Strawberry fields forever

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Tudo o que é de morango é bom – dizem os meus filhos- e é verdade. Morango dá para fazer tudo, doce, batido, sumo, gelado, bolos. Mas, infelizmente os morangos nem  sempre são bons. E, por isso, crescem os primeiros morangos na nossa horta – é a primeira vez que os temos e estão por lá a dar-se muito bem (a Luz todos os dias vai ver se os morangos que já brotaram  e se já estão a ficar vermelhos).
Mas até lá aproveito uns morangos menos bons para fazer uma compota.
Com um quilo de morangos enchi três frascos de doce. No domingo. Hoje já só há dois.
É doce ao pequeno almoço, ao lanche e ao jantar (? – fica delicioso como dip da maçã..)
A receita que uso é básica:
Para um quilo de morangos uso 750g de açúcar e meio limão espremido.
Levo os morangos ao lume cortados ao meio.
Quando os morangos se começam a desfazer, bato com a varinha mágica (não é de todo obrigatório até porque os morangos desfazem-se quase totalmente, mas lá em casa gostamos do doce mesmo bem lisinho).
 Quando fica em ponto de estrada desligo o lume.
 Entretanto, fervo os frascos que vou usar para que fiquem esterilizados – isto ajuda a conservar o doce durante mais tempo (não que seja preciso, pelo andar da carruagem os doces não chegam ao fim da semana).
Deixo arrefecer um pouco e divido a compota pelo frascos (aproximadamente três frascos).
Se alguém me ajuda tem direito a lamber a colher de pau e a espalhar doce no cabelo e nas bochechas…

Armazenar #2

   

      


Tenho a sensação que a receita de manteiga de amendoim já não é surpresa para ninguém. Quando escrevi este post, há quase dois anos, acho que esta receita  era um  “segredo” um bocadinho mais bem guardado. Agora, com o aumento da procura da alimentação saudável e a proliferação de blogs e sites com receitas, fazer manteiga de amedoim tornou-se banal. Mas, como é tão bom, nunca é demais relembrar e ainda por cima faz parte dos frascos a serem preparados e armazenados cá em casa. Os miúdos adoram (Benjamim é o maior fã – nas nossas férias comeu um frasco inteiro da manteiga de amendoim feita pela nossa amiga Rita…)É óptima para barrar no pão que eles levam para o lanche ou até para usar em receitas. 
Com dois pacotes de 200g enchemos dois frascos (um bem grande e outro médio) e temos a certeza dos ingredientes que temos dentro dos frascos- o que não acontece com a manteiga de amendoim comprada)

Receita de manteiga de amendoim:

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-amendoim 
-amendoim

Colocar o amendoim tostado (de preferencia sem sal) num robot até obter uma pasta. Demora alguns minutos, primeiro o amendoim desfaz -se e depois começa a libertar o óleo e então começa a ficar uma pasta. Quando estiver com uma consistência homogénea já está (às vezes ajuda deitar umas gotas de algum óleo (por exemplo de amendoim). 

Agora é só esperar para ver quanto tempo duram estes dois frascos e quando tenho de voltar a fazer mais.

Armazenar #1

      

Durante o Verão, principalmente no início do novo ano lectivo, gosto de preparar algumas coisas que sejam armazenáveis durante o Inverno. Uso frascos, frasquinhos e frascões (guardo todos) e faço compotas, molho de tomate, piri-piri, tomate seco, picles etc. No fundo aproveitar a riqueza que o Verão nos dá para viver melhor a frieza do Inverno.
Não vou trazer todos os meus frasquinhos para o blog, mas apenas aqueles que poderão trazer alguma coisa de novo.
Hoje para começar, trago o Pesto sempre foi um molho que, apesar de adorar e de resolver rapidamente uma refeição, nunca fiz muito por duas razões: a primeira é o preço dos ingredientes, a segunda é o facto de, feito em casa o pesto não durar muito tempo. Então adaptei o pesto à nossa vida e ao nosso orçamento.
O manjericão não é problema pois, à semelhaça do tomate não pára de crescer na nossa horta. O pinhão, que tem um preço absurdo, é substituído por nozes (mais baratas que pinhão e, se for com casca ainda melhor). O queijo uso metade do que mandam as receitas, ficando assim este molho muito mais em conta.
 No que diz respeito ao armazenamento tirei uma ideia do Ferran Adrià, de dividir o molho por pequenas doses em copinhos de café, assim poderemos usar o pesto necessário (que não é muito) em cada refeição, sem estragar o resto.
 receita de pesto económico
– 1 chávena de nozes
– 1/2 chávena de parmesão ralado
–  3 chávenas de manjericão
– 1 dente de alho (este ano pela primeira vez em muito tempo não tivémos alhos na nossa horta, mas trouxemos outros da horta de uns amigos)
– sal e pimenta
– azeite (a olho e a gosto)
Picar num robot o manjericão, o alho e as nozes.
Juntar o parmesão ralado e o azeite até obtermos a consistência desejada.
Temperar a gosto.
Dividir pelos copinhos de café e congelar.

Fim de tarde e massa fresca

            

Morar num segundo andar com um jardim cá em baixo, resulta muitas vezes numa certa preguiça em ir para o jardim passar o final do dia, ainda por cima havendo sempre tanto que fazer em casa. Mas às vezes apetece deixar as tarefas domésticas para trás e ir. A roupa pode ser estendida amanhã. O pó pode esperar. Os brinquedos espalhados podem ser arrumados no fim da noite,  quando eles forem dormir. O jantar destinado para o dia é rápido de fazer. À tarde está-se melhor fora do que dentro de casa (as sopas e as restantes coisas já foram despachadas segunda feira) .

Então, casa de pantanas, avançamos para o jardim. A horta  precisa de nós, no verão mais do que nunca. Os meninos às vezes também têm preguiça de descer, mas depois de  irem adoram  lá estar. As brincadeiras de exterior que adquirimos a pensar nas férias que se aproximam (devagarinho, muito devagarinho mas aproximam) têm sido um sucesso. Raquetes, guerras de água e até o famoso jogo da “petanca” que eles tanto gostam de jogar (e eu também) têm feito os finais de tarde diferentes e divertidos. Chegará o dia em que, enquanto eles brincam eu fico a ler o meu livro (chegará?), mas por enquanto o livro continua a enfeitar a mesinha de cabeceira e eu alinho nas brincadeiras de rua com eles e tento evitar que a Jasmim coma  a gravilha.

Quando chega a hora de subir para fazer o jantar, percebo que na ementa  temos “Massa com gambas”. Como não temos massa, decidimos rapidamente fazer uma massa fresca. Quando digo rapidamente vocês vão pensar “ela agora elouqueceu de vez…” Mas não. Há coisas que parecem muito mais complicadas/ demoradas do que são na realidade. A massa fresca é uma delas.

A receita que costumo usar é a proporção de 100g de farinha por cada ovo. Se quisermos uma massa mais “rica” trocamos um ou dois dos ovos por duas ou quatro gemas. Para quem tem a máquina de massa o processo fica muito simplificado. Esta foi a minha irmã que nos deu, já há muitos anos e tem tido muito uso. Depois de bem amassada, e de repousar 15 minutos, dividimos a massa em partes e passamos pela máquina para estender até ficar com a grossura desejada. Depois, é só escolher se queremos lasanha, fettuccine ou esparguete e passar a massa estendida na máquina. Para quem não tem máquina, pode fazer manualmente com um rolo para estender e  depois com um cortador de pizza ou até com uma faca cortar a gosto.


    

Watermelon love

(não sei o que me anda a dar para os títulos em inglês…)


    



Se tivesse de fazer um top 5 daquilo que mais gosto no Verão, a melancia faria certamente parte dele. É a minha fruta preferida, desde criança. Em adolescente passei por uma fase em que achei que o que queria para o meu futuro era vender fatias de melancia nos festivais de Verão. Apesar de nunca ter concretizado este futuro, continuo a achar a ideia fantástica. Quem sabe um dia destes ainda me apanham nessa …

Os meus filhos vão pelo mesmo caminho e, a partir de Junho existe uma gaveta no frigorífico só dedicada a esta enorme, fresca e deliciosa fruta. Apesar do seu tamanho, nunca dura muito cá em casa.

Quando vi esta receita fiquei imediatamente a imaginar o seu sabor e percebi logo que seria uma combinação perfeita . Hoje resolvi experimentar e todos podemos confirmar que é mesmo MUITO boa.

O livro foi a minha irmã que deu ao Francisco de presente de anos. E, publicidade à parte, é excelente. São as receitas que o famoso Ferran Adrià faz para o pessoal (daí “family meal”) do elBuli. Tem 30 ementas e, cada uma é composta por entrada , prato e sobremesa, todas elas descritas pormenorizadamente – mesmo género “fotonovela”. Para além disso dá sempre as quantidades para 2, 6, 20 ou 75 pessoas. O que para nós é perfeito (nós os dois, nós os 6, uma mega Cena ou uma mega festa!).

Mas voltando à melancia. Esta forma de servir melancia é tão fresca que refresca tanto como um mergulho no mar. O que um mergulho no mar num dia de calor faz ao nosso corpo por fora, esta melancia faz por dentro.

A receita é muito simples, simplesmente marinar a melancia, cortada aos cubos em sumo de limão com açúcar, durante meia hora (levei ao lume o sumo só até dissolver o açúcar). Num almofariz esmigalhei os rebuçados de mentol. Para servir é só colocar muito gelo picado numa travessa, dispor os cubos de melancia por cima e , no fim salpicar com os rebuçados esmagados.

Cá em casa, foi um sucesso, de tal forma que tinha feito apenas um quarto de melancia mas rapidamente tive de fazer outro quarto para a sobremesa do jantar…