30minutos

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Comecei a cozinhar e a gostar de cozinhar ainda vivia em casa dos meus pais. Isto aconteceu principalmente porque com 17 anos me ter tornei vegetariana, para grande desgosto da minha mãe, pois como grande cozinheira que é, tinha menos um elemento na família a provar os pratos que confecionava com tanto gosto. Nessa altura cozinhar tornou-se um desafio, descobrir ingredientes diferentes e como se podia comer tão bem sem carne e peixe. Adorava gastar a minha semanada no Celeiro (juro!) e construí uma enorme biblioteca de livros de receitas vegetarianas. Depois de casar, conheci o Jamie Oliver por quem troquei, não o meu marido, mas os meus livros de cozinha vegetariana (embora ainda os use muito). Depressa se tornou uma grande influência em nossa casa, e ainda hoje o é – empatado com este site que sigo quase diariamente.

Quando apareceu (ou pelo menos quando o descobri) o Jamie ‘s 30 minutes, já tinha esse desafio quase diário. Adoro cozinhar rápido. Antes de ter filhos fazia jogos comigo própria de como conseguia preparar uma refeição completa com sobremesa e deixar a cozinha arrumada no menor tempo possível. Tinha recordes para bater (sim… louca). Hoje em dia o desafio é o mesmo mas não comigo própria (estou mais sã) e sim com o banho que o Francisco lhes está a dar. Ou seja, o jantar (tudo incluído) tem de ficar pronto ao mesmo tempo que eles.

Ah… Ir à horta não conta, só começa a contar com o cesto cá em cima (e já viram como as nossas alfaces estão cada vez mais bonitas).

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Final do dia de mais um dia de chuva

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Já não há conversa possível sobre a chuva, o mau tempo, o Inverno rigoroso ou a Primavera que não chega.
Mas hoje foi demais. Choveu intensamente todo o dia, e mesmo na altura de os irmos buscar caiu uma chuvada que fazia medo.
E, por isso, mesmo sabendo que iria aniquilar a hipótese de jantarem bem, resolvi fazer um programa de chegada a casa bem reconfortante e, como tal, nada como umas panquecas com mel acabadas de fazer e um refrescante sumo de framboesa para todos! Foram um sucesso, sobraram duas – na verdade não sobraram durante muito tempo que estes dois mal nos viram sair da cozinha trataram de resolver o eterno dilema ” o que é quase faz às panquecas quando sobram?”

Apesar de tudo, o jantar correu bem e,mesmo sendo duas horas depois das panquecas, comeram tudo. E ainda há quem duvide que a chuva abre o apetite…

Três dias de chuva e um dia de sol

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Apesar de tudo este inverno tem tido uma coisa boa. Tem-nos ensinado a estar em casa fins de semana seguidos, a entreter os filhos dentro de quatro paredes e de aproveitar todo o tempo de recolha que um inverno rigoroso como este pode proporcionar. Cá em casa temos cozinhado muito, preparado lanches, convidado primos e amigos para virem brincar, feito pequenos e grandes arranjos que a casa precisa, jogado jogos e feito puzzles e transformado o corredor num campo de futebol.
Este fim de semana de quatro dias previa-se negro. Chuva, chuva e mais chuva. Alertas de várias cores até terça-feira às três da tarde.
Felizmente o mau tempo recuou e depois de muitos programas caseiros- (que bom foi voltar a procurar o Wally tantos anos depois, e o que eles gostaram!) passámos uma manhã a passear. Voltámos todos enlameados – não é só a roupa que não seca, a própria Terra vai demorar a secar este inverno – mas hoje, hoje tenho a certeza que vão dormir bem com a certeza de termos aproveitado tudo o que um fim de semana pode proporcionar.

E os cães? Não se mexeram toda a tarde, já não estão habituados….

Cereais da força #2

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Um dos primeiros posts deste blog foi a receita da nossa granola caseira. No outro dia queria fazer um link para esse post e simplesmente não estava lá. Sumiu. Então, hoje faço outro porque eles são muito importantes cá em casa e já fazem parte dos nossos pequenos almoços há muitos anos! Já não me lembro do que tinha lá escrito, mas tenho a certeza que o principal era que chamar cereais da força à granola sempre foi um grande incentivo a todos quererem comer, e agora já não lhes consigo chamar outra coisa… Normalmente faço-a à segunda-feira à noite, mas por vezes é preciso reforçar a dose semanal e então faço-a quando tenho algum tempo – está foi feita com a ajuda deles, como se pode perceber pela confusão de sementes e farinha espalhada. Pode-se ver como a Luz gosta dos cereais da força, que até rapa a taça com eles ainda crus! O Benjamim esteve entretido a preparar café de linhaça e sal (?).

A receita é sempre diferente, consoante as variantes que possa ter em casa, mas a base é esta:
– 200 g de aveia
– meia chávena de sementes de linhaça
– meia chávena de sementes de sésamo
– meia chávena de sementes de girassol
-1 chávena de farinha integral
-açúcar ( é opcional, mas eles preferem)
– sal
-canela
– frutos secos a gosto- quantos mais melhor!
– meia chávena de mel
-meia chávena de sumo (laranja ou maçã)
-meia chávena de óleo

Misturar numa taça grande os ingredientes secos.
Num frasco colocar os ingredientes líquidos, agitar bem e verter sobre os secos.
Misturar tudo muito bem, até ter os líquidos bem incorporados.
Espalhar num tabuleiro forrado com papel vegetal.
Levar ao forno a 150′ durante 1 hora, mexendo regularmente.

Estes levaram avelãs moídas e depois de saírem do forno ainda misturei algumas passas que cá tinha! Acho que é uma boa variante, mas também gosto muito com amêndoas e côco ralado, ou nozes e bagas de groselha!

Ao jantar

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Para mim o jantar é a melhor parte do dia. Temos sempre música, velas e flores. E quanto mais tempo ficarmos à mesa, melhor. Eles gostam de escolher o que vamos ouvir e tal como nós, têm fases. Às vezes andam mais virados para os Beatles, Johnny Cash ou Bruce Springsteen, outras vezes andam mais abrasileirados e pedem Raúl Seixas ou Caetano. Claro que a música portuguesa é especial e ninguém bate o Samuel Úria, o Tiago Guillul ou o B fachada.
Hoje foi jantar à portuguesa e como tal, para além de um típico bacalhau à Brás, foi dia de poderem beber groselha. A música esteve a cargo do Tiago Guillul, e este disco tão especial que ouvimos muitas vezes cá em casa. Faz nos sempre lembrar o Jacinto com 4 anos, que ouvia esta música vezes e vezes sem fim…