma semana em casa, a cuidar do jardim e da casa, que também  precisa tanto da nossa atenção…
Penso muitas vezes na sorte que temos de ter tantas e tão boas férias, rodeados da familia e dos amigos em sítios que nos fazem sempre sentir verdadeiramente em casa de tão bem que nos sentimos. Neste mês, tão grande na minha cabeça,  consigo a total ausência de ligação ao trabalho, à cidade e às preocupações.
O blog também vai de férias, por isso, aproveitem para descansar desta familia  durante umas semanas.
Boas férias para todos!