Um dia de sol e um dia de chuva.

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Um dia fora outro dia dentro.

Chegou a altura de preparar a horta para a primavera e fazer as primeiras sementeiras. Este ano, se correr tão bem como o ano passado, teremos muitos frutos a colher de uma horta muito colorida. Semeámos ainda quase tudo em pequenos vasos, para depois de crescerem um pouco irem para o exterior. Lá fora plantámos apenas as sementes mais fortes, que não se importam com o frio. Cá dentro, no quentinho, estão as mais friorentas.

Ainda no dia de sol, tivemos uma filha única durante duas horas e, enquanto os mais crescidos brincavam numa festa de anos, a Luz passeava encantada com o pai e com a mãe. Comprámos dois discos numa loja de discos óptima para os amantes do velho gira-discos.

O dia dentro, deu para muitas brincadeiras, para estar com a família, para fazer um chá da nossa erva príncipe e para descobrir uma nova receita de biscoitos.

Biscoitos de açafrão e sementes de papoila

300g de farinha
1 cc de baking power
125 de Açúcar
175g de manteiga
2 ovos
1cs de açafrão em pó
1cc de canela em pó
Sementes de papoila a gosto

Misturar os ingredientes secos numa tigela grande. Colocar os dois ovos ligeiramente batidos seguidos da manteiga, derretida e arrefecida. Amassar tudo bem amassado. Vão ao forno a 180 graus durante cerca de 20 minutos (talvez menos – tenho o problema de fazer sempre tudo olho e não tenho bem a noção de quantos minutos estiveram no forno).

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Para acabar, claro, a nossa pizza de Domingo na mesa nova…
Que belo fim de semana este!

” oh mãe, passou tão rápido o fim de semana” diz o Jacinto antes de adormecer.

o ciclo

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Cá em casa acreditamos muito nos ciclos que as coisas podem ter. Por isso tentamos fazer da reutilização e da reciclagem um modo de vida.

Uma das coisas boas de ter uma horta é que ela serve como um pequeno centro de reciclagem não só porque muitas das coisas que não usamos em casa tem sempre alguma utilidade lá em baixo (e se não têm inventa-se) como também através da compostagem.

Uma das coisas que a compostagem tem de bom é que pode ser feita de várias maneiras, tamanhos e feitios, desde as pilhas de compostagem, aos simples baldes, passando pelas caixas e caixotes até a sistemas mais profissionais.

Nós nos primeiros tempos da horta começámos por utilizar baldes de tinta vazios e as mais tradicionais pilhas de compostagem e um dos projectos que tínhamos era fazer uma caixa de compostagem grande. Mas tivemos a sorte de receber uma já feita super funcional –  às vezes também é bom não ter que fazer tudo! – e foi um presente maravilhoso (obrigado!) porque nos permitiu aumentar a produção de composto ao ponto de tratarmos nós mesmos de grande parte do lixo orgânico que produzimos.

Existem vários métodos e teorias sobre a compostagem – nós seguimos o do tudo-ao-molho-e-fé-em-Deus  (baseámo-nos mais ou menos neste livro óptimo que o Tiago nos emprestou) é mais prático e até agora tem corrido bem. Funciona mais ou menos assim:

A nossa caixa de compostagem come tudo. Desde o que sai directamente da horta e arredores (ervas daninhas, plantas antigas, podas, etc) até ao que passa pela cozinha (cascas, borra de café, papeís sem tinta e por aí fora) e nem vou falar de dois pequenos hortelões que volta não volta fazem lá xixi (também vem no livro :P). A pilha vai-se acumulando, regamos (com água!) de vez em quando, e de 3 em 3 meses retiramos da base um belo composto que segue directamente para a terra, alimenta as nossas plantações e começa tudo outra vez!

erva príncipe

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A erva príncipe, capim limão ou lemongrass, tem inúmeras utilizações e um número ainda maior de indicações terapêuticas. Com ela fazemos um chá com um maravilhoso sabor a limão e propriedades calmantes, refrescantes e até expectorantes e podia ficar aqui a encher este post com todas os benefícios da erva príncipe. No Brasil é até conhecida como capim santo. Na culinária é sobretudo conhecida na cozinha tailandesa, dá um excelente sabor aos pratos sejam eles de carne ou peixe. E é óptima para aromatizar a panacotta. Dela é também extraído o famoso óleo chamado citronela – sim aquele das velas que acendemos no verão para afastar as melgas – e por isso também óptimo para afastar insectos na horta.

Mas a nossa erva príncipe é ainda mais especial porque tem uma história, é viajada e mostrou-se ser ainda mais resistente do que seria de esperar, e porque foi um presente do nosso querido amigo Tiago, que para além de ser o maior fotógrafo que anda para aí, é um grande hortelão/jardineiro.

Há cerca de um ano (depois de uma primeira tentativa falhada) o Tiago trouxe-nos num grande copo de plástico um frágil rebento de erva-príncipe, filho de uma planta que veio de Moçambique, e indicações preciosas de como deveríamos fazer para que prosperasse. Seguimos tudo à risca com dedicação e esse pequeno rebento cresceu e cresceu, de tal maneira que já se ‘multiplicou’ em 3 belas plantas que perfumam e embelezam a nossa horta!

Ainda a abóbora

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Faltava contar uma parte de como a nossa amiga abóbora consegue ser toda aproveitada.

Esta receita é mesmo muito simples pois é apenas colocar as pevides secas num tabuleiro e juntar sal – eu juntei uma mistura de flor de sal com pétalas que a minha irmã me deu há tempos – e levar ao forno a 180º durante 10 minutos. É importante ir mexendo sempre para não queimarem…

Depois é só guardar num frasco e comer… E são mesmo viciantes e ainda mais saborosas do que as compradas! Vale mesmo a pena.

Claro que algumas sementes foram guardadas para serem plantadas na Primavera. Para que no próximo ano tenhamos mais abóboras como esta!