Do Tiago #5

Esta semana não tem sido fácil, uma horrível constipação numa grávida ensonada leva à escassez de posts e atraso em pôr o post do Tiago mas , como mais vale tarde do que nunca, cá vai ele:

A Permacultura é um método de design para criar meios ambientes humanos sustentáveis a longo prazo.

O objectivo é criar sistemas ecológicos, economicamente viáveis que satisfaçam as nossas necessidades e que não destruam ou poluam a Terra.

A cultura permanente (permacultura) definiu-se na primeira crise do petróleo nos anos 70, com os australianos Bill Mollison e David Holmgren. Hoje já está a ser aplicada em todos os países do mundo.

Esta é a definição curta, nos próximos posts irei aprofundar este assunto porque desde que comecei na Permacultura que tenho aprendido a reconhecer as diferentes características e diversas funções de cada elemento percebendo que em conjunto, em associação, em sinergia o ciclo fecha-se, realizando-se na plenitude. Irei descrever na teoria e na prática o melhor que conseguir toda a dimensão deste método de design!

Sugiro que faça uma pesquisa no youtube com “Bill Mollison” e veja este website: http://www.wholesystemsdesign.com/

Boa Páscoa!

Tiago

Do Tiago #4

sementes

Esta semana mais tarde, mas  como mais vale tarde do que nunca, cá está ele, o primeiro post do Tiago no seismaisdois…

A paciência é uma virtude. 

Eu tinha 17 anos quando a avó de um amigo meu, hoje meu padrinho de casamento, disse-me isso. Não foi um conselho mas sim uma constatação feita por base na experiência de vida. 
 Guardei essa constatação e a paciência tem-me estado no quotidiano, no entanto, ainda estou por defini-la. O que é que ela me trás? Como serei mais virtuoso por via da paciência?
Trabalhar com a Natureza, em qualquer das suas dimensões, pode torna-se num quebra-cabeças porque há que compreender o seu tempo, desvendar os seus padrões e os seus mistérios e maravilhas.
 As plantas não crescem, os trabalhos não surgem ou até a Humanidade não se ilumina por que eu quero ou ao meu ritmo. O ciclo da vida é altruísta. Oferece-me tudo, ao mesmo tempo, que não sabe o meu nome.
Quem é paciente, é observador. Quem observa, interioriza a experiência. 
Donde vem a sabedoria?
A paciência é uma virtude.
Tiago


Tiago da Cunha Ferreira
Fotógrafo/Permacultor

do Tiago #2

sumo

E, tal como prometido, hoje é dia de fazer minhas as palavras do Tiago.
Estou em Tavira a beber um sumo de laranjas do Algarve. Disse à senhora do snack-bar que o sumo é doce e mesmo cor de laranja! Ao que ela respondeu: “São daqui, do meu fornecedor!”. Depois foi a agora recorrente conversa de que o que vem de Espanha e do resto do mundo que não presta e é só água…Isto deixou-me a pensar na questão do “local”.
Produzir para vender e comprar para consumir localmente. Porquê? Quais os benefícios desta postura?
As razões são muitas e a meu ver não tem nada que ver com nacionalismo.
Quando produzimos para vender ou consumimos o que compramos a alguém que está próximo, na mesma localidade, o compromisso é mais pessoal. Ambas as partes facilmente tomam conhecimento das práticas de produção e dos hábitos de consumo. Há poucos intermediários e o preço é justamente real. A exigência é personalizada. Para ser assim mas à distância também resulta mas é um mercado caro para a maioria.
No mercado globalizado a exigência é massificada ou despersonalizada, é baseada num preço cego mas competitivo, focada em padrões de qualidade “plástica”. Preço cego porque não reflete os custos reais de produção e de distribuição. Os muitos intermediários e grandes distâncias percorridas tem um preço que é escondido pela massificação e subsídio-dependência. Esse preço é pago em última instância pela saúde do planeta.
Não quero expor aqui a reflexão completa deste assunto, quero sim deitar algumas achas para a fogueira. É um fogo do qual vejo a necessidade em arder para um bem maior.
Sugiro um livrosobre este assunto, “The Transition Handbook: from oil dependency to local resilience” de Rob Hopkins.
Tiago


Tiago da Cunha Ferreira
Fotógrafo/Permacultor