Sexta feira parte 5

  
  

  
  

Dia de chuva e sexta feira é, para quem tem filhos pequenos, a combinação perfeita. Ou seja: já que sabes que não vais sair à noite então nada como sentir como é quente e acolhedor o nosso lar.
Como já tenho vindo a contar aqui, aqui e aqui, a sexta feira é uma noite familiar muito importante para nós (na verdade a única noite que temos verdadeiramente com eles ao fim de semana, pois cá em casa as crianças estão excluídas da noitada ao sábado e ao domingo .

Hoje disse-lhes que íamos aproveitar o dia lindo que esteve e fazer um piquenique… de pijama. Peguei no nosso cesto, pus o meu chapéu et… Voilá! fizémos um piquenique bem no meio da nossa sala, com tudo a que temos direito, claro: Maçarocas , salsichas frescas, batatas fritas e uma boa salada de queijo cabra. Palitos de cenoura com molho  e , claro uns queques de chocolate acabadinhos de sair do forno (a parte boa de fazer um piquenique em casa é ter tudo quentinho e acabado de fazer!)

No fim, em vez de uma sesta à sombra fizemos desenhos, tricot e ouvimos uma história . E assim acabou a nossa sexta feira…(mentira, ainda não acabou que eles estão acordados enquanto escrevo este post, ninguém quer dormir, deve ter sido se terem apanhado demasiado sol. Para a próxima também eles põem um chapéu!)

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Sexta feira, parte 3 (ou o Billy Elliot) 

 



Na verdade, foi uma noite de inesperados sucessos. Quando lhes apresentei a ideia de montar um acampamento na sala nunca imaginei que ficassem assim tão entusiasmados. A ideia era, jantar porcarias (sim cá em casa também se come gomas e batatas fritas) e ver filmes sucessivamente até adormecermos todos (a copiar uma ideia dos amigos Tiago e Rute) E claro, ter a sala tão confortável com tantas almofadas, mantas e edredões que pudéssemos lá ficar até a dia seguinte – tirando Jasmim, que claro, iria para a cama dela.

Depois vinha o eterno dilema de escolher o filme. Dois adultos, três crianças. Dois meninos, uma menina. 8,5 e 4 anos. Depois de algum tempo e várias indecisões resolvemos, pai e mãe, apostar num filme que adoramos e que, apesar de não ser infantil achámos que eles iriam gostar e que lhes passava uma boa mensagem. Para toda a vida: Seguir sonhos, não olhar ao que os outros pensam, trabalhar.  Entre outros.

E assim foi. Eu, mal o Billy começa a saltar na cama, quando começa o filme, começo a chorar. Eles estiveram completamente “presos” do princípio ao fim e, quando acabou, queriam ver outra vez. Depois, seguiu-se o Toy Story 3. Outro filme que ainda está a começar e eu já estou a chorar . Ainda íamos começar um terceiro, mas já era 1 da manhã e percebemos que já só nós os dois estávamos ainda de olhos abertos. No dia seguinte acordaram todos contentes com a “aventura” de acampar na sala, e claro a pedirem para repetir tudo para a semana.

Sexta feira parte boa

Sou da opinião que não há nada como o fim de semana e que sou, sem dúvida, mais feliz à sexta feira à noite. Mas sou também da opinião que não devemos viver os dias utéis a desejar o fim de semana. Porque, se pensarmos bem, temos muito mais dias utéis do que dias não úteis e, se vivermos a querer que o tempo passe (o tempo já passa tão depressa mesmo) não aproveitamos, ou melhor desperdiçamos muito que ele nos dá. Eu sei que é para lá de cliché, mas de facto vida só há uma (digo eu, sem certezas) pelo que temos mesmo de a tratar bem. Viver em sofrimento, a querer apressar o tempo para que o futuro chegue depressa, seja ele o fim de semana, as férias, os filhos noutra idade, o fim do mês ou a reforma, parece-me mesmo ser um desperdício de tempo e de vida e de tempo de vida.

Tenho a sorte de gostar do trabalho que tenho embora tenha também sérias dúvidas de ser capaz de me manter num trabalho que não gostasse. A vida está dificil, todos sabemos, mas acredito que há sempre uma alternativa e já dizia o Variações, reinterpretado pelos Humanos “muda de vida se tu não vives satisfeito…”. -felizmente vou sempre seguindo esta frase e acho mesmo que toda a gente devia fazer o mesmo .

Mas há semanas mesmo difíceis e em que suspiro mais forte por ser sexta feira. Esta foi uma semana em que, em cada dia desejei que fosse o fim do dia. E em que ansiei loucamente pelo fim de semana .

Entre baterem-me no carro, uma lesão com muita dor na tão ansiada corrida da “hora do esquilo”, duas idas complicadas ao dentista, o regresso ao horário completo de trabalho (a jasmim já fez 1 ano..) e uma semana mesmo complicada no trabalho. Não por estar com muito trabalho, por ser cansativo, mas por ter vivido situações de enorme abalo emocional.

Trabalho com familias em situação de grave carência económica. Portanto de segunda a sexta acompanho pessoas com o denominador comum de estarem situação de extrema pobreza. Mas, felIzmente, não posso dizer que a tristeza seja um denominador comum. Apenas quando lhe está associado um (dois) problemas bem maiores :

Quando não se tem ninguém (que nos ame e nos cuide) e quando não se tem saúde.

E esta semana foi isso mesmo que vivi, todos os dias no trabalho. E por isso esta semana foi dura, porque quando se trabalha com pessoas não há um limite entre aquilo que é trabalho e aquilo que trazemos connosco no coração.

E por isso, obrigada sexta feira por existires e marcares o fim de uma má semana. Qua a próxima seja melhor é que não comece a segunda feira a querer que o tempo passe.

sexta-feira, parte II


  
  

Não é por crescermos que a noite de sexta feira deixa de ser A noite de sexta feira. Sexta feira já foi noite de saír até de manhã. Já foi a  noite de ir um bocadinho ao Bairro Alto com amigos. Já foi, depois de termos a nossa casa, noite de jantaradas até às tantas.

Porque a noite de sexta feira significa tudo aquilo para o qual que nós vivemos. Sensação de liberdade. É o fim de uma semana de trabalho. É quando ainda achamos que temos o mundo todo à nossa frente e que vamos poder fazer tudo aquilo que imaginámos (até que de repente já é domingo à noite outra vez) Mas, à sexta-feira ainda tudo é possivel.

Quando começámos com a Cena, idealizámos que seria preferencialmete na noite de sexta. No entanto, e tendo em conta que ainda é dia de trabalho e, ainda por cima  é o dia de ir às compras, resolvemos fazer A Cena ao Sábado e não A Cena à Sexta. Ora, visto que ao Domingo é a noite da nossa Pizza e filme e que nos parece injusto numa familia de 6 não  haver uma noite em que os meninos se possam deitar mais tarde de decidimos, já à algum tempo que sexta é noite de noitada familiar.
São vários os programas que vamos fazendo para trasnformar esta noite numa noite especial. Já falei aqui nas tapas com jogos. Hoje o programa é outro. É um dos preferidos de todos e damos-lhe o nome de “McdiCasa” . O nome, como se pode perceber é um derivado de uma famosa cadeia de lixo alimentar que as crianças costumam adorar. Não vou mentir, dizendo que os nossos filhos nunca comem, mas sou sincera quando digo que é muito raro e que é contrariados que cedemos a esse capricho dos meninos (normalmente aproveitamos uma viagem longa para lhes fazer a vontade poupando assim uns trocos noutro restaurante de beira de estrada).
Ao inventar este McdiCasa (já há uns anos que o fazemos) fazemos-lhes a vontade de uma forma caseira. As batatas cortamos bem fininhas para que fiquem estaladiças, depois fazemos os saquinhos à medida (temos sempre estes sacos para eles levarem o lanche, são de papel pardo e compram-se em embalagens de 100 – dão imenso jeito para tudo)
O pão, claro, é feito pelo padeiro lá de casa e é um pão próprio para hamburgueres, fofo e leve – desde há uns tempos que seguimos a receita daqui. A carne tem de ser boa, biológica de preferência, moldamos os hamburgueres à medida e… já está!
Cada um escolhe o que quer: cheese, natura ou com tudo!
Depois, é so escolher um bom filme que dê para todos – não é fácil agradar filhos rapazes, uma menina de 4 anos e uns pais chatos – mas isso é assunto para um outro post…

Sexta feira, parte 1

            


Disse-me há tempos, a minha cunhada MariaAna que cá em casa somos tantos que tudo é um evento. E é mesmo verdade. Isto de ter uma família numerosa tem muitas coisas boas,  e esta é uma delas. Os programas em família. Ainda para mais, juntando às quatro crianças da casa dois adultos que mais parecem outras duas crianças esta casa é um evento constante. Enfim…

A semana passada falei aqui na nossa Cena ao sábado, pois bem falta ainda falar do programa do melhor dia / noite da semana: a sexta feira .

Para mim (e para todos), a sexta feira é um dia mesmo especial , é a antecipação dos dois dias em que tudo pode acontecer (que depois acabam por passar depressissimo e é logo domingo à noite outra vez…) mas,  à sexta feira ainda  temos dois infinitos dias pela frente, e cheios de saudades de estar com os nossos filhos sem imposições horárias . Então, sexta feira à noite (salvo programa alternativo dos pais) é a noite-programa para eles.

Temos vários programas alternativos , mas hoje só vou falar de um ( assim ainda fico com assunto para mais uns quantos posts), o que fizémos ontem:

Um jantar de tapas, enquanto jogamos alguns jogos, como mímica e pictionary num quadro de ardósia. O jantar demora imenso tempo, vamos petiscando aqui e ali enquanto uns se levantam e vão fazendo as suas actuações.

As tapas são uma boa alternativa para as crianças, embora às vezes seja uma coisa muito associada a um jantar de adultos. Eles adoram tudo e, sem perceberem acabam por comer imenso . Gosto de lhes dar a conhecer paladares diferentes e, por isso ontem os petiscos foram:

– ovos de codorniz cozidos ( sempre o maior sucesso cá em casa)

– espargos verdes cozidos, com maionese

– pão grelhado com alho e oregaos

– batatas no forno com queijo , iogurte e alecrim

– ovos mexidos com espinafres e caril

– salada verde e roxa

– linguiça no fogo  (o delírio/ pânico de ver aquilo a arder na mesa)

– tábua de queijos variados

Ontem, para além de nós os 6 tínhamos um convidado especial (amigo do Jacinto que veio cá dormir – prêmio do primeiro vale do Jacinto). Foi um jantar muito divertido e no fim não sobrou nada (sendo que os ovos de codorniz não chegaram à fase de eu estar sentada à mesa…) .