New morning

           

Depois de uma semana dificil, nada como começar  bem a segunda-feira.

A minha corrida matinal é um elemento mais do que fundamental para o meu bem estar, não só físico como também psicológico. Já o disse várias vezes, mas não me canso de repetir. São vários os factores para isto acontecer, para além do exercicio em si. É sentir que fui capaz, que venci a preguiça matinal e que consegui saltar da cama às 6.10. É ir acordar os meninos fresquinha com a sensação de dever cumprido. É ver o dia a nascer e, nascer com ele um bocadinho. Mais ainda quando é segunda-feira porque à segunda-feira é, não só nascer para o dia mas também para uma nova semana – gosto muito da sensação de recomeço (estou sempre a inventar novos começos) e por isso, apesar de tudo não detesto assim tanto a segunda feira. É o dia que me estrutura a semana. É aquele dia que, se não corre bem, ou como o  planeio, é capaz de causar distúrbios ao longo de toda a semana.
Por isso, depois de uma semana confusa e atabalhoada, nada como uma segunda-feira restruturante:
6.00 – Dar de mamar
6.10 – Saír da cama
6.15 – Beber um grande copo de água com gengibre – (descobri esta água recentemente, conselho da minha amiga Piki. E agora não passo sem ela e tenho sempre um grande jarro de água fresca com gengibre no frigorifico para beber quando acordo. Tem sido uma grande ajuda com a alergia que tem teimado em não me largar)
6.25 – Saír de casa
6.30 – Iniciar corrida – 7km (hoje variei da beira rio e fui correr num parque)
7.15 – Terminar corrida
7.30 – Chegar a casa, comer uma GRANDE fatia de melancia
7.40 – Acordar os meninos (as meninas já estavam acordadas)
8.00 – Pequeno almoço
8.20 – Arranjar-me, a mim  e a eles
8.45 – Saír de casa rumo a Cascais pela Marginal
Trabalhar  longe de casa pode ter o seu lado positivo. Para mim, o importante é pensar que não é meia hora que perco, mas meia hora que ganho. Ganho uma vista deslumbrante que é a nossa marginal – nunca me canso. Ganho meia hora só para mim- é aqui que muitas vezes vou entretida a pensar naquilo que vou escrever aqui, o que vou fazer logo à tarde e outros pensamentos mais românticos e dignos de uma paisagem assim. E, last but not least, talvez o mais importante desta viagem, muito importante no meu dia-a-dia: Ganho meia hora de música bem alta e cabelo ao vento  (quando digo bem alta, não é só bem alta, é mesmo aos BERROS – de fora devo parecer ridícula, mas por dentro pareço que tenho 18 anos e, durante esta meia hora é mesmo assim que me sinto e faz-me tão bem…)
Depois, chego a Cascais. Aterro no meu trabalho, bebo um grande café e… começa o dia outra vez…
Agora, estou pronta para mais uma semana.
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Maionese e Ketchup

       

A ideia é só uma. Sermos o mais auto suficientes possível. Num prédio. Numa cidade. Não é  fácil, mas é possivel. Temos um sonho para concretizar: um dia ter uma quinta e conseguirmos avançar ainda mais para trás no percurso daquilo ir consumimos.
Por enquanto andamos para trás até onde nós é permitido. Falta-nos ainda muita coisa, o moinho para a farinha, falta-nos a vaca para o leite, colmeias para o mel que usamos tanto, galinhas para os ovos e uma horta tão grande onde conseguíssemos plantar TUDO aquilo que queríamos comer.
 Por enquanto, enquanto não nos é permitido largar de vez a vida na cidade, tentamos consumir as coisas o mais próximo da matéria prima, o mais “prima” possível .
E por isso,   gosto sempre de saber  e de experimentar fazer tudo. Não há sensação de maior poder do que saber que conseguimos fazer  determinada coisa e que não precisamos de a comprar pronta. Torna-se um vício.
 Percebe-se que tudo dá para fazer, e que assim poupamos uns quantos E’s , já para não falar no gozo que dá, saber como se faz e, depois consumir aquilo que fizémos.
Há uns tempos li que o ketchup é saudável. Ora, lá em casa os meninos gostam muito de ketchup. Mas duvido que aquele comprado já feito seja assim tão bom. Bem como a Maionese. Porque não transformar estes dois molhos gordos e cheios de conservantes, espessantes e corantes nuns molhos caseiros e saudáveis.
E assim é. A maionese há muitos muitos anos que não compramos. O Ketchup é uma novidade.
A maionese
A maionese é taõ fácil que até os meninos já sabem fazer. Assim quando eles querem,   preparam os ingredientes e eu só tenho de dar com a magia da varinha (eles acham mesmo que é magia, de repente um mísero ovo e um bocado de azeite transformar-se numa deliciosa maionese!)
– 1 ovo
-200dl de azeite virgem extra
-1 colher de chá de mostarda (fica especialmente boa se a mostarda for dijon)
– umas gotas de vinagre
– uma pitada de sal
Colocar estes ingredientes todos num copo, colocar a varinha no fundo do copo e bater até ficar bem espessa. Guardar num recipente fechado no frigorifico.
O ketchup
O ketchup não é tão simples como a maionese, no entanto  esta dose é grande e depois dura bastante tempo no frigorifico. Esta receita foi a minha amiga Rita que me deu, e adorei logo, existem outras. Mas esta é mesmo, mesmo boa e fica IGUAL ao ketchup da Heinz.
1 kg de tomate maduro com pele
180g de pimento encarnado
130g de cebola roxa
2 dentes de alho
100gr de vinagre de vinho tinto
1 folha de louro
noz moscada
pimenta e sal
100 gr de mel
1/2 de chá de piri piri
Juntar o tomate, o pimento, a cebola, o alho e 50gr do vinagre num robot.
Levar ao lume 40minutos com o louro.
Tirar o louro e juntar os resto do vinagre e dos restantes ingredientes mais 15minutos ao lume.
No final bater tudo novamente.
Guardar  num frasco no frigorifico.