Sobre 2015 (ou o post com mais links de sempre)

  
  
  
Adoro fins de ciclos, princípios, começos e recomeços. Normalmente por ano faço três. Em setembro, quando começa o ano lectivo, acabam as férias e a vida volta ao normal e às rotinas. Em janeiro, novo ano, fim das festas e da loucura do mês de dezembro. E também costumo fazer em Abril quando faço anos, nova idade, novos projectos e mais promessas. Porque, com os começos vêm as promessas, os projectos e as ideias. Mas, para além de planear mudanças e traçar objectivos para o que aí vem também adoro olhar para trás. Parar e espreitar com atenção as coisas que aconteceram. Boas e menos boas. Comigo, com os meus, com o mundo. Gosto de ter um tempo (mesmo que se resuma a apenas uma meia hora) de “fechar para balanço” – normalmente consulto a minha cabeça mas peço ajuda à minha agenda, onde desde há muitos anos escrevo tudo. Este ano, a agenda que fiz tinha um espaço para escrever, semanalmente “good things that happened”, o que facilitou bastante o trabalho anamnésico.

2015 foi um ano fantástico, para a nossa família. Que sorte que temos de ter tido tudo o que tivémos durante o ano que passou. Sei que sou repetitiva e que estou sempre a dizer isto, mas somos mesmo sortudos: Saúde, amor e conforto. Para mim chegava mas, para além disso encontrei no balanço de 2015:

-uma obra espectacular que tornou a nossa casa ainda maior;

-consegui manter a rotina nas corridas matinais (e não só);

-os meus 4  (1, 2, 3, 4 )filhos tiveram o seu dia de aniversário mesmo especial e que adoraram;

– tivemos fins de semana espectaculares em casa de amigos;

– tivemos férias em casa de amigos espectaculares;

– tivemos férias em família espectaculares;

– fiz uma meia maratona;

– escrevi o post seis meses quatro que vocês  tanto gostaram;

– fiz novos amigos;

– um das minhas melhores amigas teve o seu primeiro bebé e, depois de um grande susto, tudo ficou bem;

acampámos pela primeira vez com os meninos;

– fomos de caravana com a jasmim e, apesar de estar a chover o tempo todo, foi um máximo;

– o regresso da Cena;

– fui entrevistada para uma revista;

– perdi o meu iPhone e encontrei-o no dia seguinte graças ao “find my iPhone” (e a muita sorte também)

– o regresso após 6 meses sem trabalhar correu muito bem, ao contrário do que eu ansiava;

– foi um ano de muita muita praia;

– foi um ano de muitos passeios (as fotos são do último que demos)

– soubemos que vamos ter mais uma sobrinha;

– consegui acabar as coisas a que me propus, umas mais cedo, outras mais tarde mas posso acabar o ano e dizer: Missão cumprida! (fora aquilo que ficou por fazer…)

 

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1!


  
  
  

Parabéns querida filha ! Hoje foi a tua festa, o teu dia que passaste feliz e intensamente (sempre com a coroa que te fiz na cabeça- a sentires-te importantíssima !). As fotos são do dia  e da festa de hoje mas a história que conto passou-se ontem à noite.

Ontem adormeceste nos meus braços, no meio do rodopio tipico das nossas noites. Os teus irmãos cantavam e dançavam, ao som das músicas que iam tocando alto na nossa sala, como costumamos fazer todos os dias. Já estás habituada e há já um ano que fazes parte também desta maluqueira que é a nossa família.

Mas ontem, aninhaste-te a mim, indiferente ao barulho à nossa volta e, com a cabeça encostada no meu peito adormeceste. Eu deixei-me embalar por ti, pela tua calma e pela tua respiração e por uns momentos fechei os olhos e lembrei-me.

Lembrei-me como há um ano atrás chorei por te ver, linda, pela primeira vez. Lembrei-me como a nossa vida ficou ainda mais feliz e mais completa. Lembrei-me do momento em que, há um ano atrás, te puseram no meu colo, ainda com o cordão ligado a mim. Lembrei-me como nesse momento tive a certeza que esse cordão nunca iria ser cortado e que eu e tu estávamos ligadas para sempre.

Lembrei-me como foi emocionante ver os teus irmãos verem-te e amarem-te pela primeira vez num colo doce, excitado e trapalhão.

Lembrei-me como foram mágicos aqueles primeiros dias, só eu e tu , e como perdi a respiração na primeira noite em que estivemos os seis (mais um) no aconchego da nossa casa.

Lembrei-me de tudo o que cresceste neste longo e rápido primeiro ano da tua vida.

Lembrei me ainda de todos os caminhos que vais ainda percorrer . Lembrei-me de todas as conquistas que vais fazer nos próximos anos  e, como tem sido a melhor coisa que a vida me tem dado ver-vos, aos quatro, a crescer. E o contrasenso de vos querer para sempre pequeninos no meu colo.

Depois abri os olhos, olhei em volta vi os teus irmãos aos saltos e aos pulos e tu ainda dormir no meu colo. E percebi que sou a pessoa mais feliz do mundo só por estar ali naquele momento, com vocês, a lembrar-me do passado. E do futuro.

200


Ontem à noite, ao ver as estatísticas do seismaisdois percebi que este iria ser o 200º post deste blog, pelo que resolvi adiar o tema do “Molho de tomate” para uma outra altura e, já agora, aproveitar este número redondo, não só para festejar mas também para fazer uma refelxão desta coisa de ter um blog.

Na verdade nunca na vida imaginei vir a ter um blog. Sempre olhei para estas plataformas modernas de partilha de ideias numa posicão de leitora. Segui atentamente muitos blogs, alguns  que foram mesmo uma verdadeira inspiração no caminho que fui escolhendo para a minha vida – claro que o caminho já estava previamente escolhido, senão não teriam sido esses os blogs eleitos como favoritos mas, de qualquer forma, foram muito importantes na forma como tenho percorrido esse caminho – não são muitos porque nunca consegui estar muito tempo em frente a um computador, mas destaco, por exemplo, o melhor e dos mais antigos blogues portugueses  “a ervilha cor de rosa“. Inspirou-me no gosto pela costura, pelo tricot, pela nossa tradição e tantas outras coisas. Da América tinha a soulemama a inspirar-me em tudo o que fosse horta, diy e busca de um estilo de vida sustentável.

Às vezes alguns amigos sugeriam que fizesse um blog, fosse para partilhar o nosso planeamento semanal das refeições, fosse ideias de costura, tricot, horta ou simplesmente o dia-a-dia de uma família de 6 (na altura ainda 5).

Eu cá nunca me imaginei em tal posição: “Blogger”, confesso que até me arrepiava este nome (na verdade ainda me arrepia…) Tinha a certeza que iria ser desinteressante, que não tinha uma imagem “clean” e “fashion” como tantos blogs que andavam por esta internet fora. Para além disso, vinha a parte de me sentir pretensiosa. Tenho o pânico de passar a mensagem de “eu é que sei” “o meu estilo de vida é que é”. Não gosto de impingir nada a ninguém. Muito pelo contrário. Ao inicio achei sempre que, só pelo facto de ter um blog, iria passar essa mensagem. E isso aterrava-me. As dúvidas eram muitas. Havia ainda a questão da privacidade. Sabia que, ao ter um blog, estaria na verdade a “abrir as cortinas” da minha casa e da minha família. Porque, se o fizesse, só assim me faria sentido, (provavelmente porque a parte mais interessante da minha vida é a minha família) Então, muitas dúvidas depois, resolvi avançar e: “vamos lá ver no que isto dá!”

Depois da escolha do nome,  o sub título que o descreve: “Um blog sobre tudo feito por alguém que não sabe nada”  – na verdade é isso que eu faço e sou. Faço de tudo um pouco, mas não sou especialista em nada.
Agora 200 posts, 289.811 (?!?!!!) visitas depois, estou mesmo feliz por ter avançado com o seismaisdois. Não sei se inspirarei alguém nalguma coisa, mas uma coisa é certa: inspiro-me a mim própria.

Este blog ensinou-me a escrever, a pôr por palavras coisas que sinto que penso e que faço, coisas que nunca tinha sequer tentado escrever. Obriga-me a pensar, a olhar para trás e para a frente. A planear e a registar aquilo que vou fazendo. Na verdade, tenho mais um objectivo, para além de “fazer as coisas só por si”, que é partilhá-las com quem as lê e isso tem sido demais. Tem sido espectacular. Adoro saber que há pessoas que têm estado sempre aí desse lado a ler .

Confesso que às vezes me irrita o meu próprio tom (imagino a vocês!). Sempre feliz, contente e grata. É enervante mas é assim mesmo o meu tom e aqui não me faz sentido escrever de outra forma.
Claro que não sou sempre sempre assim, mas o que escrevo aqui são as coisas boas, porque elas são a base daquilo que quero para a minha vida e daquilo que considero realmente importante. E  é função da escrita também ajudar-me a olhar para as coisas menos boas e torná-las melhores. Assim como tento tornar este blog todos os dias melhor e mais próximo de toda a gente.

Até ao dia que se fartarem de me ler vou continuar aqui no mesmo tom. Enquanto perceber que continuam a gostar de vir aqui vou continuar a escrever para vocês. E para mim.

Parabéns seismaisdois!!

Cenas de Setembro


  
  
  
A chegada do outono, as despedidas (com esperança que ainda não definitivas) dos banhos de mar. O começo das aulas, das escolas, o frio nos pés que ainda andam de sandálias. Reorganizar, recomeçar, estruturar, idealizar, imaginar, concretizar.

É assim que se passa Setembro, um mês em que tudo começa outra vez, o mês em que tudo é possível. Ideias, mudanças, projectos. É o mês em que estamos cheios de energia, revigorados pelas  férias, prontos para começar tudo outra vez.

E, esta semana já é mesmo à séria, com a abertura do ano lectivo – desde que temos filhos os ciclos fazem-se em anos lectivos – os filhos crescem durante as férias, o ano tem 11 meses e as mudanças são para ser pensadas agora.

Setembro é, cá em casa, o mês de todas as intenções. E, como tal, esta semana depois de uma boa barrigada de praia, um bom almoço de família, um  tardio jantar com amigos, o material escolar todo identificado (ufa…), os livros todos plastificados e  a roupa toda pronta  é hora de dar as boas vindas ao Outono. Ao Outono, às rotinas de sempre e às novas resoluções:

Prometo comer melhor, prometo praticar mais desporto, prometo ser mais organizada, prometo cumprir todos os to do’s da minha agenda – que são muitos – prometo ser pontual, prometo ser melhor trabalhadora, melhor mãe, melhor filha, melhor mulher, melhor amiga. Prometo estar mais com os meus amigos, prometo dar mais festinhas ao meu cão.   Prometo e prometo. E  prometo passar os meses que aí vêm a dar o meu melhor para cumprir todas as promessas que fiz. Em Setembro.

Começo, recomeço 

É difícil voltar. É difícil recomeçar. Voltar às rotinas e aos compromissos. Foi uma longa paragem, de trabalho, de blog, de compromissos, de horários. Foi mesmo possível desligar de tudo e curtir a praia, o campo, a serra e a quinta. A família e os amigos. Respirar fundo, respirar puro. Fazer yoga todas as manhãs. Beber cerveja todas as tardes. Não usar sapatos.   Ler, tricotar, conversar, bronzear e gozar os filhos e o marido em liberdade 24 horas por dia. 


Por tudo isto, não  sei muito bem o que hei de escrever, o que hei de contar. Por onde começar. 
Só sei que sou mesmo agradecida por poder ter umas férias assim.
Deixo uma reportagem fotográfica, porque por palavras é muito mais difícil. 

Bem-vindos  de volta queridos leitores, confesso que já tinha saudades vossas! 

Bom recomeço para todos.