Toda a verdade acerca de super heróis

Os Super-heróis

Este ano enquanto aplaudiamos emocionados – e pelo segundo ano consecutivo- os bombeiros que passavam na estrada a percorrerem todo o país  ao encontro dos fogos  maiores dimensões, diz o Benjamim:
–  “dizem que os super-heróis são o batman e isso mas não é verdade. Esses nem fazem nada. Os bombeiros é que são mesmo uns super-heróis verdadeiros.”

(…)

Os Anti-heróis

Isto de ter de passar um verão inteiro a ver políticos a prometerem mErda que não vão cumprir em outdoors medonhos e desenchabidos. A prometerem ser diferentes quando toda a gente sabe que vão se iguais.
Porque naquilo que é importante são todos iguais: não sabem o que é responsabilidade nem sentido de dever.

Para o ano, vai arder tudo outra vez.
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Sobre desligar

Estaria a ser prepotente se dissesse que as partilhas que vou fazendo nas diversas nas redes sociais e/ou blogs  serve para inspirar  seja  o que for ou seja quem for. Seria  verdadeira e honesta se dissesse que é um genuíno prazer da partilha. Se esconderá este prazer um gosto secreto (ou não) de um ego alimentado por  número de gostos e  de seguidores. Não sei. Não consigo dar uma resposta. Mas talvez.
Tenho tido muita em coisa em troca daquilo que vou partilhando (tanta que vocês nem imaginam!). Mas às vezes pergunto-me qual é o verdadeiro interesse de tudo isto. Abrir caminho para ter uma voz?  Conhecer pessoas com quem me identifico? Talvez sim. Talvez sejam estas as repostas que me parecem que vão de encontro ao objectivo de isto tudo.
Porque, na verdade é um contra-senso: Viver devagar. Natureza. Tempo para os filhos. Foco.  E depois toca de postar uma foto por dia. Toca de passar algumas pausas do dia a espreitar o que fazem os outros.
Este ano soube me bem desligar. De uma forma bem diferente do ano passado. No Verão passado custou-me. Confesso que quase “ressaquei”  espreitar no instagram o que andavam os meus amigos e as pessoas que me inspiram   a fazer, a escrever, a partilhar. Custou-me não partilhar instantaneamente alguma foto bonita que tinha acabado de tirar. Este ano não. Este ano foi brutal. Desinteresse completo em dar uma espreitada onde quer que fosse. Sentimento de descontracção total por não ter de publicar nada que tivesse fotografado nesse dia. Escolher uma fotografia. Ir ver quantos gostos tinha. Nada!   Cheguei a pegar algumas vezes no telefone num curto momento de pausa. Mas rapidamente percebia que nada lá tinha de interessante sem ser a meteorologia – andei craque da meteorologia este verão ahaha!- . Rapidamente troquei este gesto por um ou dois parágrafos de um livro. E foi mesmo bom.
Quer queiramos quer não, e com tudo o que nos traz de bom, é um desfoco. Reflecti muito sobre isto estas férias (muito talvez seja exagero) mas pensei sobre isto. Tive vontade de cancelar as minhas contas de tudo. Pensei terminar o blog. Mas, ao mesmo tempo sei que perderia muitas coisas boas que também existem neste novo mundo.
Seja como for, o telefone e tudo o que traz com ele tem de ter o lugar dele. E esse lugar não é, com certeza, a meio dos nossos momentos em família ou entre amigos.
Em breve (mas com a calma necessária para #viverdevagar) notícias das nossas férias!
Bem-vindos de volta queridos leitores

Esta semana… (ou o meu primeiro post ilustrado por emojis)


O sentimento:

Estou a sentir que o cansaço já foi embora só de sentir as férias tão próximas! Recuperei toda a energia só com o countdown. 💪

O falhanço :

Estou arrependida de ter falhado as corridas matinais estes últimos meses. Vou de férias tão mas tão  redondinha este ano (😩para não dizer outra coisa…)

Do verbo abnegar:

Estou orgulhosa de perceber que não comprei nem UMA peça de roupa para mim nestes saldos. Não precisava, não me tentei, não comprei. 🤗

As rastas:

Estou feliz por ter percebido que a vida é curta e que lá porque tenho um emprego respeitável posso usar o cabelo como eu quero e pôr metade do cabelo em rastas mal amanhadas mas que me fazem feliz. (a ver quanto tempo aguento até ter o cabelo todo outra vez, como tive aos 20 anos…) 😁

A decisão:

Estou a decidir que livros hei de levar para férias. Sugestões? 🤔

O som:

Estou a ouvir este e este disco quase em repeat. Quem se lembra que era um dos meus desejos para 2017 um novo disco da Feist? E quem está comigo na sensação que a música portuguesa está melhor que nunca? 👌

Porque afinal vejo TV:

Estou contente que a Guerra dos Tronos ontem foi espectacular e não a molenguice dos três primeiros episódios desta temporada …🙈

E até sou mesmo viciada:

Estou a tentar perceber como vou fazer para ver os episódios 4,5,6 e 7 pois não vamos estar cá e não temos gravador de televisão (ou lá o que é)😬

A dúvida:

Estou indecisa se publico este post ridículo.. 😕

A Sessão e as férias que não chegam – dois posts num só

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A Sessão:

É sem dúvida o post com mais fotografias de sempre.

(Estas lindas fotos foram tiradas pela querida e mega artista Lu Valles, num dos nossos finais de tarde deste Verão (que já vai longo) e mostram um bocadinho a rotina que temos quando chegamos todos a casa depois de um  dia de trabalho  longe uns dos outros.)

Nunca tinha feito uma sessão fotográfica familiar (tirando as fotos que a Joana tirou para o livro). Nenhum de nós gosta de fotografias pensadas,  planeadas ou de estar em pose e, por isso, nunca nos tínhamos aventurado a investir em fotografias de alta qualidade para a posteridade. Mas depois apareceu a Lu, e o seu jeito incrível e simpático de nos fazer sentir à vontade e estar como se nada fosse enquanto temos uma câmara a acompanhar-nos a andar por ali. E por isso (e também porque é craque) ela consegue captar aquilo que é mais importante. A essência real de uma família com tudo o que isso traz com ela: Birras, mimos, brincadeiras e  discussões, o ataque ao frasco de Nutella (que ainda tentei esconder mas não fui a tempo, ahahah), desarrumação, cansaço e diversão. Ficaram lindas demais as fotos e vamos ficar para sempre com um registo  incrível de como eram os nossos finais do dia no Verão de 2017. Quando, apesar do cansaço e da vontade de ir de férias ainda conseguiamos  ter um dia a dia divertido!

As férias que não chegam:
Este ano as férias estão a tardar. Mais do que nunca. Tenho comigo um cansaço que está a ser difícil de curar. Tento dormir mas não chega. Tento ter rotinas mas não quero. Tento fazer programas e só me canso ainda mais. Acordo de manhã. Arranjo-me de manhã. Vou trabalhar de manhã. Acordo-os de manhã. Não os quero acordar de manhã. Quero dormir. Quero estar com eles todo o dia. Todos os dias. Sem horas. Sem preocupações. Sem cidade.
Mas o countdown  começou  e já estamos a uma semana da partida. E não nos podemos queixar. Vamos por um mês. Um mês inteiro fora. Um mês inteiro sem trabalhar. Um mês inteiro o dia inteiro.
À semelhança do ano passado, vão desaparecer do meu telefone, Instagram, Whatsapp, Email,  Pinterest e o monstruoso Facebook (que já desapareceu há mais de um mês que tem sido maravilhoso – aproveito para justificar a não resposta a eventuais conversas ou comentários).
Porque só assim tenho a certeza que desligo completamente. Porque só assim tenho a certeza qu estou completamente e a cem porcento entregue aos meus, à natureza, ao mar ao sol e aos livros. Tenho pena de  perder algumas coisas. Vou ter saudades de partilhar alguns momentos do nosso dia.  Vou ter saudades de acompanhar momentos bonitos das férias dos meus amigos e daqueles que sigo mais ao longe.
Mas a recompensa é enorme. É desligar à grande e à francesa.
Em Setembro, quando voltar prometo partilhar os melhores momentos e contar como foi viver um mês inteiro descalça, sem horas, sem rotinas sem wi-fi e sem saudades.

porque se calhar eu não sou quem devia ser

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Com 18 anos ainda não sabia o que é que queria ser mas já sabia quem é que eu queria ser. E queria ser exactamente a mesma pessoa que já era. Já sabia o que tinha de fazer. Já sabia quem era o homem da minha vida. Já sabia que ia para sempre ouvir a minha música. Já sabia que não ia gostar de publicidade, capitalismo, de política,  de TV nem de centros comerciais.
E estava certa. Mas depois fiz um blog. E do blog surgiu um livro. E do blog e do livro saíram mensagens incríveis de pessoas que me lêem. E com o livro conheci tantas pessoas, e com o livro fiz novas amizades. E com o livro surgiram novos projectos. E com o livro um empenho ainda maior de remar contra a corrente, contra o sistema (com toda a incoerência que esta frase traz em si mesmo). E com o livro um enorme acreditar em mim e um optimismo cada vez maior. Acreditar na mudança. Pensar grande.
Mas depois… o que é “pensar grande”? De repente percebi que as chamadas oportunidades, para mim, são diferentes do que para a maioria das pessoas. E aí é que a coisa começa a correr menos bem.
Vender mais livros. Ter mais leitores. Fazer publicidade em troco de uma vida mais confortável. Aqui é que estraguei tudo. Não consigo pensar a parte comercial disto tudo. Que pessoa estranha sou eu que não quer ir ao programa da TV com a minha família para “passar a mensagem” para “chegar a mais gente”, para vender mais livros, para ter mais audiência. Que pessoa estranha sou eu que não quero vender aquilo que tenho para dizer.
Na verdade, não quero ser invisível (claro, senão este blog não existia).
Mas quero chegar a quem me quer receber. Quero chegar a quem eu faço sentido. Não quero a segunda edição. Quero cada livro vendido à pessoa certa. Não quero mais leitores. Quero os meus leitores. Quero manter-me firme a quem eu sou, e a quem sei que sou, e fiel a quem vocês sabem que eu sou. Não tenho estratégia. Mas tenho ambição, já o disse aqui. A minha ambição é viver como penso e como sinto. E ter nesse meu viver tudo o que faço e tudo  que escrevo. Porque não tenho partido politico nem religião mas tenho muita convicção. Sei bem quem sou e quem quero ser. Sei que acredito no amor. Acredito na dignidade. Acredito em mim. Acredito em vocês.